domingo, 23 de janeiro de 2011

centésimo sétimo capítulo [107º]

QUARTA-FEIRA: 19 de Janeiro de 2011


- Amor… Acorda que o menino já acordou e tenho que ir para o hotel.

- Só mais cinco minutos! – resmunguei.

- Tem mesmo que ser já, dorminhoca, já tou atrasadão…

- Pronto. – bocejei. – Onde é que o Afonso está?

- Está na sala… Mas só quer saber do Afonso, é?

- É… - levantei-me e provoquei-o. – Vou ter com ele…

- Sim… depois de me dar um beijo.

- Não… tenho que ir dar-lhe a ele…


Ele amarrou-me e puxou-me para ele. Eu não resisti e beijei-o, fi-lo bastante rápido, e quando separei as nossas bocas, mordi o lábio e sorri provocando-o.

- Não tavas atrasadão. – imitei o sotaque dele.

- Sim… Você vai tar logo lá… Não vai? – olhou-me nos olhos.

- Claro, amor… - beijei-o suavemente. – Agora vamos, que não gosto de o deixar sozinho…

- Sim, vamo…


Descemos as escadas e ele estava sentado no enquanto via desenhos animados, tinha um copo de leite à frente e comi um pão.


- Fizeste-lhe?

- Sim, amô. – beijou-me.

 - Pau’inha! Aco’daste! – interrompeu-nos. – Anda, anda ap’oveitar o meu último dia aqui. – chamou-me.

- E um beijo, me dá? Vou para o hotel, agora…

- Dou! – correu para o David e dei-lhe um beijinho seguido de um abraço. – Adolho-te!

- Eu também te adoro, fofinho!

O David saiu e eu sentei-me junto ao Afonso, que acabara de retomar a sua refeição.

- Obigada! – disse com um enorme sorriso.

- Porquê, docinho?

- Po’que gotei muito de estar aqui com vocês, e tive camisola com as assinaturas de todos os jogadolhes do campeão! E, eles delha-me um ab’aço!  - sorriu.

- Não tens que agradecer, vais voltar!

- Tenho, os meus papás, sempre me disselham pala ag’adecer, quando me fazem bem… disse mal?

- Não, disseste muito, muito bem. – dei-lhe um beijinho.

- Já comi!

- Pronto, então vamos tomar banhinho, para te levar ao avião… Sim?  - sorri.

- SSSim!


Dei-lhe banho e vesti-lhe uma roupa quentinha, porque ouvi que no norte estava muito frio. Vesti-me rápido enquanto ele estava a ver mais uma rodada de desenhos animados.


Days of Casual


Vestimos os casacos e seguimos em direcção à Portela. Não estava muita gente, então tirei logo a mala dele e dirigi-me ao balcão de check-in.

- Bom dia. – disse e a recepcionista levantou a cabeça e olhou-me.

- Bom dia, é para check-in? – perguntou.

- Sim, é para o meu primo. – disse ao mesmo tempo que retirava as declarações de autorização e a identificação dele na mala.

- Vai precisar de assistente de bordo?

- Sim, por favor.


Era altura de me despedir do Afonso e ele não me largava a mão.


- Dá um beijinho aos teus pais por mim, sim?

- Ssim! – sorriu.

- Dá-me um beijinho. – ele abraçou-me primeiro e só depois me deu.

- Adoro-te priminho, vemo-nos em breve!

- Eu também. – deu a mão à assistente e seguiu com ela.


Voltei para o carro e conduzi para o café onde tinha combinado com o Pedro e o Luís.
O meu pensamento virou-se totalmente para dois anos atrás.



LEMBRANÇA: 6 de Agosto de 2009

Hoje era o aniversário do Weldon e eu ia, mas não como namorada do David, mas amiga do grupo, pois pouca gente já sabia que eu namorava com ele.

Estava muito calor, a festa começava às cinco da tarde, e algo me dizia que ia ser cá fora, na piscina, então depois de um banho super fresco decidi vestir uma roupa bonita mas super confortável e deixar de lado os cansativos ‘sapatos de salto alto’!

Evening with Whitney Port

O meu cabelo foi secando ao natural, mas eu dei-lhe uma pequena esticadela para que não ficasse demasiado encaracolado. Peguei nas chaves do carro e segui para casa dele.
Pelo ambiente cá fora, já devia estar toda a gente na festa. Saí do carro e entrei. A primeira pessoa que vi foi o David, que estava a sambar com o Sidnei. Desviei o olhar para que ninguém notasse, o Weldon viu-me e abraçou-me.


