sábado, 30 de outubro de 2010

sexagésimo quinto capítulo [65º]

Antes de mais, quero pedir-vos desculpa pela demora a postar o novo capítulo, mas esta semana foi de l o u c o s, literalmente! Ora bem, não vamos perder tempo. Obrigada por lerem, tem sido muito importante para mim, adoro-vos logo por isso <3

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O resto da semana correu dentro da normalidade, mas estar com a D. Regina só me fazia ficar com mais saudades de casa, do norte e das minhas raízes.


SEXTA - FEIRA, 29 de Outubro de 2010

Acordei com beijos do David no meu pescoço.

- Só mais cinco minutos, ... - disse enquanto fazia um esforço para abrir os olhos.

- Cada vez mais dorminhoca, não vai fazer nada aí na cama!

- Só não faço porque não queres!

- Ei, cê nem me diga isso! Hoje eu não me posso cansar, amor, mas quando voltar não me escapa!

- É, É! Hoje, sai a convocatória...

- Eu sei, mas nesta eu nem devo entrar, é mais a sério, sabe.

- Claro que vais entrar. - ele abanou a cabeça e eu respondi de imediato. - Queres apostar?

- Eu adorava que você estivesse certa.

- Vais ver que sim. - passei-lhe a mão pela cara. - Vais cedo hoje?

- Tem que ser, eu depois te ligo. - beijou.me.

- Amo-te. - disse-lhe.

- Eu também, meu anjo. - beijou-me


Saiu para a Caixa, e eu tomei um banho rápido. Vesti uma roupa confortável (vê o look aqui), deixei o meu cabelo solto e desci as escadas, ouvi barulho na cozinha e supus que fosse a D. Regina. Abri a porta e lá estava ela, mais... a Luciana, mas que raio? Mas agora a minha casa era o café da esquina e ninguém me avisou? Estou a ficar farta dessas coisas!


- Bom dia. - disse assim que entrei.

- Bom dia, não estamos a incomodar, pois não?

- Não, não vou passar o dia em casa. Boa continuação.


Saí, sem esboçar um sorriso, e conduzi em direcção ao café onde tinha combinado com os rapazes.
Quando lá cheguei eles já lá estavam sentados.


- Então gata? Estávamos a ver que não!

- Desculpem. - sorri. - Já pediram?

- Sim, desculpa, mas não resistimos.

- Fizeram bem!


Acabei por pedir um latte machiatto e um cupcake de amêndoa.


- Então? Um mês e meio que falta! - disse o Luís.

- Nem me digas nada! Estou a começar a pirar. E nem tenho tido grande oportunidade de estar com o David, está cheio de trabalho!

- É normal, tens que te habituar, ele vai ser um dos jogadores de topo, até na selecção já está... Vais ver que vai correr tudo bem, a quinta, a igreja, o padre.... está tudo? - perguntou o Pedro prontamente.

- Disso sim, mas ainda faltam alguns preparativos,  as músicas, a comida, e outras coisas!

- Insignificantes. - completou o Luís e prosseguiu. - Vai correr tudo bem, com uns cavalheiros como nós, nada pode correr mal!

- Adoro-vos!

- Sim... nós sabemos! - riram-se.

Na televisão não dava a convocatória do Mano, então assisti pelo telemóvel. O meu coração parou quando ele disse 'zagueiros', e começou a bater com uma força inacreditável quando disse David Luiz, os rapazes gritaram, e eu não conseguia dizer nada, sorri e marquei o número dele.


- Estou meu amor?

- DAVID! Foste convocado!

- Sério? Estava aqui a falar com o Javi, e esqueci-me da convocatória! O meu Deus!

- Agora vais ter que me pagar a aposta!

- Pagar-te apostas é a melhor coisa que tenho na vida!

- Amo-te, David, muito, muito, muito, muito, muito!

- Eu também gatinha, cê é a minha vida!

Paula ♥
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terça-feira, 26 de outubro de 2010

sexagésimo quarto capítulo [64º]

Antes de mais, queria agradecer à minha gata, a Dri, porque foi ele que me pediu que fizesse algo como este capítulo, <3.

