quinta-feira, 30 de setembro de 2010

quadragésimo terceiro capítulo [43º]

Saí do aeroporto e pedi um táxi. Pedi para me levarem directamente para a cidade do jogo e, cheguei lá em 45 minutos. O céu estava nublado e a lá fora estavam uns 6 graus, coloquei um cachecol (y), ainda faltavam 2 horas para o jogo começar, entrei num café e pedi um hambúrguer e batatas fritas. Ouvi o meu telemóvel tocar e atendi.

- "Amor? Já está perto do estádio?" -perguntava o David.

- Sim, estou aqui num café vi um cartaz a fazer publicidade a umas hambúrgueres e não resisti. - ri. - Estás tranquilo?

- "Sim, agora que ouvi sua voz... já descontraí um pouco, olha, vou por seus bilhetes para levantar na bilheteira...

- Não é necessário, eu vou para a beira dos benfiquistas, fico melhor lá.

-  "Daviiiid, o mister está a chamar, vamos!" - ouvi ao fundo

Ri-me.

- É melhor ires, vai correr tudo bem. Amo-te muito.

- "Você ouvi? - riu-se. - É melhor ir, beijo, te amo muito gata."

- Eu sei. Daqui a pouco já me vês. Calma, beijinhos.

Desliguei e devorei a hambúrguer em muito pouco tempo, acho que hoje o David não me ganhava. Sorri quando voltei a pensar nele, daqui a pouco tempo tornávamo-nos oficialmente num só. Amava-o mais do que a minha própria vida, e, isso para mim era pouco comparado com o que eu era quando estava com ele.

Paguei a refeição e saí, atravessei a rua, e lá estava o estádio, era bonito, mas não tinha nada a ver com a Catedral, um grupo de benfiquistas reconheceu-me e pediu autógrafos e fotos, outros diziam 'Diz ao David que ele é lindo!', 'Manda-lhe beijinhos.' e por aí.

Entrei no estádio e o estava já bastante composto, como era normal o estádio ia ser ocupado por grande parte de adeptos adversários, mas, estávamos a jogar longe do nosso país...

Vesti por cima da Camisola uma sweter oficial do Benfica. O jogo começou e o Benfica não poderia ter entrado melhor, mas não foi assim que acabámos, perdemos 2-0, mas foi um resultado injusto.

Saí do estádio e chovia bastante, chamei um táxi e pedi que me levassem ao aeroporto, senti o meu telemóvel a vibrar e atendi, era o David.

- "Meu amor, ainda tá no estádio?"

- Não, David... já estou no táxi para o aeroporto. Mas estás bem?

- "Impossível né? - ouvi um suspiro e ele não prosseguiu."

- No próximo jogo vocês recuperam, não te quero ver triste.

- "Você tem voo já?"

- Quarenta e cinco minutos. Mas eu espero no aeroporto em Lisboa.

- "Não precisa, eu não mereço recepção nenhuma, eu vou de táxi."

- Não voltes a dizer isso. Não tens que te sentir culpado, agora tens que levantar a cabeça.

- "É fácil falar. O mister tá chamando, tenho que ir."

- Ok, beijo, amo-te muito!

- "Deve ser a única. Beijo, te amo também."

Pouco tempo depois cheguei ao aeroporto, e quando dei por mim já estava a chegar a Portugal. No aeroporto estavam alguns adeptos do Benfica, com cartazes de apoio, fiquei à espera dele, eu sabia que ao contrário do que ele dissera, ele queria-me ali.

Esperei uns tempos e eles chegaram. O David vinha cabisbaixo, levantou ligeiramente a cabeça e percorreu o aeroporto com o olhar, e depois alcançou-me, eu sorri-lhe discretamente e ele aproximou-se de mim muito rápido. Abraçou-me e beijou-me a orelha.

- Eu fui um parvo, pensei que já nem quisesse esperar por mim.

- Eu irei esperar sempre por ti.

- É por isso que te amo, você tem sempre uma solução eficaz para mim.

- Acho bem que me ames. - sorri. - Agora vamos, que quero beijar-te decentemente sem ter alguém a olhar para nós.

Seguimos até ao carro e sentei-me para conduzir. O David aproximou-se e deu-me um beijo "daqueles". Eu não resisti e beijei-o ainda mais. Depois fizemos uma pausa até chegar a casa, e mal coloquei a chave na porta ele já estava a dár-me beijos no pescoço.

- Vem, vamos lá prá cima, que eu tenho que matar as saudades da minha noiva.


Paula

Todos os direitos reservados ªª 

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

quadragésimo segundo capítulo [42º]

Acordámos cedo de manhã, ele tinha que apanhar o avião para a Alemanha. (y)
Comi uma fatia de bolo de chocolate e levei-o ao aeroporto.

- Vou ter saudades suas. - disse-lhe quando parei o carro (já em frente à porta lateral do aeroporto).

- Eu também, meu amor. Vou pensar em você a todo o momento, eu prometo. - beijou-me.

- Amo-te David...

- Eu sei. - sorriu. - Eu também te amo muito gata!

- Só mais um beijo! - inclinei-me e beijei-o. - Amanhã lá estarei!

- Eu sei, te amo! - saiu e eu arranquei para a clínica.

Esperava-me um dia de muito trabalho, entrei às 10h, e saí às 13h para meia hora de almoço, depois trabalhei até às 19h, quando estava a preparar as coisas para sair recebi uma chamada do Luís.

- "Gata! Queres vir jantar?"

- Por acaso, está mesmo a apetecer, estou a sair da clínica, onde, quando e com quem?

- "No Jourdôx, pode ser daqui a meia hora, comigo e com o Pedro."

- Perfeito, vou já para lá. Beijinho.

- "Beijo."

Estava cansada e um jantar de amigos estava mesmo a calhar. Dirigi calmamente ao restaurante e quando eu cheguei estavam os dois a sair do carro.

- Ao mesmo tempo! - disse o Luís sorridente.

- Nós somos assim. - abracei-os. - Entrámos?

- Claro!

Sentámo-nos e pedimos a especialidade da casa. Estava à espera do momento certo para lhes contar do noivado. Mas, numa altura inesperada não contive o espirro e acabei por mostrar o anel.

- Bem, que anel é esse? - perguntou o Pedro curioso, e eu fiz uma pausa. - Não... tu estás...?

- Pois, parece que sim. - esbocei um enorme sorriso.

- Parabéns! - disse o Luís.

- Shiu, é segredo, já sabem como é a CS!

- Sorry! Mas fico tão contente por ti!

- Obrigada! Eu não estava nada à espera, e, estou tão feliz!

- Nota-se mesmo pelo brilho dos teus olhos.

A comida chegou e continuamos a falar, sobre o meu noivado e sobre o meu noivado e sobre as mais recentes conquistas deles.

 Pagámos e saímos do edifício.

- Querem ir lá a casa? Tomar um café ou assim? - perguntei-lhes.

- Não consideres isto como uma tampa, mas amanhã temos que acordar às 7h, vamos à primeira aula!

- Asério? Milaaaaaagreee!

- Não gozes gata!

- Eu não gozo, também é melhor dormir cedo, amanhã tenho voo.

- Boa viagem e torce por mim também. - abraçou-me o Pedro.

- Bem... eu até dizia o mesmo, mas sabes que ainda sou tripeiro. - riu-se o Luís. - Eu fico a torcer que o David faça um bom jogo, mas por ti! - abracei-o também.

Conduzi até casa e deitei-me na cama, pelo que me lembro adormeci logo.




Dia seguinte: quarta-feira - 29 de Setembro de 2010



Acordei de manhã com o despertador, vesti-me, coloquei umas coisas numa bolsa, comi uma peça de fruta e conduzi até ao aeroporto, o meu voo estava previsto para a hora que eu tinha reservado, e, depois de fazer o check-in, sentei-me na sala de espera. Claro que não me livrei de autógrafos e fotografias, afinal, estava no maior aeroporto do país, e este era o sítio mais propício. 

- Paula? - ouvi uma voz atrás de mim e olhei, era a mãe do Marco. - É mesmo você?

- Susana? - levantei-me e cumprimentei-a. - Já não a via há tanto tempo! Também vai viajar?

- Vou ter com o Marco à Austrália... Aquele rapaz, está cada vez mais perdido, nem sei o que lhe fazer...

- Vai ver que ele vai melhorar, todos precisamos de um tempo de reflexão...

- Espero bem que sim, querida... Bem, você está óptima, mais bonita a cada dia que passa, e eu sei o que o Marco sente por si, mas o David faz-lhe muito melhor. Eu sei que a Paula precisava de um homem maduro.

- É, eu estou muito feliz, mas também sei que o Marco vai encontrar alguém que goste verdadeiramente dele, ele precisa.

- "Last Call to Lisbon-Canberra."

- Bem, parece que é o meu voo. Boa viagem para si, quando voltar temos de combinar um chá. - abraçou-me.

- Obrigada, bom voo, ligue-me quando voltar.

Sentei-me durante mais um bocado e pouco depois já estava a passar por França.

Paula

Todos os direitos reservados ªª

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

quadragésimo primeiro capítulo [41º]

Ficámos até de noite, que foi quando ambas tiveram alta do Hospital, depois eles foram para casa e nós fomos para a nossa.

Já em casa---

- Quer que eu faça qualquer coisa para você comer?

- A única coisa que eu quero é matar as saudades. - sorri.

- Isso é fácil, vem cá. - pegou em mim e levou-me para o quarto.

De manhã---

Acordei cedo, tomei banho e vesti-me (y), saí de casa ainda o David dormia, e, por isso deixei-lhe um bilhete na cómoda.

"Amor, fui para a clínica, devo chegar à hora do almoço. Beijo. Amo-te."

Hoje não havia muito trânsito e, cheguei rápido à clínica, a manhã foi calma, e cheguei à hora esperada a casa. Entrei na sala e senti cheiro a carne grelhada, o David devia estar a cozinhar e dirigi-me à cozinha.

Lá estava ele de avental, e eu ri-me.

- Amor, tou fazendo picanha com feijão, gosta, certa? - aproximou-se e beijou-me.

- Adoro! Queres ajuda?

- Não, se senta no sofá que eu sirvo já a comida.

Ia a dirigir-me à cozinha quando me lembrei de uma coisa que tinha de lhe perguntar e voltei para trás.

- Quem calhou ao Benfica?

- O Arouca, vamos jogar em casa.

- E ao Fafe, sabes?

- O Pinhalnovense ou qualquer coisa assim. - fez uma cara cómica.

- Ok, - ri. - vou voltar para a sala.

Sentei-me e liguei a televisão, estava num canal de música e começou a dar um videoclip logo de seguida.


(está legendado para quem não perceber Inglês)

Deixei estar no canal e reparei que no lado superior direito dizia. 'Músicas de novos filmes', o que tinha sentido, porque esta música está no meu filme que vai ser lançado excepcionalmente na sexta-feira, sendo a premiere no dia anterior.
Logo a seguir começou outra música do filme (também esta minha.)




- Amor, comida na mesa. - gritou o David quando entrava na sala. - Espera, essa é você... - aproximou-se e manteve-se calado até ao final. - Eu sei, que você aparece montes de vezes, mas é meio estranho, acho que vai ser sempre. Tenho tanto orgulho em você. - beijou-me.

- Eu também acho que nunca me vou habituar. - acariciei-o. - Bem, este cheirinho mata-me, vamos almoçar?

- Vamo.

Sentámo-nos na mesa e começámos a comer.
- Bem, tenho que ligar aos meus pais, se eles sabem por outra pessoas, matam-me.

- Ligas já, que assim ligamos ao mesmo tempo para os nossos pais, e, depois tenho ligar para a minha irmã, e para uns amigos.

- Também eu! - sorri. - Quando é que estavas a pensar...?

- A data? - eu acenei com a cabeça. - Não sei, quando você quiser tá óptimo.