- Parabéns! – disse.

- Obrigado! Ainda bem que veio, o Davi tá meio sozinho. – riu-se.

- Shiu! Ele deu-te a nossa prenda? – segredei-lhe.

- Deu. Foi você que escolheu?

- Fui. – confessei.

- Logo vi! – riu-se. – Aproveita a festa.

- Obrigado. – sorri e fui ter com elas, que já estavam junto ao David.


- Paula! ‘Tavamos a ver que não, aqui o caracóis já estava cansado de “anhar”. – disse a Mariana, o que provocou uma risota geral em todas as raparigas e o David corou.

- Ainda tas a ladrar tu? – perguntei e ela continuava a rir-se. – Vá, meninas! Para a próxima já sei que não podemos contar nada.


O David olhava-me calado e elas continuavam a rir-se.


- Miren, ya haabla pelos dós! – saíu-se a Elena, o que fez com que elas se rissem ainda mais.

- Okok, já percebi que não vão parar, quando saírem da cresce avisem. – disse já chateada porque não queria que ninguém desconfiasse.

- Deixa lá, gata. – falou o David dessa vez. – Elas riem, nós aproveitamos. – piscou-me o olho.

--


Depois do café com ele, foi altura do jogo do grande Benfica, que nos presenteou com uma boa vitória.




Paula 
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Olá aos que ainda restam!

Olá meus bichinhos lindos! <3

Eu sei, eu sei que vocês podem estar chateados comigo (pois a última vez que postei foi no domingo, acho), mas eu juro que não estou numa fase nada boa para escrever, não tenho tido grande inspiração, provavelmente devido a algumas coisas que se têm passado e com as aulas...

Também reparei no decréscimo das visitas daí o título e percebi que vos estou a desiludir.. ://

Estou a preparar novo capítulo e vou tentar postá-lo ainda hoje, e o próximo e mais próximo que consiga...
Não sei se a fic irá continuar por muito mais tempo, mas o tempo com vocês aqui foi uma coisa linda que passou na minha vida...

(a fic tem novidades para breve!)


Com amor, 
Paula

domingo, 16 de janeiro de 2011

centésimo sexto capítulo [106º]

DOMINGO: 16 de Janeiro de 2011

Acordei e o David já tinha saído. Tomei um duche rápido e comecei a vestir-me rapidamente. Tinha que ir buscar o meu primo de 4 anos ao aeroporto, pois ia ficar uns dias em nossa casa.


One Bag. One Journey




Conduzi para o aeroporto, e enquanto esperei por ele, decidi ligar ao David.


- Estou, Davidzão?

- “Oi, meu amor, mais lindo! Dormiu bem?”

- Sim… Já tou no aeroporto, ele deve tar mesmo a chegar…

- “Eu queria pedir um favorzão a você…”

- Diz, anjinho.

- “Depois de pegar no Afonso, não me pode ir buscar as chuteiras que eu me esqueci em casa?”

- Posso, claro… Tás no hotel?

- “Estou, quando tiver chegando me liga, sim?”

- Sim, zuca lindo.

- “Te amo. Beijão.”

-Também… Beijinho.


Vi no ecrã de estado do aeroporto que as malas do voo do Porto já se encontravam disponíveis, por isso, esperei ansiosa pelo meu priminho lindo.

Ele veio com uma assistente de bordo, mal me viu correu na minha direcção. Abri os braços, e quando o alcancei abracei-o.


- Pau'inha! – disse.

- Que saudades, amorzinho! Estás tão lindo!

- Tu também! – sorriu envergonhado.

- Parece que está entregue, mas vai ter que me mostrar a sua identificação. – disse-me a assistente.

- Claro.


Abri a mala, e retirei a minha identificação, mostrei-lhe o meu Cartão de Cidadão e o visto passado pela minha prima, a mãe do Afonso.


- Peço desculpa pelo incómodo, muito obrigada.

- Obrigada, eu. – sorri e voltei a baixar-me para ficar ao nível dele. – Vamos a casa pegar numa coisa, para levar ao David, e depois vamos almoçar onde quiseres sim?

- Sim! – respondeu-me muito rápido. – Onde tá o David? – perguntou e fez uma carinha triste.

- Está no hotel com o resto dos jogadores, depois à noite vamos ver o jogo deles sim?

- Sim… Mas quando lhe fores levar aquilo, poxo lhe dar um beijinho?