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Entrámos os dois no carro e ele beijou-me calorosamente. Depois, arrancou e conduziu a uns 100 km/h, ou seja, a um ritmo bastante calmo para ele, aproveitei o facto e coloquei a minha cabeça pousada sobre o seu ombro, uma memória da nossa primeira noite (a sério) juntos surgiu-me.

LEMBRANÇA: 10 de Junho de 2009

A festa de aniversário do Luís tinha acabado mais tarde do que o previsto, e, tinha combinado ir dar um beijo de boa noite ao David.
O céu estava escuro e apenas se reconhecia algumas estrelas, mas estava uma temperatura quase digna de uma noite de Verão, tinha um vestido preto de alças e mais de dois palmos acima do joelho, tinha uma pequena transparência com uma textura nas costas, nos pés tinha uns sapatos com uns saltos enormes, também eles pretos, e o meu cabelo estava ligeiramente ondulado e comprido.
Conduzi em direcção à sua casa e cheguei lá num instante, visto que àquela hora não havia muito trânsito para atravessar a ponte, o Luís tinha ficado chateado por eu ter saído tão cedo, mas a verdade é que já não estava com o David há uma semana, e ele adiou a viagem para o Brasil por minha causa.
Toquei à campainha e ele abriu a porta prontamente, parecia até que já estava junto ao interruptor.

- Tava vendo que não vinha. – disse com cara de amuado.

- Desculpa-me amor, eu não podia sair da festa do Luís assim, sabes que ele teria razão se ficasse chateado.

- Mas eu sou seu namorado! – disse elevando o tom de voz.

- Ei, isso é tudo ciúmes? – mandei-lhe um sorriso provocador e beijei-o. -  Isto compensa? – perguntei enquanto lhe pisquei o olho.

- Não totalmente, mas eu sei de uma coisa que pode compensar de alguma maneira.

- David, não posso demorar muito, amanhã é o meu último este ano na faculdade, e ainda tenho um trabalho a apresentar.

- Você agora não vai a lado nenhum!

                Encostou-me à parede e beijou-me nos lábios, depois, começou a descer, beijou-me no queixo, percorreu o pescoço com os seus lábios e percorreu-me o corpo assim até aos pés. Eu tirei os saltos voluntariamente e respondi-lhe com um beijo caloroso.
Ele pegou em mim e levou-me para o seu quarto, deitou-me na cama e ele ficou sob mim,  nunca separando os seus lábios dos meus. Eu travei o beijo e tirei-lhe a camisola, quando comecei a beijar o seu pescoço ele começou a demonstrar vontade de retirar o vestido do meu corpo, e eu dei-lhe uma pequena ajuda, ele esboçou um enorme sorriso, eu respondi-lhe com outro, ele começou a suar e eu percebi que estava a ficar ansioso. Coloquei a minha mão no botão das suas calças e desapertei-as rapidamente, ele tirou-as rapidamente e ficou apenas de boxers, e eu também já estava apenas de roupa interior, ele sorriu.

- Obrigado por isso meu amor, eu te amo tanto, mas se você não quiser eu espero. – disse sem nunca desviar o olhar.

- Eu também David, eu quero, e muito! Mas tu sabes que, eu já…

- Eu sei, meu amor. Nota-se. – sorriu. – Você sabe que eu também…

- Sim, - beijei-o. – Amo-te. Muito!