- Eu pensei para depois do campeonato oou, já nestas semanas de férias em Dezembro, tinha era de ser no meio da semana.

- Aí era óptimo, - beijou-me. - Estou tão feliz, estava com taanto medo que não aceitasse.

- Não sejas parvinho, não penses nisso. Eu amo-te, só isso importa. - sorri.

- Esse sorriso me mata!

Corei.

- Não precisa corar não gata, é verdade!

- A que horas tens treino? - tentei mudar de conversa.

- Não muda de conversa! Tá ficando cada vez mais vermelha! - riu e respondeu-me. - Tenho às 17h, você vai ficar aqui em casa?

- Hum, vou correr. Estou com saudades de praticar jogging, muito estranho, mas estou.

- Mas assim vai ficar cansada, e, eu vou embora já amanhã. - fez beicinho.

- Eu para ti nunca estou cansada. - ri-me. - Deixa-me colocar a loiça na máquina, venho já.
 
- Não precisa, esqueceu que a D. Joaquina volta a trabalhar hoje?
- Esqueci!

- Queria que você quarta...

- Eu vou amor, amanhã trabalho todo o dia, e, depois estou de fim-de-semana. - sorri.

- Asério? Ai, ainda bem!

- Sim! - beijei-o.

Passei algum tempinho com ele, aproveitei para ligar aos meus pais, que ficaram super surpreendidos e quando foi treinar, eu troquei de roupa (y) e fui correr.

Cheguei super cansada em casa, e, ele já lá estava.

- Isso é que foi exercício! Nota-se que tá pouco cansada! - partiu-se a rir.

- Shhiu!! Já não corria há muito! Vou tomar banho venho já.

Tomei um banho relaxante e vesti logo um pijama. O David encomendou umas pizzas e jantámos os dois no sofá.

- Vamos lá para cima? - amanhã vou cedo, e quero te compensar. - beijou-me.

- Vamos amor! - sorri e beijei-o. - Amo-te.

- Amo-te mulher dos meus sonhos!

Paula

Todos os direitos reservados ªª 

domingo, 26 de setembro de 2010

quadragésimo capítulo [40º]

Fiquei algum tempo com eles e, depois saí, para deixar que outras pessoas também vissem a bebé. Ia descansar um bocadinho a casa e depois voltava.

Dirigi calmamente até ao apartamento e sentei-me no sofá logo que cheguei. Liguei a televisão na FoxLife e vi o início de Grey's Anatomy, pois pouco depois alguém tocou à campainha. Levantei-me e vi pelo 'vidrinho' que era o David. Abri a porta.


- Me desculpa, mas nós precisamos de falar. Eu não aguento mais.

- David, nós não temos nada para falar. Eu acho que tu percebeste o que eu queria dizer muito bem.

- Temos muito pra falar. Não me faça isso! Eu te amo, eu não te posso perder, não posso!

- Entra. - depois de ele entrar e eu fechar a porta, disse-lhe: - Fala.

- Volta pra mim, me perdoe, eu fui um estúpido, mas eu não consigo viver sem você.

- Eu não estou chateada por tu teres ido a uma festa, e, te teres divertido, porque, eu confio, ou confiava em ti, sabia que não irias fazer nada. Eu estou magoada é com o facto de depois de um dia inteiro de trabalho, eu chegar a casa, e receber uma chamada do meu namorado, a dizer que ia chegar tarde e que estava a curtir numa festa. Porque, não é isso que eu quero para mim. Não é assim que eu quero viver. Logo eu, que faço sempre os possíveis quando estou fora em trabalho, tenho despachar tudo, de modo que não fiques sozinho. Logo eu, que tive contigo em todos os momentos da época passada, tendo recusado participar em filmes, porque queria estar contigo, nada mais me importava! - senti lágrimas no meu rosto, mas não me importei. - Logo eu, que te amo mais do que a minha própria vida, mais do que tudo o resto junto. - coloquei as mãos na cabeça e sentei-me no sofá.

- Eu estraguei tudo. Me desculpe por existir. Eu não te conseguirei fazer feliz. - ficou a olhar para mim com uma cara confusa e continuou. - Você disse que me amava? Você ainda me ama?

- Como se fosse fácil esquecer um homem tão grande como tu. - ri-me. - Eu tenho a certeza que nunca vou amar ninguém como te amo a ti. E é por isso que estou tão chateada.

- Não fica chateada, se fica feliz, nem no caixão eu te vou esquecer. - aproximou-se de mim, colocou as suas mãos no meu rosto. - Bem cá, meus lábios necessitam dos seus, para poderem viver.

- Só os lábios? - perguntei-lhe baixinho.

- Cada milímetro do corpo, e da minha alma. - encostou os nossos lábios e beijou-me, foi um beijo apaixonado, diferente de todos os outros, senti ainda mais lágrimas no meu rosto. - Você é a mulher da minha vida, eu te amo taanto, que me sinto privilegiado só por poder tocar-te, por isso... - ajoelhou-se, e retirou do bolso das calças uma caixinha de veludo vermelha, abriu-a e tinha um anel com um pequeno diamante, era a jóia mais bonita que já tinha visto até hoje. - Paula, você quer casar comigo?

Fiquei parada, e aí sim, muitas lágrimas caíram pelo meu rosto. Não hesitei.

- Claro! - beijei-o. - EU AMO-TE!

- Tava com medo que não quisesse. - abraçou-me e colocou o anel no meu dedo. - Fica lindo em você. Obrigado.

- Eu nem consigo resistir-te. - beijei-o. - Rendo-me. - ri-me.

- Nunca te vou largar, vou tar sempre com você.

- Eu sei. - sorri.

O telemóvel dele tocou, e ele atendeu-o de imediato.

- Sim, mister, estou no trânsito para o centro de estágio, 15 minutos devo tar aí. - desligou. - Tou mô atrasado para o treino! Você quer vir?

- Hum.. não sei.

- Só vem se quiser, mas você já vem para a nossa casa, não já?

- Só se me deres beijinhos. - ri-me.

- Oh, isso é fácil! - beijou-me.

- Vai para o treino, que eu vou guardar as minhas coisas, vou ter com a Mariana, e já passo a noite em casa.

- Então eu te vejo no hospital. - beijou-me, e saiu. - EU TE AMO!

Acabei de guardar as minhas coisas e depois de as colocar no carro dirigi-me ao hospital. Na sala de espera já não estava ninguém, mas de acordo com a informação do administrativo, estavam duas pessoas no quarto, eu bati à porta e entrei. Estava ela deitada, e os pais.

- Voltaste! - disse sorrindo.

Cumprimentei os pais dela e beijei-a na testa. Os pais dela saíram para descansar e eu fiquei a fazer-lhe companhia.

- O Rubén foi treinar?

- Foi, eu achei melhor, ele está lesionado, precisa de melhorar. - sorriu, a bebé chorou. - Podes pegar nela? Estou com uma dor de costas.

- Claro, - peguei na bebé e embalei-a, calou-se de imediato.

- Bem, que bela madrinha que arranjei! Filhos para quando? - fiz cara séria e ela remediou. - Desculpa, desculpa amor, eu sei que estás mal, desculpa. - eu ri-me.

- Já fiz as pazes. - sorri, e fiz indicação para o anel.

- NÃO! Eu não acredito. É lindo!

- Eu sei! - sorri. - AIIIIIIII!

Bateram à porta, e era o Rúben com o David.

- Parabéns - disse-me o Rúben ao ouvido.

- Podes dizer alto. - ri-me. - A tua gata já sabe. - sorri.

- Estão aqui na sala, as pessoas mais felizes do mundo!- disse o David, beijando-me.


Paula


Todos os direitos reservados ªª 

trigésimo nono capítulo

Acordámos ao meio-dia, com o despertador, comemos um iogurte e uma bolachas e vestimo-nos. (vê o look aqui).

Dirigi até ao aeroporto para deixar a Pat.

- Bem, agora tens que me prometer que voltas rápido. - disse com uma lágrima no canto do olho.

- Vá não chores, nós fazemos uma visitinha em breve! Até lá reflecte, e pensa um bocadinho com o coração tonta! - sorriu

- Aii, vou ter saudades!

- Eu também. - deu-me um abraço. - Bem, é melhor ir...

- Manda sms quando chegares! - gritei.

- Claro!

Sentei-me no carro e preparava-me para arrancar, quando o meu telemóvel vibrou. Olhei para o visor e era o Rúben, atendi imediatamente.

- "Paula?"

- Oi, qué pasa?

- "A melhor coisa do mundo! A Mariana está a entrar em trabalho de parto! Chegámos agora ao hospital da Luz."

- Oh meu deus! Eu... vou... já para aí!

- "Obrigado, beijo"

Desliguei e conduzi freneticamente até ao hospital, ansiava este momento à tanto tempo... O David deveria estar lá, mas não era o mais importante.

Entrei no hospital, e dirigi-me à pediatria.

Estavam na sala o Rúben, (este de pé a andar de um lado para o outro), a D. Anabela (mãe do Rubén), com o seu companheiro, e os filhos, a D. Suzana (mãe da M.), o David, o Gustavo e o pai do Rubén.

Mal me viu, (o R.), veio a correr abraçar-me.

- Tem calma. - sorri-lhe. - A Mariana?

- Está lá dentro. - disse com a voz  a tremer. - Os médicos dizem que só daqui a 10 mins é que posso entrar.

- Respira vai correr tudo bem. - disse sorrindo.

Fui ter com a mãe da M. e abracei-a.

- Obrigada pelo teu apoio querida. - disse-me sorrindo.

- Se a melhor amiga não estivesse cá, quem estaria?

- Tu és mais que uma simples melhor amiga, tu és a base dela!

- E estou nervosa! - o meu estômago deu uma volta. - Bem, acho que vou ali à máquina comprar qualquer coisa para comer, não comi quase nada hoje.

- Vai, isso faz-te mal!

- Eu sei, mas tive que ir ao aeroporto cedo, e, já sabe que as pessoas importantes, para mim, estão primeiro que a comida. - sorri e dirigi-me à máquina mais próxima.

Senti o David a olhar, mas não fiz nada e prossegui, retirei uma sandes e comi-a enquanto falava com o Rúben.

- Ai, o médico que não vem, daqui a pouco entro lá, mesmo sem autorização.

- Ele deve estar a aparecer.



O David levantou-se e veio ter connosco.


- Calma, Rúben, parece uma barata tonta andando de um lado para o outro.

- Tu calado, quando fores pai ainda vais ser pior do que eu.


Nem eu, nem ele reagimos, ele olhou para mim, e, eu desviei a cara para olhei o médico que vinha na nossa direcção.


- Peço desculpa pela demora. A menina Mariana está prestes a ter a menina, e, pediu duas pessoas para assistirem. O seu marido, a sua mãe.

- Bem, é agora, - disse o R. respirando fundo. - quando ela nascer eu mando logo alguém chamar-te!

- Dá-lhe um beijinho por mim.

- Dou muitos! - sorriu e entrou na sala.


Eu sentei-me numa cadeira da sala de esperas e olhei para o telemóvel, tinha recebido uma mensagem da Pat, a dizer que tinha chegado bem. E pouco depois o meu telemóvel avisou uma chamada.


- "PAULA!" - gritou alegremente o Luís.

- Então gato?

- "Logo à noite, sais obrigatoriamente connosco!"

- Não me parece. - ri-me. - A Mariana está na sala de partos, e hoje deve nascer a minha afilhadinha. - sorri ao dizer isso.

- "Oh... Então dá-lhe beijinhos por mim. Mas nem penses que nos escapas!"

- Eu prometo que ainda esta semana vou para uma noitada com vocês! - olhei à volta e o David ainda me olhava.

- "Está prometido! Olha vou dormir, mais logo ligo. Beijo"

- Beijo!


Ele levantou e sentou-se a meu lado.