- Podes. – sorri. – Anda ao meu colo, amor, e não olhos para os fotógrafos…

- Está bem…


Peguei nele ao colo, e protegi a sua cara. Devia ter percebido mais cedo que eles estavam lá. Eles tiraram as fotos, mas esperava que só publicassem sem a cara dele…

Entramos no carro e eu coloquei-o na sua cadeirinha de viagem. Conduzi calmamente até casa, peguei nas chuteiras do David e voltei a rumar caminho em direcção ao hotel…


- E então, como correu a viagem? – perguntei.

- Correu muito bem! A senhora teve a b’incar comigo…

- Ainda bem, meu anjinho.


Parei o carro e estacionei-o perto da porta principal. Saí e abri a porta para pegar no Afonso, ele preferiu dar-me a mão e assim o fiz. Entrei no edifício e vi o David sentado a falar com o Javi. Sorri e fomos na sua direcção.

- Pauinha? – disse muito baixinho.

- Sim… - sorri-lhe.

- Tá ali o Javi… Achas que ele me pode dar um autógrafo? – perguntou espantado.

- Sim, eu depois vou pedir uma camisola e eles autografam para ti, vais conhecê-lo já, queres?

- Sim! Mas não digas nada… P’ometes? – pediu.

- Prometo, piolho!


Chegámos perto deles, que se riam demasiado.


- Oi, - o David olhou e piscou-me o olho. – Tudo bom, Afonsinho?

- Sim… - disse envergonhado e sorriu.

- Hola! – disse o Javi e eu sorri. – És de Benfica, chico?

- Sou… E tu és um dos meus jogadores preferidos, depois do David…

- Pero, yo soy mejor que él. Acredita en mí!

- Não… Pois não, David? – olhou para ele.

- Não, não acredita nele, vem cá, cê é um menino lindo! Posso te dar um beijinho?

- Claro. – sorriu e correu para o colo do David.


Observei tudo e emocionei-me pela forma como ele o tratou, pelo carinho e cuidado que ele tinha com crianças, imaginei como seria com o nosso filho. Iria ser o pai mais babado que eu conhecera, mais ainda do que o homem, o que sempre achei impossível. Ele não queria saber se estava em estágio, se estava sentado num cadeirão super caro, ou numa sala que se devia falar baixo e manter as costas direitas. Só se preocupava com as pessoas à sua volta. Cada gesto, cada olhar e cada sorriso espontâneo mostravam a sua  vontade de ter algo assim dele, de ter alguém que lhe chame pai e que seja a prova viva do amor que ele sente.


- Vocês já almoçaram? – perguntou virando-se para mim.

- Não… Vamos agora.

- Têm que se alimentar… Tá?

- Sim, paizão.

- É paizão, é! Vá lá, precisa de comer, vem logo?

- Vamos… - sorri. – Então depois nos vemos.


Eu debrucei-me para o beijar e sentir o calor da sua boca mais uma vez. Ele fê-lo com cuidado, e carinho.
O Afonso deu um beijinho a cada um deles e saiu contentíssimo dando-me a mão.


- Vamos comer onde?

- O que te apetece? – perguntei.

- Uma hambúrguer! – disse rapidíssimo.

- Mas depois vais ter que comer sopinha, sim?

- Sim…  - fez beicinho.

- Anda piolho!


Conduzi até ao “Castelo das Hambúrgueres” e sentei-me numa mesa com ele.


- Boa Tarde, o que vai ser? – perguntou uma senhora.

- Queres sumo ou batido de quê? – perguntei-lhe.

- Suminho de morango. – disse com um voz super doce.

- Então, são dois sumos de morango e duas hambúrgueres extra B. – sorri.

- Com licença…


Ela trouxe a comida passado pouco tempo e depois levei-o numa volta ao estádio da Luz. Agora, já só nos restava esperar um óptimo resultado vindo do glorioso para o coração de todos os benfiquistas.




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Desculpem pela falta de actualização, mas isto das aulas e de algumas coisas que se estão a passar na minha vida deixam-me totalmente sem tempo. Obrigada a quem não se esqueceu da fic, nem de mim. Pois eu nunca me esquecerei de vocês!! Neste momento o post está ser postado automaticamente e eu só irei  aceitar os comentários (se houverem) assim que regressar de Coimbra. Beijinhos, Paula <3

domingo, 9 de janeiro de 2011

centésimo quinto capítulo [105º]

SEXTA-FEIRA: 6 de Janeiro de 2010

Acordei com um beijo do David na minha testa. Os seus lábios estavam super quentes, e o beijo foi super doce e suave.