Ele sorriu e começou a desapertar-me o soutien, eu continuava a beijá-lo no pescoço. E ele estava a ficar aparentemente mais excitado, eu comecei a mexer-lhe nos boxers e retirei-os por completo, mandei-lhe outro sorriso provocador e ele retirou a única roupa que eu tinha no meu corpo, depois começou a movimentar o seu corpo calmamente para o meu, não senti dor, naquele momento só sentir amor misturado com muito prazer, eu amava-o e depois desta noite ia ser ainda mais impossível de esconder. Não o amava só por ele ser como é, só pela conjunção do interior com o exterior, mas pelo o que sentia quando estava com ele, e isto ultrapassava tudo que eu já tinha vivido, naquela noite não precisávamos de champanhe, morangos, chocolate ou qualquer outra coisa para apimentar a ocasião, apenas precisávamos um do outro e do amor que nos unia. Ele começou a acelerar e senti os nossos corpos tornarem-se num, eu gemi baixinho e ele acariciou-me. Os nossos corações batiam a um ritmo constante e ambos estávamos a acusar cansaço, mas nem assim abrandámos.

- Obrigado, obrigado por essa noite, eu nunca vou largar você, eu juro, você me fez passar a melhor noite de sempre, nem sabe o que estou sentido.

Eu beijei-o e passei a mão pelos seus caracóis.

- Não tens que agradecer, eu amo-te, e sim, sei o que estás a sentir, pois eu, estou a sentir exactamente o mesmo.

Acabei por dormir nos seus braços, já nem me lembrava que amanhã tinha aulas, esta noite era só dele.
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Eu e o David chegámos a casa rápido, esta noite foi bastante diferente da noite da lembrança, já conhecíamos o nosso corpo melhor.


Paula
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

sexagésimo terceiro capítulo [63º]

A memória foi interrompida por alguém que bateu à porta do meu quarto.

- Quem é? - perguntei.

- A Regina. - ouvi a sua voz.

- Entre, D. Regina.

Ela abriu a porta e entrou.

- Dormiu bem?

- Não consegui dormir muito, mas também não tinha muito sono. - sorri.

- Nem eu. - sorriu. - Já tou acordada há algum tempo, e decidi vir ver se você também já estava.

- Fez bem. - manti o meu sorriso.

- Olha estou com fome, posso ir à cozinha?

- Claro, eu vou consigo, que a minha barriga também já está a pedir comida.

Tinha vestida uma camisa de noite muito justa, de alças, preta, vesti um casaco e calcei uns chinelos e desci com ela para a cozinha.


Passámos a tarde no sofá a ver televisão e convidei a Elena para vir ver o jogo a minha casa.

- Bem, a Maffy tá lá fora, com as outras e não se importa que eu vá ver o jogo ao café com elas? - perguntou ela.

- Não, eu tinha convidado até a Elena para vir aqui.

- Desculpa querida, elas mandaram mensagem agora, e eu não ia dizer não. Não espere por mim, logo volto. Beijo. - saiu disparada.

Eu levantei-me e olhei na janela e era mesmo a Luciana a conduzir com a M. ao lado. Suspirei fundo, quer dizer, eu não disse nada aos rapazes porque não queria que a D. Regina se sentisse mal, e agora, saía assim? Iria aproveitar o tempo só com a Elena e falar do casamento, que se aproximava. Mandei os convites ontem e estava a ficar cada vez mais nervosa.

Ela tocou há campainha e eu abri rapidamente.

- ¡Hola! - abracei-a. - Estás muy guapa.

- Gracías! - e fiz sinal para ela entrar.

- La madre de David no está?

- Não, imagina? Foi sair com as "me-ni-nas"...



- ¡No, no puedo, no puedo entender lo que ven en ellas!

- Eu sei! Mas sabes, nem me quero preocupar com isso, que elas não gostam de mim eu isso já sei, mas já o tentei, não posso nem quero fazer mais nada.



- Sí, y David te ama muchíssimo.


- Eu sei, sou eu que vou ter a aliança no dedo. - sorri.


- ¡Incluso yo, ya estoy nerviosa!


- Asério? 


- ¡Sí! Mira, tu quieres que yo va vestida con algo especial?


- Não, eu odeio isso! Quero que vás como te sentires bem. - sorri.


- Oh. - sorriu. - Él fue muy querido por querer casarse por tu iglesia.

- Eu sei. - sorri. - Ele disse algo deste género: - "Para mim não importa o local, e se para ti tem significado, eu quero casar pela igreja católica, meu anjo..." - sorri. -  E sabes que é apenas uma cerimónia, se ele não aceitasse de modo algum, eu não iria chatear-me...