- O temperatura está esfriando. - viu a minha cara confusa e completou. - Digo, lá fora... Deve faltar pouco tempo para começar frio asério.

- É, graças a deus, não aguentava calor por muito mais tempo.

- Me perdoe, volta pra casa, fica junto de mim, preciso de você, preciso de te ter, de te sentir.

- David...

- Por favor.

- Este não é o sítio adequado para esta conversa.

- Não existe sítio adequado, eu te amo tanto.


Uma enfermeira (salvadora da pátria) apareceu.


- A Inês já nasceu! Quem é a menina Paula?

- Sou eu. - disse sorrindo.

- Então acompanhe-me, por favor. E, o menino David também.


O Rúben estava com ela ao colo, haviam lágrimas no seu rosto, mas ele sorria sem parar. Eu peguei naquela bebé perfeitinha, com o maior cuidado do mundo. Era como se fosse da minha família, era a filha da minha melhor amiga, e, a partir de hoje, tenho mais um dever para cumprir.

- Será que posso ver a tua princesa? - perguntei-lhe falando muito baixinho.

- Claro, é ali naquela porta. - sorriu.

Abri a porta com cuidado e do outro lado estava a Mari, com a mãe, ambas choravam.

- Então mamã...

- É um dos dia mais felizes da minha vida.

- Tu mereces. - beijei-a na testa.

- Ainda bem que não ficaste chateada comigo, é tão importante ter-te aqui comigo.

- Também é muito importante para mim, o facto de compartilhares esta data comigo. - sorri.


Paula

Todos os direitos reservados ªª 

sábado, 25 de setembro de 2010

trigésimo oitavo capítulo

Fomos comprar uns pastéis de Belém e lanchámos em casa.

- Não te importas de ver o Benfica comigo, hoje? - perguntei-lhe porque sei que a Patrícia não liga nada ao Futebol, apesar de gostar de andebol, pois foi atleta profissional.

- Claro que não! Eu sei o quanto é importante para ti! - sorriu. - Esqueceste que eu também vivo com um benfiquista?

- Mas sei que não gostas...

- Não te preocupes com isso.

- O que queres comer? - perguntei-lhe.

- Estava mesmo a apetecer uma pizza.

- Você manda! - disse.

Peguei no telemóvel e encomendei duas. Só depois reparei que tinha 3 mensagens não lidas. Uma do David, da Mariana e do Pedro. Abri a do Pedro primeiro que era a mais antiga.

"Gata, soube do que se passa. Vemos o Benfica juntos? Beijo."

Não lhe podia dizer que não.

- Pat?

- Diz.

- Importaste que diga ao Pedro para vir cá ver o Benfica? Ele mandou sms a convidar e,...

- Diz, também tenho saudades dele!

- Ok, grácias.

"A Patrícia está comigo no apartamento. Se quiseres passa por cá, que temos pizzas. Beijo."

De seguida abri a da Mariana.

"Amor, eu sei que deves estar chateada comigo, desculpa. Se precisares de algo liga. Beijinho."

Respondi-lhe.

"Não te preocupes com isso. Beijo, amo-te."

 E, finalmente li a do David.

"Você sabe o quanto eu prefiro falar ao telemóvel em vez de enviar mensagem, mas imagino que nem queira ouvir minha voz. Vou jogar a pensar em você. Beijo, te amo, linda."

Fechei os olhos e respondi-lhe.

"Bom sorte, vou torcer por ti. Beijo."

A campainha tocou passado pouco tempo. O Pedro entrou e conversámos até ao jogo começar. O árbitro dormiu a maior parte do tempo. O Coentrão conseguiu chegar ao golo (e, que golo!) e lá ganhámos por vantagem mínima. Mandei uma mensagem ao David a dizer-lhe que esteve óptimo. Ele mandou logo uma de seguida a agradecer.

O Pedro ficou mais um bocadinho e depois foi ter com o grupo de amigos a um bar, mas, eu e a Patrícia preferimos ficar em casa, vimos fotografias antigas e até vídeos e encontramos um vídeo meu a cantar um originar no bar (devo dizer que foi uma performance com um tipo de musica diferente do usual.)



Ficámos acordadas até tarde e depois acabamos por adormecer no sofá. Ela partia amanhã de manhã.

trigésimo sétimo capítulo

Acordei às 12h de manhã, a noite foi relativamente serena e estava cheia de fome. Vesti-me e sai.



Saí e decidi ir almoçar a um restaurante óptimo no parque das nações. Sentei-me na esplanada.

- Bom dia, a menina vai precisar de menu, ou já escolheu o que vai comer?

- Bom dia. - disse sorrindo. - Eu acho que já sei... Pode ser um bitoque e para beber uma imperial, por favor.

- Com certeza, trago já. Com licença.

Provavelmente achou estranho o meu pedido, mas era exactamente o que me estava a apetecer. O senhor chegou rápido com a comida, que estava deliciosa!

"Take all of your wasted honor/ Every little past frustration/ Take all of your so called problems,/ Better put 'em in quotations. /Say what you need to say."

Ouvi o meu telemóvel tocar e retirei-o na bolsa. No ecrã dizia 'Paaaaaaat a chamar'. Atendi imediatamente.

- Patrííícia! Que saudades, rapariga! - disse.

- "Oi, também tenho muitas saudades tuas! E foi por isso mesmo que liguei, estás por Lisboa?"

- Sim, estou! Espera... NÃO PODE SER!

- "Como sempre a ler os meus pensamentos, Paula Maria!" - riu-se.

- Diz-me onde estás que eu vou ter contigo.

- "Parei aqui em Entrecampos."

- Então espera que eu vou já para ai!

Paguei e dirigi até Entrecampos e ainda estive uns minutos à sua procura. E depois, era impossível não a reconhecer, o cabelo estava um pouco mais claro, dantes era cor de mel, e, agora estava praticamente loiro, com pouca ondulação e super hidratado, trazia um top, umas calças cinzentas, uns sapatos altos e uma mala média nos braços, ao longe vi os seus olhos a brilhar e o seu sorriso a abrir cada vez mais, ela é uma das minhas grandes amigas, mas, como vive em Braga, não nos vimos tantas vezes.

Caminhamos calmamente ao encontro uma da outra, quando nos aproximamos demos um "daqueles" abraços.

- Tinha tantas saudades tuas!

- Também eu, e, preciso tanto de ti! Quantos dias vais ficar? - perguntei-lhe.

- Apenas um, amanhã voo para Madrid, o João está lá à minha espera.

- Oh, tão pouco tempo?

- Temos de aproveitá-lo. - sorriu. - Eu prometo que volto rápido, vou ficar lá uns dias, e, antes de ir para Braga, passo um tempinho contigo aqui.

- Também prometeste que nunca nos iríamos separar.

- Só quando as pessoas ficam algum tempo separadas é que se lembram como somos importantes. E eu lembro-me sempre de ti. Eu nunca vou esquecer os nossos momentos quando andávamos na Básica e na Secundária, nunca!

- Eu gosto tanto de ti! - voltei a abraçá-la.

- Pareces triste, a Paula que eu conheço estava sorridente a dizer que eu tinha que ver isto, aquilo e aquilo! Que se passa? - esperou um momento e disse. - Crise com o brasileiro?

Suspirei.

- Podemos falar no meu apartamento? - perguntei. - Saí de casa.

- Claro, querida.

Fomos para o apartamento e ela deixou-me falar, era assim que comunicávamos quando tínhamos algo a dizer. Relatávamos tudo e depois pedíamos opinião. Contei-lhe tudo o que se passou.

- Nunca duvides do amor que ele sente por ti. Tu sabes que eu não o conheço muito bem, mas a maneira como ele te olha, ... não precisa palavras. Mas compreendo-te, nota-se que precisas de sentir o teu espaço, sentir as raízes a voltar e sentir o quanto queres passar o resto da tua vida com ele. Quanto às fotografias e à festa? Ele foi parvo, mas quem nunca errou? E ele não te traiu, tu sabes o que é estar numa festa e dançar... Vá, anima-te, se queres sentir as raízes, anima-te! Hoje jantámos, e passámos um serão juntas! - sorriu. - Vá não te quero ver assim!

- É por isso, que a minha vida faz sentido, porque sei que tento pessoas maravilhosas sempre comigo. Obrigada. - ficámos abraçadas durante bastante tempo.


Paula

Todos os direitos reservados ªª

trigésimo sexto capítulo

- Não, não faça isso. - colocou as mãos na cabeça e vi lágrimas a percorrerem-lhe a face.

- Eu tenho que o fazer, - disse. - É o melhor para nós, e-e-eu não quero viver o resto da minha vida assim... a chegar do emprego, e saber que tu estás a curtir na noite. - exitei e continuei. - Porque foste irresponsável! Tu... não pensaste em mim, que tenho estado sempre a teu lado, nem no Benfica, estás lesionado, e, vais para uma noitada!

- Me perdoe, eu não sei o que passou pela minha cabeça, eu te amo tanto, eu não te quero perder!

- Tu não precisas de me perder, - peguei-lhe na mão, - eu preciso de um tempo.

- Então eu saio, eu que fiz porcaria. A casa é dos dois, eu saio.

- Não, eu saio, já decidi.

Olhou para mim.

- Eu tenho tanto medo de perder você, eu te amo.

- Bem, eu vou colocar algumas roupas no saco.

Peguei numa mala, e coloquei as coisas essenciais, enquanto ele estava sentado na beira da cama a chorar.

- A que hora vais?

- Já devia ter saído, mas nem tou preocupado com isso.

- Vai, o jogo vai correr bem.

- Nem sei se tou em condições de jogar.

- Claro que estás! - coloquei-me junto a ele. - não tem nada haver, eu vou estar a ver-te.

- Mas...

- Vai la, quando voltares nós vemo-nos.

- Ai... - aproximou-se e beijou-me. - Eu te amo.

Como eu não respondi, ele saíu. Eu limitei-me a acabar de arrumar algumas coisas e não resisti e coloquei a camisola com que ele dormiu na noite passada.

Saí imediatamente de casa e dirigi-me para o apartamento onde morei com a Mariana, e, mais recentemente sozinha, ainda não tinha arranjado comprador, e, hoje agradeci por isso.

Entrei no apartamento com muita vontade de chorar, e, foi o que fiz, sentei-me no chão, e chorei, durante bastante tempo. Senti o meu telemóvel vibrar no bolso das minhas calças e olhei no visor, dizia 'Mari'

- "Estou, Paula? Oh amor, eu já sei o que aconteceu, como estás?"

- Eu não quero falar disso.

- "Onde estás? Eu vou ter contigo, eu sei que precisas de falar."

- Não leves a mal, eu estou no meu apartamento, mas... eu sei que também estavas na festa, desculpa, mas...

- "Ok, eu percebo. Beijo, sabes que podes sempre contar comigo."

- Eu sei, beijo.

Subi as escadas e deitei-me na cama, (a minha casa estava limpa é que a minha empregada doméstica limpava este apartamento todas as semanas) estava cansadíssima e adormeci imediatamente.

Paula

Todos os direitos reservados ªª

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

trigésimo quinto capítulo

Saí de casa mais cedo do que o habitual, esperava um dia de muito trabalho na clínica. Estava um dia fresco em Lisboa, mas o céu indicava que não iria chover. Para me estragar ainda mais o dia, estava um trânsito infernal! Demorei uma hora, a chegar à clínica.

A manhã na clínica foi super agitada, como já era de esperar e acabei por almoçar à pressa num McDonalds. E, a tarde, foi ainda mais agitada do que a manhã. Cheguei a casa às 19:30, e esperava que o David já estivesse em casa, mas ouvi-a (a casa) super sossegada.

- David! - gritei. - Amor, estás em casa? - pelo qual não obtive resposta.

Comecei a ficar preocupada, ele já tinha tido treino às 10h, e tinha-me dito que estaria em casa à espera. Pensei no pior e decidi ligar-lhe.