- Bom dia, amor. – disse-me. – Só para dizer que vou sair, volta a dormir.

- Bom treino, gatinho.


Fechei os olhos, sabia que não iria conseguir dormir, mas ao menos, descansava mais um pouco. O meu pensamento voou.



LEMBRANÇA: 9 de Janeiro de 2008

Tinha combinado ir jantar com a Mari, o Rúben e não sei mais quem. Coloquei a roupa que tencionava vestir em cima da cama.





Estava sem vontade de sair, nenhuma mesmo! Retirei então uma roupa prática e mais confortável do armário.






Não sei porque vesti aquilo, afinal, não era assim que ia sair. A campainha, tocou, e eu não estava pronta. Fui abrir a porta à mesa, deveria ser a Mari.
Abri a porta e ela olhou para mim.


- Ainda não te vestiste?

- Não tou com grande vontade, amor. Não vou sei boa companhia. – acabei por dizer.

- Tu és sempre boa companhia! Sempre!

- Obrigada, mas…

- É ele ainda?

- Que mais poderia ser? – perguntei sincera. – Ele ontem teve cá em casa…

- Tu não fizeste nada, pois não?

- Não, eu mandei-o embora… Mas ele saiu a chorar, e isto mata-me cada vez mais…

- Eu não vou deixar que sofras mais por ele, ouviste? Tens que te divertir… Sair, nos teus anos vamos fazer um programa lin-do!

- Não…

- Não?

- Não, eu vou para o norte, preciso sentir as minhas raízes, aquilo que me fez crescer, que me fez tornar quem sou. Vou passar o dia sozinha… No rio…

- Não, não vais! Se queres passar lá, eu vou contigo, não vais ficar lá sozinha!

- Eu preciso de me voltar a encontrar… Preciso de voltar a ser feliz… Preciso de ser a Paula, novamente.

- Tu és linda. – disse já chorando.

- Nada disso.

- É verdade, e compreendo que não queiras sair hoje, mas sozinha também não ficas…! Vou encomendar umas pizzas, e digo aos rapazes que o jantar fica aqui, está bem? – disse dando-me um beijo na testa.

- Estou horrível . – disse com voz roupa. – E esta voz…

- Isso não interessa, apenas o que sentes, isso é tudo o que passa aos outros, tudo o que faz as pessoas gostarem verdadeiramente de ti.

- Gostar verdadeiramente de uma pessoa é difícil, sabias?

- Sim, mas tudo se consegue. Eu consegui gostar verdadeiramente de ti, e nunca vou deixar de me preocupar contigo… Nunca!

- Obrigada, Mariana! Obrigada!

- Sabes o que a Dri me dizia? A amizade não se agradece, retribuísse... -  piscou-me o olho.

- Adoro-te! – disse entre lágrimas e abracei-a.


Os rapazes apareceram passado meia hora, vinha o Rúben, o David e o Gustavo. E, a noite trouxe me mais, do que eu alguma vez apostaria. Um sorriso na cara, quando me fui deitar.

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Levantei-me da cama, e desci as escadas. Tirei uma fatia de pão integral e barrei-a com manteiga. A fome não era muita, mas sabia que tinha um bebé que também precisava de comer.
A consulta ontem correu super bem, o bebé é à primeira vista saudável e tal como desconfiava estava grávida de um mês.


- Meu amo… Já acordada? – ouvi a voz do David.

- Pois, parece que sim… Chegaste cedo, também…

- Não havia trânsito. – aproximou-se para me beijar.


De tarde fui fazer umas fotos para a Victoria’s e já só estive com ele à noite.




SÁBADO: 8 de Janeiro de 2011 –


- Amor… Vou partir agora… - fui acordada com a voz suave do David a entoar no meu ouvido.

- Já? – disse passado alguns segundos.

- Sim… Tem de ser…


Abri os olhos e sentei-me ficando de frente para ele. Este colocou as mãos no meu pescoço e puxou-se para mim, docemente. Em pouco tempo os seus lábios tocaram nos meus e a sua língua encontrou a minha, beijou-me como nunca me tinha feito, com desejo, carinho, e muito cuidado. Depois, quando separou as nossas bocas, sorriu de satisfação e safadeza.


- Te amo. – disse ao meu ouvido. – Te amo, minha mulhé!

- Eu sei, eu também, bonzão.


Ele saiu para Leiria, e eu fiquei passei o dia com a Elena. 

O dia seguinte foi super normal, o David tinha jogo, e acabou por superá-lo muito bem.