- Y la luna de miel? 


- Ainda estamos a ver. Ou vai ser num sítio tropical ou no inverno serrado. - sorri.

- Vosotros, me encantan.

- Obrigada Elena! Adoro-te. - sorri.

- Yo también, mucho!

O jogo começou logo e vimo-lo atentamente, claro que não foi calmamente, porque isso para mim já era impossível quando não era namorada do David, agora assim era muito pior. Ele fez um excelente jogo e o Javi acabou por marcar. Resultado?  Um grande, e quando digo grande é porque é mesmo (!), histerismo da Elena.

Depois, seguimos para o aeroporto para os esperarmos, estava mortinha por um beijo dele.


Vi-o ao longe, vinha com um enorme sorriso e quando me viu caminhou mais rapidamente, deixando para trás todos os adeptos que lhe pediam autógrafos e fotografias. Quando já estava à minha frente, colocou as mãos no meu cabelo, baixou-se e beijou-me.

- Vamos, vamos sair dessa confusão e vamos para o conforto da nossa cama. - fez um sorriso provocador, e puxou-me para fora do edifício.



Paula
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domingo, 24 de outubro de 2010

sexagésimo segundo capítulo [62º]

- Quem nunca se arrependeu daquilo que já disse? - perguntei e sorri.

A verdade é que não tinha 100% de certezas sobre a sua sinceridade, mas a última coisa que queria era ver o David mal nesta situação. Acabámos por almoçar ali numa esplanada, o David ia almoçar no caixa e depois encontrávamo-nos em casa.


O resto do dia foi super calmo...

Sábado, 23 de Outubro de 2010

- Gatinha, vou para o treino cê fica bem?

- Fico, amor. - disse já com os olhos totalmente abertos. - A minha prima convidou-nos para ir almoçar-mos a casa dela, o André faz anos, achas que devo ir?

- Claro gata, tem é que ir mais tarde porque eu quero um beijo seu antes de ir para baixo, né?

- Tu é que sabes, - sorri. - e a tua mãe? Como fica?

- Ela falou que quer sair com a mãe do Rúben, com a Maffy, e com as meninas.., eu falo com ela

- Se não quiseres, eu fico cá.

- Tá maluca? Eu falo. Quando eu voltar quero um jantar só com você.

- Queres?

- O pior é que com você eu quero tudo.

- Tudo? - perguntei e sorri-lhe.

- Tudo..., tudo..., tudo! - beijou-me. - Ai o que eu te fazia se não tivesse que ir treinar.

- Domingo há noite teremos muito tempo! - pisquei-lhe o olho.

- Não me escapa!

- Nem eu queria.

Eu estava deitada de barriga para cima, e ele estava a 10 cm do meu corpo, enquanto eu lhe passava a mão pelos caracóis, eles dáva-me beijinhos no pescoço.

- Eu te amo tanto gata!

- Eu também, meu amor! Mas vai lá para o treino que eu depois te esperarei aqui!

- Ok, vou ser o mais rápido possível, docinho.

Ele saiu e eu mandei uma mensagem à minha prima a confirmar a minha presença. Levantei-me e dirigi-me à cozinha. Comi um iogurte grego com kiwi e subi para o meu quarto, tomei um banho e comecei a preparar-me (), peguei na prenda que tinha para o meu priminho. Estiquei o meu cabelo e desci as escadas, a D. R. já estava no sofá, tinha na mão um copo de leite, e estava a ver as notícias, o David também devia estar a chegar.

- A D. Regina vai sair?

- A Anabela vem buscar-me e vou tomar café com as meninas!

- Faz muito bem.

- Como estão as mulheres da minha vida? - ouvi a voz do David, e ele entrou.

- Bem. - sorri.

Ele beijou a sua mãe na testa e aproximou os seus lábios aos meus.

- Bem, nada de tristeza, eu volto logo. - esboçou um enorme sorriso.