 A primeira tentativa foi em vão, mas voltei a insistir, e ele lá atendeu.

- David! Estás bem? Onde estás? - perguntei ansiosamente.

- "Estou em casa de um dos rapazes, ele convidou para uma festa aqui, e como estive toda a tarde em casa, e você não chegou, decidi ir." - ouvia muitos risos e vozes ao fundo.

- Tu... po-podias ter dito, - senti a minha voz falhar e continuei. - Disseste que estarias em casa à minha espera, eu tinha dito que tinha muito trabalho e ia chegar tarde.

- "Eu sei..." - esperou um segundo e continuou. - "Eu devo chegar tarde."

- Ok. - foi a única coisa que consegui dizer.

- "Beijo, te amo." - disse e eu não respondi e desliguei-me.

Coloquei o telemóvel em cima da mesa da cozinha e senti-me fraqueza, já não comi-a à uma hora, então peguei num sumo de kiwi, e bebi-o, de uma só vez. A minha cabeça estava às voltas, isto era uma coisa tão oposta ao que o David é.

Sentei-me no sofá e senti algumas lágrimas no meu rosto, não as limpei e fechei os olhos.

......

Acabei por adormecer, e quando acordei estava com umas dores de costas horríveis. Levantei-me e deitei-me na minha cama, olhei para o relógio e estavam marcadas as '03:27h' da manhã, e nem sinal dele.

De manhã só acordei às 11:10h, ou seja, provavelmente o David já estaria no treino, olhei e vi a roupa dele de ontem em cima da cómoda, cheirava excessivamente a fumo.

Não sabia o que pensar, iria ter o dia livre e decidi dár um passeio para pensar um pouco, acabei por parar numa esplanada e, precisava de ver algumas coisas na internet, então usei a do telemóvel, na página inicial vinha uma alta manchete que dizia 'As noites loucas do menino bonito do Benfica.' e uma foto do David a dançar numa discoteca, antes de ler observei a foto, estava a dançar com uma mulher, e, para piorar, estava vestido com a mesma roupa de ontem, ganhei alguma coragem e li o artigo.

"David Luiz, o fenómeno da actualidade benfiquista foi visto ontem, numa festa bastante animada, pelas fotos publicadas num facebook, tudo indica a que a festa tenha ocorrido na casa de um jogador também do plantel. A questão é que ele estava comprometido com a maior estrela nacional, que faz um enorme sucesso no mundo inteiro, Paula Silva, será que ela sabia?"

Atirei com o telemóvel para cima da mesa, dei uma trinca no pão, paguei e dirigi imediatamente para casa.
Entrei, e não vi o David no piso de baixo, e, subi para ver se estava lá. E estava no nosso quarto.

- Amor, liguei pra você, vou agora pra Madeira. - aproximou-se e beijou-me, mas, eu retraí-me. - Tá tudo bem?

- Tudo bem? - ri-me. - Para ti, deve estar óptimo, tu lá sabes com quem dançaste ontem.- atirei.

- Como assim? - disse com uma cara confusa.

- Para tua informação, eu já vi as fotografias, para a próxima tem mais cuidado.

- Foi em casa do Salvio..

- Eu não quero nem saber, eu vou sair de casa.

Paula

Todos os direitos reservados ªª

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

trigésimo quarto capítulo

Acordei e não vi o David na cama, olhei para ver as horas no meu telemóvel e vi um bilhete em cima dele.

"Amor, o Gustavo me ligou e estava mal, discutiu com a Marian. Aproveito e depois vou directo ao treino, depois quando chegar eu já cá devo estar, e, vamos almoçar fora. Beijo, bom trabalho. Te amo gata. "


Levantei-me e tomei um duche, vesti um vestido preto e uns sapatos altos também pretos e um casaco camel. Desci as escadas e pousei a mala em cima da mesa da cozinha. Comi um iogurte natural, com fruta e cereais. Saí de casa e o piso estava molhado, choveu e eu nem tinha dado por isso. Conduzi até à clínica e a manhã foi super desocupada, com uma greve de autocarros alguns doentes não conseguiram chegar a tempo e remarcaram para amanhã, ou seja, vou ter o dia cheio!

Cheguei mais cedo a casa e o David ainda não estava lá. Sentei-me no sofá e comecei a ler o livro 'Pedaços de Ternura' de Dorothy Koomson.

- Gata, já em casa? - ouvi a voz do David.

Olhei e vi-o vestido com a camisola de treino do Benfica.

- Sim, amor. Por causa de uma greve, só tive uma consulta, amanhã vou trabalhar até tarde, só devo voltar à hora de jantar.

Ele aproximou-se e beijou-me.

- Eu vou só trocar de roupa, venho já.

Vi-o a subir as escadas e continuei a ler o livro. Chegou pouco depois, trazia vestido uma t-shirt que eu lhe tinha dado quando tive um mês nos Estados Unidos.

- Vamos? Encomendei o seu prato de salmão preferido. - sorriu.

- Obrigada!

Saímos e fomos almoçar, aproveitámos e demos um passeio pela praia, há noite fiz arroz de pato e ficámos durante um tempinho a ver televisão.

- O que quer fazer? - perguntou-me.

- Hum.. não sei, estou cansada, o passei-o matou-me! - ri. - Mas, decide tu.

- Mesmo?

- Sim..

- Então vem cá, que eu trato de você... - pegou em mim e levou-me para o quarto.

Paula

Todos os direitos reservados ªª

trigésimo terceiro capítulo

Acordei com o David debruçado a olhar para mim.

- Amor, vai tomar banho, o pequeno-almoço está lá em baixo.

Olhei para ele e vi-o vestido, o que era estranho, pois só tinha treino às seis da tarde. Fiz um esforço para abrir um pouco mais os olhos e beijei-o.

- Bom dia, já estás vestido?

- Tou com uma dor esquisita no joelho, vou fazer testes. Mas vai tomar banho, dorminhoca! Eu depois te conto tudo!

Meti-me de baixo do chuveiro e tomei um banho curto. Vesti uma saia de babados cinza escura, um top de alças um cinza mais claro e uns sapatos altos do tom da saia, no cabelo fiz um rabo de cavalo e coloquei um arco. Desci as escadas já com a mala e com um casaco na mão e posei-os no sofá. Sentei-me junto ao David e comecei a comer o pequeno-almoço que ele me tinha preparado.

- Dói muito o joelho, principalmente quando faço um movimento que exige mais...

- Não vai ser nada de mais, vais ver. - via preocupação nos olhos dele e passava-lhe a mão pelos caracóis.

- Tenho medo que seja uma lesão grave.

- Não penses nisso, não vai ser.

- Tenho medo na mesma, mas ao menos você agora está aqui.

Sentei-me no colo dele e beijei-o.

- Não tenhas medo, eu estarei sempre aqui. - olhei para o relógio. - Bem, é melhor ir que já vou atrasada.

- Eu te levo, só tenho que estar daqui a uma hora no Seixal.

Voltei a beijá-lo e abracei-o. Ele conduziu calmamente até à clínica, a perda dele tremia, (eu também tenho esse tique), coloquei a minha mão nela e sorri-lhe, ele fez um olhar descansado.

- Bem, eu depois te venho buscar... - aproximou-se para me beijar.

- Ok, até logo. - disse e saí.

A clínica estava completamente cheia e tive mais uma consulta do que estava a pensar. Quando pude sair, tentei ser rápida, e vi o carro do David estacionado do outro lado da rua, atravessei-a.

- Oi. - beijei-o. - Então?

- Mialgia...

Não sabia o que lhe dizer, ou 'recuperas rápido', ou um 'isso é mesmo mal', ou um 'será que jogas contra o Marítimo?'

- Vais ultrapassar rápido. - atirei.

- Espero que dê para o jogo na Madeira... e, ainda por cima não vou ter você lá.

- Se quiseres eu vou, tu é que disseste que como a SAD aconselhou a ninguém ir era melhor eu não ir.

- Eu sei...

Beijei-o de novo a ver se o acalmava.

- Eu vou estar cá, mas vou estar sempre a pensar em ti... Vai correr tudo bem, vais ver.

Conduzimos até casa e eu fiz uma lasanha de carne para os dois.

- Está óptima! - disse ele acabando com a lasanha.

- Está ou estava? - rimos os dois.

- Tava com muita fome! E depois, você faz isto tão bem, que não consigo parar de comer.

- Andas muito tonto!

- Eu sei, você me deixa assim, quando eu olho para você não consigo dizer coisa com coisa. Você sabe que mexe comigo.

Senti o meu rosto a arder de tão envergonhada que estava.

- Não digas disparates!

- Não tou dizendo. - acariciou-me. - Eu... Amo.... Você... Amor da minha vida.

- Ohh David... Eu também te amo tanto. - beijei-o.

Passámos 3 horas juntos e ele depois foi para o centro de estágio, fazer o tratamento da lesão. Preparei algumas coisas para o dia de trabalho de amanhã e preparei bacalhau com natas, para um jantar romântico.

- Paula? - isso tudo é para quem? - perguntou mal chegou a casa.

- Para o melhor homem do mundo. - disse-lhe, beijando-o de seguida.

- Eu não acredito. EU TE AMO! - gritou. - EU TE AMO!

Eu ri-me. O jantar foi maravilhoso, e, eu sentia que era algo que já precisávamos à algum tempo.
No final vimos um filme romântico, não no sofá mas na cama. Quando filme acabou aterramos logo cheios de sono.

Paula

Todos os direitos reservados ªª

terça-feira, 21 de setembro de 2010

trigésimo segundo capítulo

Antes do David chegar tomei banho e vesti-me, uns calções de couro, uma t-shirt de leopardo em tons de cor de rosa, uns sapatos altos pretos, maquilhei-me e decidi fazer uma coisa diferente no meu cabelo, estiquei-o parcialmente e fiz uma trança-tiara. Ouvi as vozes dos rapazes no piso de baixo, e desci para os cumprimentar.

- Oi gatos! - não vi o Gustavo e estranhei. - O Gu?

- A namorada dele tá cá de novo, desta vez para ficar, e ele preparou um daqueles jantares românticos.. - disse o David enquanto se aproximava para me beijar. - Você tá linda. - segredou-me e eu corei.

O Rúben reparou e riu-se.

- Não te rias! Já me conheces à tempo suficiente para saberes como sou. - sorri. - A Mari?

- Ela ia lá ter, eu vim com o David...

- Ok, eu vou buscar as minhas coisas lá acima.

- E nós vamos comer né, betinho?

Eu subi e eles foram para a mesa, que já tinha sido posta por mim. Coloque as coisas na minha bolsa e peguei num casaco de prevenção. Desci para me despedir deles.

- Bem, eu já vou... - aproximei-me e dei dois beijinhos ao Rúben.

- Olha pela minha Mari!

- Desde o primeiro dia. - disse-lhe.

- Hey, e para mim, não tenho beijo? - fez uma cara triste.

- Claro que há, criancinha! - ri-me e aproximei-me para o beijar.

- Assim sim! - sorriu.

- Bem, meninos, vou saindo. Bom apetite.

- Brigada, gata. Te amo. - disse o David, quando eu já estava do outro lado da porta.

Saí e e já no carro conduzi até ao restaurante, no estacionamento já conhecia o carro de alguns amigos e saí do meu.

- Paula. - ouvi a voz do Luís e olhei.

- Oi. - disse-lhe e dei-lhe um abraço. - Já não te via há bué!

- Tive a passar uns dias no norte com a Margarida... Ela está numa empresa em Braga..

- Isso é complicado.

- Muito, eu devo ir para lá.

- Tudo pelas mulheres. - ambos sorrimos e entrámos.

O restaurante tinha duas partes, uma para refeições consideradas normais, e, outra, que se alugavam para festas, e, foi para essa que fomos.