Paula 
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

centésimo quarto capítulo [104º]

SEXTA-FEIRA: 31 de Dezembro de 2010


O David tinha ficado radiante e, agora estava mais cuidadoso ainda comigo. Marcou logo uma consulta para segunda-feira. Os planos que tinha para passar a passagem de ano com os meus pais, foram  por água a baixo, porque o David não tinha folga e não tencionava ficar longe dele agora. Estes e os pais deles ficaram radiantes com a notícia da minha gravidez.

Último dia do ano. Ano que ficará para sempre para a história da minha vida. O melhor ano da minha vida pessoal (namorar, morar, noivar, casar e engravidar), profissionalmente, e claro pelo David.

Acordei e ele já tinha saído para o treino, como era normal. Levantei-me e desci as escadas. Estava cheia de fome. Liguei a máquina de café e tirei um latte machiatto, juntei com bolachas de coco e saboreai ao mesmo tempo que via televisão.
O  David não tardou a chegar, dono de um sorriso maravilhoso.


- Bom dia, amor da minha vida! – disse com uma voz animada.

- Bom dia!


Ele aproximou-se de mim, baixou-se ligeiramente e beijou-me.


- E nosso feijãozinho, como tá? – perguntou e colocou a mão na minha barriga acariciando-a.

- Agora ainda deve tar melhor. – sorri.

- Quer ir almoçar fora? Depois dava-mos uma passeada e íamos ter com o pessoal.

- Quero, tenho que ir tomar banho.

- Anda, que eu levo você.

- Era o que faltava! – beijei-o. – Até já.


Subi as escadas e tomei um banho quente e curto. Vesti-me e sequei um pouco o cabelo.







Peguei na minha mala, coloquei as coisas e desci as escadas.


- Cê tão linda! – disse-me.

- Oh, nada disso. – aproximei-me do sofá, baixei-me e beijei-o. – Onde vamos almoçar? – mudei de conversa.

- Liguei para o Fox Deluxe, mas tá cheio… Então o Javi tinha-me falado de um restaurante, e eu marquei mesa para ele, não tem mal?

- Claro que não.  Sabes bem que a companhia é que importa. – pisquei-lhe o olho.

- Ainda bem… - levantou-se e colocou braço apoiado no meu corpo. – Vamo, gata?

- Vamos. – sorri.


O restaurante tinha um ambiente muito agradável, mas o Fox Deluxe continuava no topo da lista, pois este era mais formal. Depois do almoço fomos dar uma volta no Chiado, uma das primeiras vezes que caminhava lá com o David.


- Sabe? Tou arrependido…

- De quê?

- Não ter vindo mais vezes aqui com você, isto é tão bonito.

- Não foi por falta de convites, mas hoje há mais estrangeiros do que portugueses por aqui, num dia normal, cansavas-te dos autógrafos e das fotos.

- Então temos que vir mais em dias destes…

- Pois temos. – beijei-o. – Adoro poder beijar-te nas ruas.

- Ai é? Não adorava antes?

- Adorava sim. Mas agora é melhor. Pouco me importo que coloquem nas revistas. Agora és meu e eu tua, por isso. Elas olham, mas eu tenho.

- Tem tudo, tudinho.

- Gosto tanto disso!

- Também, eu. Boazona.

- Boazona? Huum… - olhei para o relógio casualmente. – Vá, o passeio acabou que tenho que me ir preparar para logo.

- Preparar? Bem… Acho que mudei de ideias e quero ficar por casa.

- Bem, tu é que sabes, mas depois não me ajudas a estrear a nova lingerie. – mordi o lábio de modo a provocá-lo.

- Tem razão, esquece o que eu disse.

- Sabes bem… - ri-me, e ele também.

- Tá rindo de quê, moleca?

- Nada, brasuca.

- Ah, bom!


Voltámos para casa e enquanto ele foi tomar banho, eu vesti o vestido e comecei a maquilhar-me, estranhei a sua demora, porque consegui ficar totalmente pronta e ele ainda não tinha chegado.

Untitled




Ele saiu da casa de banho já vestido.  Lindo, aliás, como sempre!


- Bem, valeu a pena a espera. – disse-lhe.

- Valeu? Eu digo o mesmo…

- Então vem cá, e dá um beijo a esta mulher sedenta.

- É para já!


A Passagem de Ano foi em casa do Javi e da Elena e correu super bem, eu e o David voltámos cedo para casa, e eu fiz-lhe o prometido.





Paula 
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Peço desculpa, mas agora vou postar com menos frequência, obrigada pelo apoio. Beijinhos!