- Eu sei!

O aniversário do meu priminho foi bastante calmo e divertido, tinha saudades destes momentos, e, desde que vivo com o David os momentos foram diminuindo, os nossos horários foram-se reduzindo, e temos aproveitado para namorar.


DOMINGO, 24 de Outubro de 2010

Acordei cedo, estava sem sono, não me levantei, estava super quente debaixo dos lençóis e cobertores, uma memória do passado voltou rapidamente.


LEMBRANÇA: Dezembro de 2009

Ainda estava no Brasil, era o meu último dia em Juíz de Fora, o David tinha-me levado a conhecer a cidade e os sítios onde tinha brincado. Estavam a ser queridos comigo, mas a mãe do David e as suas amigas não me achavam muita piada. Estava sentada na cama dele a arrumar as coisas que faltavam.

- Eu vou com você. - disse-me e beijou-me na testa.

- Não digas disparates, David!

- Não tou dizendo disparate nenhum, eu te amo, onde você não se sente bem, eu também não.

- Mas daqui a dois dias é Natal...

- Eu sei, eu vou passar o Natal na casa do Rúben, e depois você vem ter comigo a Lisboa, sozinha é que não vai ficar.

- Eu não quero, não quero que fiques longe de quem gostas, logo no Natal.

- Se eu ficar aqui também vou ficar longe de você... Me deixa ir, eu quero ficar com você.

- Oooh, eu amo-te tanto. - abracei-o.

- Eu também, muito gatinha.




Paula
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sexagésimo primeiro capítulo [61º]

O resto do dia foi bastante descontraído, eu fiz bacalhau com natas ao almoço, e, quando o David foi para o treino levei a D. Regina a conhecer sítios maravilhosos de Lisboa.


SEXTA - FEIRA, 22 de Outubro de 2010 --


Quando acordei o David já tinha saído para o treino, desci as escadas e a D. Regina estava no sofá a ver a Oprah.

- Bom dia querida.

- Bom dia, desculpe ter acordado tarde, estava exausta, já tomou o pequeno-almoço?

- Sim, o David disse para quando eu acordasse comer o que quisesse, espero que não seja abusar.

- Claro que não é abusar, esta também é a sua casa. - sorri. - Quer passear, ou prefere ficar em casa?

- Eu gostava de conhecer umas coisas novas.

- Então vou-me preparar e saímos já. Vou ser rápida. - voltei a sorrir e subi as escadas.

Tomei banho e vesti-me (vê o look aqui). Deixei o cabelo meio liso, meio ondulado, peguei na minha bolsa e desci as escadas, ela já tinha a sua bolsa junto a si no sofá, e já estava calçada.

- Onde quer ir?

- Por mim tanto me faz, mas eu queria comprar algumas coisas para os que ficaram do outro lado do oceano...

- Se quiser podemos ir ao Chiado, já deve ter ido com o David, mas ele não consegue estar lá muito tempo.

- Pois, eu acho que fui lá a primeira vez que vim a Portugal, devia ser em 2007, e voltei o ano passado, mas ele se chateia com todo o mundo pedindo autógrafo e foto, diz que assim não aproveita o tempo comigo, mas e você, gosta?

- Eu adoro o Chiado e a Rua Augusta, prefiro ir fazer compras lá, do que nos centro comerciais, adoro o ambiente.

- Mas é só turistas, né? Você também deve ser solicitada para fotografias e assim...

- Sim, mas eu não me importo. - sorri. - Eu encaro isso de maneira diferente, só vou lá quando não estou chateada, porque eu também já pedi autógrafos e sei como é mau, as pessoas ficarem de trombas, e fico muito feliz, quando as pessoas gostam do que eu faço.

- É, isso é óptimo, vamos?

- Claro!

Conduzi até ao Chiado e estacionei o carro o mais perto que consegui, fizemos umas compras, mas eu comprei poucas coisas, aliás, já não sou a mesma consumista que era há uns tempos. Depois, acabámos por tomar um café numa esplanada ali.