Estava lá quase toda a gente, e estas festas davam-me uma sensação de nostálgica dos tempos de faculdade, fartei-me de rir, dançar, cantar, conversar, e, acima de tudo diverti-me bastante!

Cheguei a tarde já o David ressonava, tirei a roupa, e vesti uma t-shirt e umas calças, deitei-me junto a ele, e adormeci enquanto o abraçava.

Paula

Todos os direitos reservados ªª

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

trigésimo primeiro capítulo

O ambiente na Luz estava caloroso, não estava cheio, mas o horário também não ajudava. Os adeptos estavam lá e isso é o que importa. O meu telemóvel tocou logo depois de eu me sentar no camarote, levantei-me e fui para o corredor, que estava mais sossegado.

- Oi? - disse.

- "Amor! Precisava ouvir sua voz antes, você já está no Estádio?"

Fui para o corredor de acesso aos Camarotes, para poder ouvir melhor.

- Sim, já cá estou. Vai correr bem, não te preocupes.

- Estou um pouco, mas é normal, né?

- Claro, mas não te preocupes, eu estou no lugar de sempre.

- Ok, obrigada, beijo. TE AMOOOOO!

- Estou a ver que já estás bem. - ri-me. - Beijo. Também te amo.

Voltei para o meu lugar e esperei ansiosamente pelo o início do jogo. Estava nervosíssima, era do tipo de adepta que gritava, cantava, tapava os olhos, apertava as mãos em punho...

O jogo foi definitivamente um jogo de nervosismo, o Benfica tem melhorado de jogo para jogo, assim como o David, mas foi sofrer até praticamente ao fim.

O Pedro levou o Miguel a casa, e eu fiquei no parque de estacionamento com as mulheres dos jogadores, eles não demoraram muito e chegaram quase logo, mas como sempre, o David foi dos últimos, eu estava apoiada no carro e quando ele me viu sorriu logo.

Aproximou-se, colocou as mãos na minha cintura e beijou-me, ali mesmo em frente aos fotógrafos, que pelo que reparei não pouparam e tiraram fotografias, mas nós não nos importamos.

Sentei-me no banco de condutor e ele sentou-se ao lado.

- Parabéns. - sorri-lhe.

- Obrigado gata, mas sem você...

- Shiiu. O mérito não é meu.

Fomos para casa e deitámo-nos logo, hoje limitámo-nos a dormir abraçados, pois ambos estávamos cansados. Adormeci com ele a mexer-me no cabelo e a dizer vezes sem conta 'Eu te amo', 'Eu... te... amo.. gata.' e dáva-me beijinhos nas maçãs do rosto, Eu estava com a minha mão no seu cabelo.

--

Acordei cedo de manhã para ir trabalhar. Tomei banho, vesti-me, comi umas bolachas.

Mandei uma mensagem de parabéns a uma amiga que fazia anos hoje e depois deixei um bilhete ao David.

"Amor, fui para a clínica, devo chegar na hora habitual. Aproveita a folga de manhã e descansa. Beijo, Paula."

Entrei no meu Cayenne e dirigi à clínica. O dia não foi muito agitado e cheguei um pouco antes do que o normal em casa. Estacionei o carro e entrei, o meu telemóvel tocou e era a Felipa.

- "Paula! Há quanto tempo!"

- Então? Já tenho saudades!

- "Era para te ligar ontem, mas entretanto os meus pais convidaram para ir jantar lá a casa, então atrasei-me. Vens à minha festa logo no 'KAIS'? Tu e o David? - quando ela disse o nome dele, ele apareceu vindo da cozinha ainda de boxers.

- Sim, por mim sim, já tenho a tua prenda e tudo. Eu vou ver se ele pode, e depois mando mensagem. É a que horas?

- "Ok, não há problema. Às nove."

- Ok. Beijos, até logo!

- "Beijinhos, querida."

O David aproximou-se de mim e beijou-me.

- Quem era?

- A Felipa, logo à noite, festa de anos dela no 'KAIS', queres ir?

- Hm... É tarde, você sabe que o mister não nos permite isso. Mas, você vai, tem que se divertir.

- Oh... Mas e tu, não te vou deixar sozinho... - beijei-o.

- Eu digo ao Gustavo para vir aqui jantar. A Mariana vai?

- Muito provavelmente.

- Então digo ao Rúben também.

Ele tinha feito bifes com batatas. Almoçámos e tivemos a ver um filme de tarde. Depois, ele foi para o treino e eu fiquei a apanhar sol antes de me ir preparar.

domingo, 19 de setembro de 2010

trigésimo capítulo

Fiquei a mexer-lhe no cabelo durante algum tempo, não o queria acordar, ele tinha treino e tinha que estar com energia. Passado algum tempo senti-o a mexer, então parei e olhei-o simplesmente. Ele fez força para abrir os olhos e ficou com uma expressão surpresa.

- Paula? É você ou estou sonhando? - eu ri e ele continuou com a mesma expressão.

- Sou mesmo eu tontinho. - passei-lhe a mão pela cara. - Consegui um voo mais cedo, e decidi fazer-te uma surpresa.

- Ai, nem acredito, tava sonhando com você, já tava com saudades, gata. - aproximou-se de mim e beijou-me.

- Eu também! - beijei-o.

- Eu te amo tanto, não me deixa.

- Estás a brincar, ou quê? Eu nunca te largar, gatão.

- Ainda bem.

Pouco tempo depois ele foi para o treino e eu aproveitei para descansar um pouco.
Passámos o resto da tarde juntos e deitamo-nos cedo, pois amanhã era dia de jogo.

---


- Bom dia gatinha. - Ouvia a voz do David no meu ouvido.

- Oi.

- Olha, tenho que ir para o hotel, o seu pequeno-almoço está aqui.

Olhei e vi o tabuleiro na minha penteadeira. Ele também já estava vestido.

- Oh, obrigado amor, eu vou estar lá tá bem?

- Eu sei, vai com o seu primo, Miguel?

- Sim, e com o Pedro.

- Ok, - passei-lhe a mão pela cara. - Me dá um beijo. - aproximou-se e beijou-me.

- Vai calmo, vai correr tudo bem!

- Estou um pouquinho nervoso, só quando vir você lá é que acalmo.

- Podes acalmar, que eu vou estar lá.

Respirou fundo e beijou-me de novo.

- Mesmo indo em carros separados, me espera no final?

- Eu vou no do Pedro, assim no final é só levar o Miguel e fico contigo, está tudo pensado, não te preocupes.

- Ahh, isso é melhor. Bem, é melhor ir, então. - beijou-me de novo. - Te amo gata!

- Eu também te amo.

Ele saiu e eu comi o que ele me tinha preparado, logo a seguir tomei um duche e vesti-me. Fui à Caparica buscar o meu primo e quando já estava com o Pedro fomos para a Luz.

Paula

Todos os direitos reservados ªª

sábado, 18 de setembro de 2010

vigésimo nono capítulo

Acordei de manhã, coloquei o que me faltava na mala, vesti uma roupa confortável e saí com o David, em direcção ao aeroporto. Chegámos, e enquanto eu fazia o check in ele estacionava o carro e pegava na mala.

- Bem... - disse, fazendo uma pequena pausa. - É agora que a gente se despede?

- Parece que sim.

- Então... - abraçou-me. - Vem logo, gata, odeio ficar longe de você.

- É por pouco tempo, nem vai dar falta...

- "Last call ... to Lisbon - Madrid" - ouvi a senhora a dizer.

- Bem, é melhor ir, então...

- Vem cá. - beijou-me. - Agora sim pode ir. Eu te amo.

- Eu venho rápido. Também te amo. - dei-lhe um último beijo, peguei na mala e encaminhei-me ao segurança.

Depois de passar a barreira, olhei para trás, e ele ainda lá estava, a olhar-me, os seus olhos brilhavam, sorri e segui em frente, não voltei a olhar para trás, sabia que se voltasse desatava a chorar, e bem, era mesmo isso que me apetecia, mas... não podia, iria deixá-lo ainda pior. Decidi mandár-lhe uma sms assim que me sentei no avião.

"Estarei a pensar em ti em todos os segundos, não fica triste, eu te amo, e isso é que importa. eu mando mensagem assim que chegar, depois liga-me quando quiseres! Beijos mil homem dos meus sonhos, Paula ♥"

Pouquíssimo tempo antes de ter que desligar o telemóvel recebi a mensagem de volta do David.

"Eu também estarei em pensar em você, mas aproveita a festa, eu fico bem. E sim, vou te ligar, aliás vou estar sempre a contactar contigo. Beijo, mulher da minha vida. Te amo muitão."

Sorri e peguei no ipod, passava as viagens a ouvir música e a olhar na janela. Pensei no David a viagem toda, amava aquele homem, e tinha a certeza que queria passar o resto da minha vida com ele.

Cheguei a Madrid, a viagem foi calma e rápida. Mandei uma sms ao David enquanto esperava pelas malas.

"Amor, já cheguei, agora devo ter umas entrevistas e uma conferência de imprensa, mas liga-me quando quiseres, que se eu poder atendo. Beijo, Paula."

Peguei na minha mala e a minha agente já estava à minha espera, com ela, bastantes fotógrafos.
Dirigi-me a ela e tentámos sair imediatamente para o carro, mas antes, tínhamos que passar por todos eles. Ouvi o meu nome milhares de vezes, e, grande parte mal pronunciado. Não queria ser mal educada, eu sabia que era o trabalho deles, então respondia a algumas perguntas, as bases 'Se estava bem disposta,' 'Se gostava de Madrid.'....

Entrei no carro e a Louise (agente) disse-me que íamos para uma conferência de imprensa.
Respondi às perguntas sobre o filme, e, tentei desviar-me de todas sobre a vida pessoal, falei português, inglês e espanhol.

- "La última pregunta." - disse a minha agente

- "Paula, tu novio se inclina a venir a jugar en España la próxima temporada, ¿cuál es tu equipo favorito?"

- Benfica! - ri-me, e os jornalistas também.

- "La conferência has terminado. Grácias a todos!"

- Grácias! - disse-lhes e sai.

Fui para o hotel preparar-me para logo. Eu própria me maquilhei e tratei do cabelo, não gostava de coisas muito artificias. Saí do hotel e dirigi-me à festa, numa limousine! A festa era enorme, com muitos fotógrafos, jornalistas, alguns queriam o nosso melhor ângulo, outros queriam ver uma falha. Fartei-me de rir, falar, dançar, e foi uma festa super animada, e, não acabou muito tarde. A minha agente disse-me que não tinha mais assuntos para tratar em Madrid. Assim, fui ao hotel, peguei na minha mala e dirigi-me ao aeroporto, por sorte consegui um voo mais cedo, umas 6 horas mais cedo, o que era óptimo.

A viagem de volta para Lisboa foi rápida, e assim que cheguei apanhei um táxi para casa. Abri a porta e, subi as escadas para o quarto, o sol ainda não tinha nascido, portanto, ele ainda deveria estar a dormir.

E estava... dormia agarrado à minha almofada, serenamente. Tirei os saltos, o casaco e deitei-me ao seu lado, enquanto lhe mexia no cabelo.

Paula ♥

Todos os direitos reservados ªª

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

vigésimo oitavo capítulo

O dia seguinte foi normalíssimo, levantei-me de manhã e vi que o tempo já estava bastante fresco, sabia que a temperatura poderia subir, então optei por uma roupa que se adequá-se.
Cheguei a casa para almoçar pouco antes dele, tinha trazido bifes com cogumelos de um restaurante óptimo perto da clínica. Pus a mesa, e, coloquei a comida numa travessa. Ouvi o carro dele chegar.

- Oi, - disse enquanto se dirigia a mim. - Já tinha saudades! - colocou as suas mãos na minha cintura e beijou-me.

- Eu também... Bem, trouxe a comida.

- Hm... Que cheirinho, nem imagina a fome com que eu tou!