- Sabes, eu ainda me sinto mal, pelo meu comportamento, quando você me conheceu, e o David a levou a nossa casa no Brasil, conhecer as suas raízes, eu me comportei pior do que uma criança mal educada, eu a julguei, por não ser brasileira, nem ser a mulher que eu imaginava, eu, já te tinha visto numa vez que vim a Portugal, uma festa da Mariana, acho, mas nunca imaginei você com meu filho, você se vestia muito bem, aliás, como ainda se veste, o seu cabelo estava bem tratado e estava maquiada de forma simples, uma beleza que eu nunca tinha visto, muito diferente do que as brasileiras, e mesmo muito diferente das portuguesas, e eu não tava habituada a ver isso antes, muito menos, com meu menino, eu tive medo que você o mudasse. - eu estava calada a olhá-la e tive uma lembrança comprida, mas muito rápida.



- LEMBRANÇA: Dezembro de 2009, sete meses de namoro com o David, viagem ao Brasil.

No Brasil fazia muito calor, todo o ano, mas estávamos no Verão, conclusão? Calor insuportável, ainda bem que só trouxe roupas frescas, pensei. Estou vestida de forma simples (), e, estava sem saltos, porque nervosa como estou ainda caia. Estavamos no táxi, os dois sentados nos bancos de trás, o David de forma descontraída e eu apoiada nele, tremia muito e ele mexia-me no cabelo carinhosamente.

- Chegámos. - disse o táxista, o que me deixou ainda mais nervosa. - São 50 reais.

- Deixe só tirar as malas, que já pago. - disse o David prontamente, e saímos do carro.

Ele tirou as malas e pagou ao táxista, e puxou-me para ele.

- David... - disse e senti a minha voz a falhar.

- Vai correr tudo bem, meu amor. Eu vou estar sempre do seu lado, eu te amo.

Aproximou-se e beijou-me, um beijo muito lento e carinhoso, ele tinha as suas mãos na minha nuca, e mexia no meu cabelo, eu tinha as minhas abertas contra o seu peito, senti uma lágrima a cair da minha face e ele limpou-a rapidamente.

- Não chora não. A única opinião que realmente importa sobre você, aqui é a minha, e eu já decidi que não te vou largar, daqui a três dias volta para o seu cantinho e dentro de dez eu voltarei para perto de si.

- Eu sei, desculpa, eu também te amo, muito. - disse-lhe.

- Você tá fazendo a maior prova de amor, vindo aqui. Eu nunca me vou esquecer disso, gatinha.

- Eu faço tudo por ti. - sorri.

- Vamos?

- Sim, - respirei fundo. - Não podemos ficar aqui para sempre.

Ele aproximou-se da casa e tocou na campainha. Ouviu-se um grande barulho e a mãe do David abriu o portão rapidamente.

- Filho!! - abraçou-o. - Cadê a sua namorada? - disse olhando para mim de alto a baixo.

- Mãe, essa é a Paula, - disse sem me largar a mão. - a minha namorada.

Ela olhou para mim de alto a baixo, revirou os olhos e disse.

- Prazer. Bem, vamos para dentro, quanto tempo você vai ficar? - perguntou-me.

- Eu... - senti a minha voz falhar novamente.

- Vamos ficar três dias, eu provavelmente vou com ela embora.

- Agora que tem uma portuguesa vai esquecer seus pais, suas raízes, tudo o que gosta?

Eu estava parada, o meu coração batia a um ritmo fraco e os meus olhos estavam sensíveis e o David continuava junto a mim, com a sua mão a apertar a minha.

- MÃE? - vi uma rapariga morena que percebi que fosse a irmã do David, aproximou-se e abraçou-o, depois, olhou para mim e deu-me dois beijinhos. - Sou a Isabelle, mas me trata por Belle, vem comigo, vou mostrar-te o quarto onde vai ficar.

A minha mão e a do D. separaram-se e ele respondeu-me com um sorriso tranquilizador.