- Imagino, sim.

Ele demorou practicamente o mesmo tempo que eu, e comeu 3 vezes mais!
Quando ele foi para o treino, eu decidi dar uma volta pela praia, estava tensa, precisava de pensar, muita coisa tinha mudado num ano e meio, o David, o Marco, o meu grupo de amigos, a Mari, a minha carreira... Estacionei o carro junto a uma praia, que, era naturalmente calma, e nesta altura estava desértica. Tirei os sapatos altos e senti a areia, sentei-me e olhei o mar.

Na minha cabeça correram as mais variadas imagens. O dia da despedida com a minha turma do 12º ano, quando acabei com o meu namorado na altura, o dia em que saíram as colocações e soube que iria para Lisboa viver com a Mari e, que tinha mais amigos que vinham, a despedida dos meus pais, as primeiras semanas, o dia em que conheci o Marco, as noitadas, os jantares com o Luís e o Pedro, as viagens, os sorrisos, os abraços, e depois... o dia em que conheci o David, o dia em que acabei com o Marco, o dia do primeiro beijo com o David, a primeira noite que passei com ele, a primeira viagem, quando fui viver com ele, o primeiro filme que gravei, a primeira sessão fotográfica para uma marca internacional, os concertos no bar...

Respirei fundo, e fiquei muito tempo assim, ora fechava os olhos, ora os abria, ora sentia lágrimas a correrem pelo rosto, quando me lembrava de certas coisas...




O telemóvel vibrou, olhei para o visor e era o David.

- "Amor? Está tudo bem?"

- Sim, já saíste do treino?

- "Sim já tou em casa à mais de meia hora. "

- Que horas são mesmo?

- "Oito e meia, mas você tá mesmo bem? Precisa que te vá buscar a algum lado?"

- Não, vim dár uma volta, e acabei por perder a noção do tempo. Eu vou já para casa. Queres que passe por algum sítio para comprar comida?

- "Não é necessário, eu faço um macarrão para nós."

Saí da praia, calcei os sapatos e tirei a areia que consegui da minha roupa. Entrei no carro e conduzi para casa.

- Tava ficando preocupado.

- Desculpa. - beijei-o. - Precisava de ver o mar, estár na praia, de reflectir.

- Não tem mal, vai tomar um banho que a comida tá quase pronta.

- Tu mandas!

Subi as escadas e tomei um banho frio, vesti uma t-shirt e desci, assim, só de t-shirt e cuecas.
Comemos a massa enquanto o David contou-me sobre o treino, os rapazes..., ele era impecável, quando eu lhe dizia que precisava de reflectir, compreendia, e, não puxava o assunto.

- Eu tenho voo amanhã, às 7h. É melhor decansar.. Antes de sair escrevo um bilhete, e, quando chegar a Madrid mando mensagem, porque deves estar no treino.

Ele abraçou-me e sussurrou-me:

- Eu vou te levar. Já vou tár sem você durante um dia e meio, quero deixar você, está bem?

- Mas é muito cansativo para ti, depois tens treino.

- Shiu, vem vamos lá para cima que amanhã vamos acordar muito cedo.

Beijei-o e subimos, tudo isto fazia sentido, tinha saudades de muitas coisas, mas o facto de poder estar com o David, e, saber que posso contar com ele, em todos os momentos, é algo que eu nunca imaginei viver.

Paula

Todos os direitos reservados ª

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

vigésimo sétimo capítulo

Voltei a acordar cedo hoje, o David só tinha treino à tarde, então não o quis acordar e tentei fazer pouco barulho, depois de vestida (escolhi uma camisa-vestido com um cinto na cintura e umas sandálias altas castanhas, preveni, colocando um casaco na mala) desci as escadas e comi um iogurte e um kiwi, antes de sair de casa escrevi um papel ao David.

"Amor, já fui para a clínica, se precisares de alguma coisa, liga-me. Beijo, Paula."

Cheguei à clínica rapidamente. O dia foi mais calmo que o anterior, uma rapariga ficou doente e desmarcou a consulta, então saí mais cedo. Conduzi logo para casa.

- Amor? - perguntava o David, com uma voz de sono. - Tão cedo?

- Sim, desmarcaram uma consulta. - beijei-o. - Mas bem, já são horas de almoço, queres que te faça algo especial?

- Humm, vem cá, fica aqui a meu lado, que eu lembro-me já de algo que me apeteça.- puxou-me para ele, e ficou a abraçar-me. - Ontem as suas palavras foram tão importantes para dormir descansado.

- Ainda bem.

- AH! Já sei, já sei, aquele frango com cerveja e natas que você faz tão bem!

- Hum, isso é óptimo, é rápido. - sorri. - Queres com arroz, ou puré?

- Purééé. - disse fazendo uma cara engraçada.

- Ok, - beijei-o na testa.

- Espera que eu vou com você.

Pegou-me na mão e fomos para a comida. Em 30 minutos a comida estava pronta. O David comeu logo e super rápido. O meu telemóvel tocou e fui buscá-lo à sala, tinha uma mensagem de um número do estrangeiro. Lia enquanto me dirigia para o colo do David.

"Paula, desculpa-me por tudo o que te disse, desculpa-me se te fiz sofrer, estou na Austrália, achei que voltar a competir me iria fazer bem. Voltarei a Portugal assim que me sentir bem, pleno. Beijo, Marco."

- Quem é? - perguntou o David.

- O Marco. - entreguei-lhe o telemóvel para a mão, para que ele pudesse ler.

- Surf, né?

- Sim.

- Vai fazer-lhe bem, o desporto muda a cabeça da gente, você tá bem?

Respirei fundo e respondi.

- Sim... obrigado, vi.

- De nada, gatinha. - deu-me muitos beijinhos na bochecha.

Ficámos durante bastante tempo assim, abraçados.

- Bem, acho que vou andando pró treino, você fica?

- Acho que vou dar uma volta pela praia, já não deve ter tantos turistas.

- Faz muito bem, entãão, não me quer levar ao treino?

- Tu queres?

- Claro.

- Não tens vergonha de seu eu a levar-te?

- Por amor da santa! Nem imagina o orgulho que eu tenho em ser você a levar-me.

- Ainda bem, então, afinal, acho que vou fazer umas comprinhas.

- Ok, vamo, então.

- Claro.

Levei-o ao treino, e uma coisa que adorava no carro dele (e no meu que também tem) são os vidros fumados, assim ninguém sabe quem vai lá dentro. Fui ao shopping fazer umas compras, umas coisas que precisava em casa, e acabei por comprar umas coisinhas para mim, e quando passei por uma loja de bebés não resisti e comprei mais coisinhas para a minha afilhada, que devia nascer no final do mês. Fui buscar o David e fomos jantar fora.

Paula ♥

Todos os direitos reservados ªª

vigésimo sexto capítulo

Fui ao fogão e tinha uma panela com massa de marisco, cheirava maravilhosamente bem! Retirei da panela e coloquei numa taça, peguei num garfo e sentei-me no sofá e vi televisão enquanto comia, foi muito rápido, a comida estava óptima e como estava cheia de fome soube-me super bem. Ouvi o telemóvel a tocar logo depois de ter acabado de comer.

"Te Amo, Te Amo/ She says to me, I hear the pain in her voice /Then we danced underneath the candelabra/ She takes the lead / Thats when I saw it in her eyes/It's over"

Era a música da Mari, peguei no telemóvel e atendi.

- "GATAAAAA!"

- Oi.

- "Tudo bem?"

- Tudo óptimo e contigo?

- "Também, também, olha, tens que ir buscar o carro do David ao hotel, certo?"

- Ei, sim, já me tinha esquecido.

- "Eu vou buscar-te aí a casa e depois pegas no carro no hotel e vamos para a Luz."

- Sim, obrigada! A que horas vens?

- "Estou aí dentro de uma hora."

- Ok, ok, até já, beijinhos.

- "TJ"

Subi as escadas e tomei um duche, depois vesti umas calças de ganga skinny e um top preto, calcei as sapatilhas também pretas, peguei na bolsa, na camisola e no cachecol do Benfica e desci as escadas. Tinha uma mensagem do David.

"Amor, esqueci de te falar do carro, mas acho que já sabe, as chaves estão em cima da mesa da cozinha. Estou a sair para o estádio agora. Beijo, te amo."

Fui à cozinha buscar nas chaves e respondi-lhe.

"Ok, já as tenho, eu estou a sair de casa. Beijo."

A campainha tocou e fui ter com a Mariana ao carro, seguimos ao hotel e eu conduzi o carro do David até ao estádio, estacionei-o ao lado do da Mariana, e fomos pelo lado do público. Hoje era um jogo que não ia ter lotação esgotada, mas o ambiente da Luz é sempre o melhor, então nós nunca subíamos pelas escadas rolantes do parque, subíamos sempre pela parte do público e depois é que entrávamos na porta 1, digo, depois de dár autógrafos e tirar algumas fotografias, mas era algo que me dava muito prazer. Fomos para o camarote dos familiares e já lá estavam as mulheres todas. O jogo começou e foi de sofrimento até ao fim, apesar de termos ganho 2-0, só com uma vantagem maior é que me sentia segura. O David estava a melhor a cada jogo, mas ainda não está a cem por cento. Esperámos por eles no estacionamento.

O David foi dos últimos a sair, logo a seguir ao Rubén.

- Oi. - aproximou-se e beijou-me. - Conduz?

- Claro.

Fomos para casa, e ele estava exausto, diria até que estava bastante pior do que no resto dos jogos.

- Vai deitar-te, queres água, comer... ou alguma coisa?

- Não, só um beijo seu.

Aproximei-me e beijei-o, ficámos abraçados durante algum tempo.

- Vamos então lá para cima, nunca te vi tão cansado.

- Eu tenho que dár o meu melhor, ainda não tou como no ano passado, e eu devo muito aos adeptos, não posso falhar.

- Tu estás cada jogo melhor, os adeptos acreditam em ti, anda, descansa.

Paula

Todos os direitos reservados

terça-feira, 14 de setembro de 2010

vigésimo quinto capítulo

Acordámos cedo para trabalhar, ele fez questão de me levar ao trabalho e, deixou bem claro que me iria buscar. O dia na clínica foi super agitado! Quando entrei na sala de espera deparei-me com muitos adolescentes (não eram todos para mim, também para as minhas colegas!), alguns estavam de phones nos ouvidos, ao mesmo tempo que mexiam no telemóvel, outros liam. Percebi também, que todos eles têm enormes problemas, e grande parte coisas que não nos passa pela cabeça em pessoas com esta idade.

Quando saí do edifício o carro do David já estava à porta, entrei no carro e ele aproximou-se para me beijar.

- Como correu o dia gata?

- Super bem. - disse-lhe. - E o teu?

- O mesmo de sempre, treino, treino, treino... Bem, fiz reserva no seu restaurante preferido, tá te apetecendo, ou prefere ir noutro sítio?

- Estava mesmo a apetecer, - sorri. - assim fico mal habituada!

- É bom que fique mesmo! - continuou a conduzir. - Senão vai pa Madrid e se apaixona por um actor galã.

- Tu és o meu actor galã! - passei-lhe a mão pelo cabelo.

- A sério? Assim gosto mais!

Chegámos ao restaurante, era "por cima" do rio Tejo, lindo! Saiu do carro e abriu-me a porta.

- Ai é? E a minha recompensa?

- É esta. - puxou-me para ele, mexeu-me no cabelo, tocou com as suas mãos nos meus lábios e beijou-me. - Gostou?

- Muito! - senti a minha cara a ficar vermelha. - Vamos entrar?

- Vamo, colocou o braço por cima dos meus ombros e entramos.

- Boa tarde, têm mesa reservada?

- Sim, tá em nome de David Marinho.

- Hum... Já sei, sigam-me, por favor.

Indicou-nos na mesa e sentámo-nos, era a nossa mesa habitual, só tinha ido para outra numa noite sem marcação, tinha uma vista deslumbrante sobre o rio. Pedimos uma pizza óptima de molho de marisco que eles fazem...

- Bem vamos? - perguntei-lhe.

- Sim, me deixa só ir pagar.

Foi pagar e saímos e caminhamos abraçados até ao carro.

- Vamos para casa?

- Sim, estou morrendo de cansaço!

- Ainda bem, porque eu também.

O resto do dia foi bem descansado. Deitamo-nos nas camas brancas do jardim e acabámos por adormecer, eu fiz o jantar, vimos um pouco de televisão e fomos dormir, no dia seguinte o David tinha jogo e eu também iria trabalhar cedo.

De manhã saí antes do David, algo me disse que iria haver muito transito, e bem, não me enganei, o trânsito era infernal, e mesmo saindo mais cedo de casa, só não me atrasei, por muita sorte. Apesar de já estar habituada a andar sozinha por Lisboa, sentia sempre um friozinho pela barriga, era como voltar pela primeira vez ao secundário. O dia na clínica foi outra vez agitado, saí mais tarde e tudo.

Saí da clínica e fui para casa, o David tinha-me feito o almoço e estava à minha espera para poder ir para o hotel.

- Desculpa, tive tanto trabalho, hoje. - beijei-o. - Vai para o hotel, hoje é um jogo muito importante e estarei lá para te ver.

- Não fazia sentido ir antes de ter um beijo sem, era como se fosse para o jogo sem energia. E é muito importante para mim, o seu apoio na plateia.

- Vou estár sempre lá. - voltei a beijá-lo - Vai lá se não o mister!

- É é melhor, me dá mais um beijo só. - e aproximou-se outra vez e beijou-me. - Agora sim, até logo gata!

Paula

Todos os direitos reservados ª

vigésimo quarto capítulo

- Sai! - repetiu o David.

O Marco levantou-se, com lágrimas a caírem pelo rosto, e antes de sair de casa olhou para mim.

- Espero que um dia possamos falar melhor, e esclarecer tudo.

Esperei que ele saísse e tirei a única lágrima que constava da minha face. Estava magoada, considerava-o o meu melhor amigo, e ele pensava isso de mim. O David aproximou-se e colocou-se de cocaras, mesmo à minha frente, mexeu-me nas mãos.

- Você tá bem? Se eu soubesse... tinha vindo antes.

Abracei-o, não queria falar, queria ficar assim, abraçada e a sentir-me protegida por ele. E foi assim que fizemos, ele colocou-me no seu colo e segurou com firmeza a minha cintura, passava ao mesmo tempo as mãos pelos meus lábios.

- Eu te amo, para sempre. - eu tremia como uma criança que ficava até tarde na escola à espera dos pais, ele olhava-me, sorria e continuava a passar a sua mão pelo meu rosto, e pelos meus lábios. Até que me beijou, beijo de novelas e filmes românticos, daqueles beijos à chuva, mas este não, era impossível estar com frio, o seu corpo estava quente e aquecia o meu.

- Mesmo a tremer desta maneira?

- Eu te amo, com todos os seus defeitos, com esse tremer imparável... - continuava a sorrir e a acariciar-me. - Eu ... te ... amo.

Sorri, finalmente.

- Sabes, o que sinto quando nós os dois estamos aqui, sozinhos?

- O quêêê? - disse com uma cara cómica.

- Ok, não te rias, isto vai soar bastante estranho. Parece do tipo de um filme todo romântico. Nós aqui os dois, o que tu me dizes...

- Tudo o que eu te digo é verdade, meu amor.

- Eu sei, e é por isso que parece um filme, eu sempre fui a menina insegura, que sempre que recebia um elogio pensava que tavam a gozar comigo, e ter-te assim! Eu amo-te tanto!

- Eu também, bem, vou fazer o jantar, pode ser macarrão, com queijo e carne?

- Hum, pode, queres ajuda?

- Não, fica aqui sentada que é rapidinho!

Liguei a televisão e vi as notícias, já era tarde e já davam as de deporto, do Benfica, sempre a mesma coisa, as polémicas de arbitragem, e pouco mais notícias davam, ele trouxe a comida pouco depois, vinha em taças grandes, exageradamente distribuída, eu tinha practicamente a mesma quantidade que tinha na taça dele.

- Taaaaaaaaaanta? - perguntei-lhe.

- É, você tem que se alimentar, tá ficando muito magra.

- Tu sabes que nem ligo a essas coisas, mas fico cheia, e depois não durmo!

- Quem te disse que íamos passar essa noite a dormir?

- Hum, digo eu que estou cansada e amanhã, trabalho!

- Oh...

- E tu também tens treino de manhã!

- Eu sei, mas...

- Só se for agora!

Ele pegou em mim e levou-me lá para cima. Fazia-me sempre esquecer das coisas más, acalmava-me e dáva-me mais segurança.

Paula

Todos os direitos reservados ª

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

vigésimo terceiro capítulo

O senhor que entregava as pizzas chegou pouco tempo depois de ligarmos a fazer a encomenda.
Almoçámos junto às piscina e passámos lá o resto da tarde (antes de o Vi, ir para o treino).

- Beeeeeem, tenho que ir. - disse dando-me um beijo na testa.

- Hum..., ok. - beijei-o. - Diz ao Gustavo para vir cá jantar hoje, ele tem estado sempre sozinho...

- Isso é uma óptima ideia! - acariciou-me. - Você vai fazer uma especialidade? Me diz qual é, por favoor.

- Tem calma, criancinha. - disse-lhe ao mesmo tempo que me ria. - Estava a pensar em Bacalhau com Natas, o que achas?

- Ai não, me mata. - beijou-me. - Eu te amoooooo. - disse quase a gritar. - Bem, tenho mesmo que ir, sabes que senão, o mister me manda dár umas 100 voltas extras. - Eu venho assim que puder, tá? - voltou a beijar-me.

- Tá bem, vai lá. - disse ao mesmo tempo que tirava a roupa vestida e agora ficava de biquíni. Dando um mergulho logo depois.

Quando tirei a cabeça debaixo de água já só vi o carro a sair do portão. Nadei um bocado e depois descansei um pouco na cama branca cá de fora. Às sete horas fui preparar o bacalhau para os rapazes, e, passado pouco mais de uma hora eles apareceram.

- Olá Paula! - disse o Gustavo.

- Oi, brasuca. - disse, ao mesmo tempo que lhe dava dois beijinhos.

- Que cheirinho, amor. - disse o David, e logo depois beijou-me.

- Com esses treinos do Jesus, deves estar cheio de fome, a comida sai já.

- Por esse bacalhau, eu espero, acredita!

- Tonto! Leva as bebidas que quiserem e sentem-se, que tiro já a comida do forno.

- Às suas ordens, patroa.

Logo depois levei a comida para a mesa, e como já era de esperar devoraram tudo, o David comia o normal para um atleta profissional com o seu porte, já o Gustavo comia menos um bocado, mas continuava a comer bastante para uma pessoa normal, como eu.

O Gustavo acabou por passar a noite em nossa casa, depois de eu e o David insistir-mos muito, não fazia muito sentido ele voltar para casa, sozinho, e, depois, amanhã ia para os Açores, para um jogo. Combinei passar um tempinho com o Marco, mais ou menos o tempo que o David estava no treino, e ele chegou algum tempo depois de ele ter saído para treinar.

- Ai que saudades! - disse-lhe ao mesmo tempo que o abraçava.

- Também tenho saudades tuas, mas nós... precisamos de falar.

- Diz. - sentei-me no sofá e ele fez o mesmo.

- Eu vou afastar-me por uns tempos... eu não... consigo ficar assim, ... perto de ti, sem poder, ... - senti algo estranho no coração, mas não falei, e deixei-o acabar. - ... beijar-te, estar contigo, como antes... Tu não imaginas o que eu tenho sofrido, quase dois anos, a pensar ou que ia conseguir, ou que ias voltar para mim. Eu por vezes, nem posso ouvir a tua voz, não te consigo ver com ele, sem, uf, lembrar-me de tudo, o que passámos juntos. - fechou os olhos, e eu senti nos meus, as lágrimas a tentarem sair, fiz-me de forte. - Eu amo-te Paula, mas odeio ver-te com ele, e nem sabes o que me apetece fazer-te.

- Marco, podias ter falado comigo... - agora as lágrimas caíram-me.

- Shiuu. - ele fechou as mãos em punho e fez força, e aí comecei a temer o que ele pudesse fazer.

- Marco!

- Shiuu, - voltou a dizer, continuando a fazer o mesmo com as mãos.

- É melhor saíres. - ele manteve-se imóvel. - Por favor, eu preciso de ficar sozinha. - ele fingia que não me ouvia e eu continuei. - Marco, é melhor saíres, por favor! - ele continuou.

- Não está ouvindo o que ela está dizendo?! - ouvi a voz do David, ao longe e ao olhar à volta vi-o junto ao seu carro.

Paula

Todos os direitos reservados ª

domingo, 12 de setembro de 2010

Obrigada!

Muito obrigada pelas mais de 10000 visitas!

Hoje não passei o dia em casa e amanhã é o primeiro dia de aulas, e então vai ser complicado publicar um novo capítulo, mas vou fazer de tudo.

Beijo,
Paula

sábado, 11 de setembro de 2010

vigésimo segundo capítulo

Acordei de manhã com muita fome, olhei e ele ainda dormia, serenamente. Tomei banho e vesti-me e fui à pastelaria mais próxima comprar uns magníficos croissants para o pequeno-almoço. Quando cheguei ele ainda dormia, e, como não o queria acordar coloquei o a comida na mesa (assim quando ele acordasse já estava pronto), e fui para o jardim comer um croissant e acompanhei com sumo natural, apetecia-me ir para a piscina, então tirei a roupa que tinha vestido e dei um mergulho, assim de roupa interior.

- Então gata, podia ter-me acordado. - olhei para trás e vi-o, também ainda de boxers.

- Quis deixar-te a descansar, tonto. - saí da piscina e beijei-o. - Dormiste bem?

- Sim, e você?

- Também, tens treino hoje, não é?

- Sim, acabei de receber mensagem, como sabes?

- Imaginei, terça tens jogo, não podem parar... Olha tens a comida na mesa.

- Hum.. por acaso tenho fome, você já comeu?

- Já...

- Eu vou comer rápido, porque você está...

- Estou o quê? - depois olhei para mim e reparei que estava de roupa interior e ri-me. - Óh... estava com tanta vontade de dár um mergulho que olha, não resisti, e para além disso estou em casa.

- E eu agradeço. - aproximou-se, beijou-me e abraçou-me. - Você é a mulher mais gata do mundo.

- Ui, então não, ao menos tenho o homem mais gato a viver comigo. - ri-me. - Vai comer, que eu vou dár aqui outro mergulhinho.

- Essa água deve estár tão fria meu deus.

- Um bocadinho, mas eu gosto. - e voltei a mergulhar.

'Karma Policie, arrest man, He talks in maths, He buzzes like a fridge, He's like a detuned radio, ...' o meu telemóvel estava a tocar e saí da piscina para atender a chamada.

- "Hi, Paula!" ("Olá, Paula!")

- Hi, Mr. Smith. (Olá, Sr. Smith).

- "Paula, we need you friday night in Madrid to the premiere." ("Paula, precisamos de ti, sexta-feira à noite em Madrid para a premiere.")

- Oh, that's great! (Oh, isso é óptimo.)

- "Ok, we call you on Thursday to set things right." ("Ok, nós ligamos-te na quinta-feira, para acertarmos tudo.")

- Ok, thank you so much. (Ok, muito obrigado.)

- "Your welcome, sweetheart" ("De nada, querida"). "Kisses" ("Beijos").

- Kisses (beijo).

O David estava já junto a mim.

- Quem era?

- Marc Smith, o produtor do filme. Sexta à noite tenho que estár em Madrid na premiere.

- Oh, vou ter que ficar sem você?

- É menos de um dia, sabes que tenho que ir, sou a protagonista, amor.

- Eu sei, mas...

- Eu volto logo que puder, venho passar a noite seguinte contigo, está bem? - ele acenou. - Eu gostava que pudesses vir a uma destas premieres comigo, gostava ter-te ao meu lado nestes momentos, mas compreendo que não possas, mas eu tenho que ir, tu sabes que para além da psicologia eu também tenho a moda e por vezes a representação. Mas eu venho logo, e no domingo estarei na Luz a ver o teu jogo. - Aproximei-me dele para o beijar. - Não fiques triste, é pouco tempo, eu prometo.

- Eu compreendo, também gostava de estár com você.

- Não penses nisso, nem vais dár pela minha saída, eu vou estár sempre a ligar-te.

- Espero que sim. - ele sorriu, finalmente. - Agora falta o vestido!

- Já pensei nisso, por acaso. Vou usar aquele vestido castanho que me deste em Junho, lembraste? Como ainda não tive oportunidade de usar, pronto, aproveito para usar agora.

- Vai ficar linda nele, mas tenho pena de não estar nessa noite só pra te ver com ele.

- Se quiseres visto-o esta noite.

- Hum... combinado. Peço pizzas para o almoço?

- Sim, já tenho saudades!

Paula

Todos os direitos reservados ª

vigésimo primeiro capítulo

O jogo foi difícil, tal como tinha prevido, não só pela força do adversário quando joga em casa, mas também pelo árbitro que nos foi nomeado. O Benfica perdeu, muito injustamente (tanto que nem vale a pena falar), eu e a M. nem ficamos os 90' no estádio, saímos mais cedo para evitar confusões e rumamos logo a Lisboa, ao estádio. Eu estava super nervosa e carreguei demais acelerador, o que nos fez estar-mos em 2h30 minutos no estádio. Quando lá chegámos ainda não estava ninguém, apenas o segurança, que como já nos conhecia bem nos deixou entrar, esperamos no carro pouco mais de uma hora, e aí, quando eles chegaram a Mariana saiu do carro e foi para junto do Rúben, e logo depois o David entrou no meu carro. Vinha cabisbaixo e eu nem sabia bem o que lhe dizer, já é difícil quando eles perdem um jogo apenas por culpa própria, e então quando o árbitro não os deixa jogar é frustrante.

- Oi. - disse-lhe, aproximando-me para o beijar.

- Oi. - foi a única palavra dele.

Não voltou a falar no caminho para casa, mas eu compreendia-o, e fiz de tudo para ele se sentir bem, e não culpado pelo o que aconteceu dentro do campo. Entramos em casa e dirigi-me à cozinha para beber um pouco de água. Senti as mãos do David nas minhas costas.

- Desculpa. - disse-me. - Você não tem culpa de nada, e eu nem te falei. Desculpa...

- Shhh, não tem mal, eu percebo-te, não tens que falar. - desta vez foi ele que me beijou. - Estás a ver, isto diz tudo... Queres água ou alguma coisa?

- Sim, só um pouquinho de água, mas eu mesmo vou buscar.

Acabámos de beber e fomos para o quarto, hoje estava fresquinho e vesti uma t-shirt e umas calças ao calhas, deitei-me na cama junto a ele.

- Obrigado.

- Tu sabes que eu vou estár sempre ao teu lado.

- Às vezes penso como seria se te tivesse conhecido antes, tinha tido tudo tão mais fácil, eu digo, a minha vinda para Portugal.

- Provavelmente teria sido igual, ambos eramos comprometidos. - rimo-nos os dois.

- É, nem tinha pensado nisso. Isto é estranho, né?

- Muito. - disse-lhe, fazendo uma pausa. - Mas eu acredito nestas coisas do destino, acredito que mesmo que não jogásses na mesma equipa que o Rúben, ou até mesmo que não vivêssemos no mesmo país, íamos acabar por ficar juntos.

- Eu não vou deixar que ninguém te tire de mim.

- Ainda bem, porque eu também não vou deixar que ninguém nos separe.

- Eu te amo taaaaaanto.

- Eu também te amo David, como nunca amei ninguém.

Passámos mais uma noite, assim, tão juntos que era realmente impossível alguém nos separar, ele é definitivamente a pessoa que mais amo no mundo, e, eu sou forte o suficiente para alguém nos conseguir separar.


Paula

Todos os direitos reservados ª

Obrigada às que comentaram, é super importante para mim que gostem, a todas as que lêem e não comentam, por favor, só assim saberei que lêem e a vossa opinião :')

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

vigésimo capítulo

Acordei no sofá branco do jardim, fiz um enorme esforço para abrir os olhos tal era a claridade. Abri o máximo que conseguia e olhei à minha volta, de início não o vi, mas ele chegou de dentro da casa pouco depois, estava de boxers, mas estava molhado, o que dava a entender que tinha dado um mergulho na piscina, trazia uma caixa de take-away, sushi mais propriamente.

- Já é assim tarde? - perguntei.

- São horas de jantar. - sorriu. - Pedi para trazerem sushi, é bom né?

- Óptimo. - disse-lhe começando a comer.

- Quando vais para o norte? - perguntou-me.

- Não sei, se fores amanhã eu não estou cá a fazer nada e também vou.

- Eu vou amanhã à tarde. O mister acha melhor.

- Ok, eu vou ligar à Mari a perguntar se quer vir também... O Gustavo vai?

- Não, ele tem jogo no sábado, precisa de descansar.

- Então, dás-me um segundo?

- Claro.

Peguei no telemóvel e marquei o número da Mariana.

- Estou, Mari?

- "Paula! Mékie?"

- Queres vir amanhã lá para cima?

- "Eles já vão amanhã?"

- Sim...

- "Então tudo bem... Posso ir ter aí quando o Rúben for para o estádio? Que assim deixa-me aí e vai com o David?"

- Claro.

- "Ok, beijinho, tj"

- TJ.

- Quer comer mais alguma coisa? - perguntou-me o David.

- Não, estou óptima, tu queres?

- Também não. - veio para junto de mim e beijou-me. - Deixa-me só deitar este plástico ao lixo.

Aproveitei para enviar uma mensagem ao meu pai a dizer que amanhã ia para casa com a Mariana. E logo após disso o David pegou em mim (literalmente!) e ficamos os dois deitados na cama a ver televisão, e a namorar um bocadinho, passado algum tempo deitamos-nos e ficamos assim, abraçados a noite toda.

De manhã ambos acordámos cedo para irmos trabalhar. Eu dei as habituais consultas e ele foi treinar, e acabou por chegar mais cedo a casa do que eu. Almoçámos juntos e pouco depois o Rúben veio buscar o David a casa, ficando comigo a M. Acabei de arrumar alguma roupa e seguimos viagem ao norte. Parámos no Porto, e passámos a tarde com uma amiga minha. Depois, fomos para casa dos meus pais, a nova casa, que eu os tinha ajudado a construir, de bom grado, assim que recebi o dinheiro do filme.

Amanhã ia ser um dia importante, o Benfica ia jogar aqui o quase-tudo, é praticamente obrigatório levar-mos os 3 pontos para Lisboa, mas todos sabemos o quanto é difícil...

Paula

Todos os direitos reservados ª

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

décimo nono capítulo

O despertador tocou às 4:30 da manhã, vesti umas calças pretas de sarja, uma camisola de manga curta larga e um casaco, não me apetecia calçar uns saltos então peguei nuns ténis e calcei-os.

Entrei no carro e conduzi até ao aeroporto. O voo do David está previsto para chegar às 5h25, mas tanto podia chegar mais cedo, como mais tarde, e por isso, mais valia chegar mais cedo do que a hora marcada. Entrei no aeroporto e olhei para o quadro de chegadas, o voo dele já tinha aterrado e ainda eram 5h10, cheguei-me mais perto do corredor e esperei, pouco depois já o via.

Haviam várias pessoas que estavam surpreendidas com a sua presença, mas que rapidamente lhe pediam autógrafos e fotografias, mas ele parecia que não ouvia ninguém, e veio a meu encontro. Olhou-me e pegou em mim, elevando-me e abraçando-me, deu-me um beijo discreto.

- Tava com tantas saudades suas. - segredou-me. - Eu te amo!

- Eu também, muito. - disse-lhe. - É melhor dares autógrafos aqui aos teus fãs, senão mudam já de clube, eu vou levando as tuas coisas, e espero-te no carro.

- Obrigado, gata, vou ser rápido, que estou cheio de saudades tuas. - eu ri-me e levei a mala dele para o carro.

Sentei-me no banco, liguei o carro e o David apareceu quase logo.

- Vamos? - perguntei-lhe.

- Definitivamente!

De manhã acordamos cedo. Saímos de casa praticamente ao mesmo tempo. Tinha algumas consultas da parte da manhã e ainda queria organizar algumas coisas no novo consultório. Fui ter ao restaurante com o David e com o Gustavo, que também tinha chegado esta noite do sul. Lá fora chovia então almoçámos dentro do restaurante.

Os olhos do David estavam brilhantes, felizes, mas via um pouco de preocupação. Não lhe perguntei nada, poderia não querer falar daquilo com o Gustavo. Esperei chegarmos a casa.
Ele sentou-se no sofá e puxou-me para junto dele, abraçou-me e deu-me beijinhos.

- David... - disse-lhe.

- Que se passa? - ele deve ter notado um certo impasse na minha voz.

- Isso pergunto eu. Eu sei que estás preocupado com alguma coisa... Podes dizer-me...

- Não passa nada, estou tão feliz por finalmente estar aqui com você. Tinha saudades desses nossos momentos.

- Eu conheço-te, não me consegues esconder nada. - sorri para aliviar a tensão.

- Sou assim tão transparente?

- Sim - sorri novamente. - Tu sabes que podes confiar em mim.

- Eu sei, mas não te quero deixar preocupada.

- Estás a deixar se não me contares!

- Eu recebi duas chamadas, uma em Barcelona e outra hoje depois do treino... - eu olhei e ele prosseguiu - Que... dizem para eu largar você, senão te acontece algo. - Senti-o a fazer força e não deixar que as lágrimas caíssem, mas não conseguiu e tentou limpá-las antes que eu visse. - Uma foi na manhã que você não me atendia o telemóvel, foi por isso que eu fiquei passado.

Eu não sabia bem o que dizer, agora algumas peças se encaixavam.

- Tu... fazes ideia de quem seja?

- Não, e é isso que me preocupa. Se... você... preferi que eu te deixe, talvez seja melhor, assim eles não te fazem nada.

- O quê? ... - uma lágrima caiu-me, mas eu não tentei escondê-la. - Tu? Nem pensar- disse finalmente. - A única coisa que podemos fazer é denunciar isto à polícia. Se nos separarmos eles vão ter o que querem. Eu amo-te, e a pior coisa que me podes fazer é deixar-me, por isto!

- Mas eu não quero que você sofra, eu também te amo! Como nunca amei ninguém, eu dou minha vida por você.

Tentei acalmar-me e esperei uns segundos. Passei-lhe a mão pela cara de modo que ele se acalmasse também.

- Nós não temos que perder a vida pelo outro neste momento, ambos sabemos o que íamos sofrer se perdêssemos um ao outro. Temos que pensar racionalmente, e a única coisa que me vem à cabeça ao ser racional é ir à polícia e contar tudo o que sabemos.

- Eu já lá fui, eles disseram-me que iam tentar descobrir tudo.

- Então, vem cá... - sorri e puxei-o para mim, beijando-o. - Não penses mais nisso...

- Eu amo-te, Paula - disse-me baixinho a tentar o sotaque português.

- Eu te amo, David. - disse-lhe com o sotaque brasileiro.


Paula
Todos os direitos reservados ª