- Eu supôs que você quisesse ficar com o David. - riu-se. - Então, este é o quarto dele. - disse enquanto abria a porta. - Pode pousar as coisas aqui.

Eu sorri, mas logo percebi que não fui muito convincente.

- Desculpa o comportamento da minha mãe. O David ainda é o seu menininho...

- Eu sei. - sorri.

- Você é muito bonita, meu deus, seu sorriso, dá para perceber logo porque o David se apaixonou por você!

- Obrigada. - corei.

- Belle, - ouvi a voz do D., e ele entrou no quarto. - Paula é muito envergonhada, mas o que você lhe disse, para ela 'tár desse sem jeito?

- A verdade! Ela é muito bonita, e tem um sorriso maravilhoso. - falavam de mim como se eu não estivesse lá.

- É linda, mas é minha. - sorriu e beijou-me na nuca.

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- E você o mudou, mas para muito melhor. Agora sou é que te tenho que agradecer.




Paula
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Muito obrigada por todo o apoio no capítulo anterior (:

sábado, 23 de outubro de 2010

sexagésimo capítulo [60º]

O Benfica saiu derrotado do confronto, apanhámos o avião logo de seguida, e íamos esperar por eles, como já era normal. Ele mandou mensagem depois do jogo, notava-se que estava bastante embaixo, mas todos os benfiquistas o estavam.


Passado uma hora, eles chegaram, poucos benfiquistas estavam no aeroporto, o que tornava o nosso reencontro um pouco mais fácil, eles vinha cabisbaixos e o David manteve o seu olhar no chão até vir ao nosso encontro. Abraçou a mãe e depois aproximou-se e beijou-me.


- Tenho saudades suas, meu amor. - segredou-me.


- Eu também, muitas, vamos.


Agarrei na sua mão e dirigímo-nos até ao carro, conduzi calmamente até a casa.




- Bem, estou muito cansada, vou dormir. Durmam bem, meu anjos. - disse-nos a D. Regina depois de subir-mos as escadas.


- Boa noite. - sorri.


- Durma bem, minha mãe. Te amo. - disse o David, dando-lhe um beijo na testa.


Ela foi para o quarto e nós para o nosso.


- Desculpa, eu sei que te desiludi no jogo, desculpa. - sentou-se e colocou as mãos na cabeça.


- Shiiiu... - baixei-me e coloquei-me ao mesmo nível que ele. - Vem, vamos, estou cheia de saudades.


- Eu não mereço seu amor, sua dedicação.


- David! Tu sabes que eu nunca vou ficar pior contigo, por causa de derrotas. Eu amo-te, mesmo que percas sempre. És só tu que me interessas, pára com isso.


- Eu não mereço, mas já que eu tenho direito, vou aproveitar, né?


Beijou-me apaixonadamente, ...


Quinta-feira---

Acordei com beijinhos no pescoço, muito curtos, muito suaves, muito carinhosos.

- Amooor, preciso falar uma coisa... 

- Diz! - sentei-me e roubei-lhe um beijo.

- Eu não me tou sentindo muito bem... o mister tem berrado comigo prá caramba, os jornais não param de chatear, tou dando em doido!

Olhei-o.

- Que é?

- O que queres dizer exactamente com isso? Já não tás feliz no Benfica? - fui directa ao assunto.

- Cê sabe que eu amo o Benfica, maaas, eu tenho vontade de algo mais, eles me pressionam muito, e depois, eu sinto que há colegas que não fazem tanto esforço e acabam por ganhar mais.

- Queres a minha opinião?

- Claro, né!

- Como benfiquista ou como tua mulher?

- As duas...

- Como benfiquista eu diria que não estás a ser correcto com o clube, o Benfica deu-te tudo, deixou-te mostrar o teu futebol, não só para Portugal, mas para a Europa, acreditou em ti, conseguiste ir para a selecção e tens os maiores adeptos, os que mais te veneram, crianças que sonham poder ter o teu sucesso, jogar tão bem como tu, e, conquistar a Europa. - ele estava calado, olhava para mim nos olhos, e eles brilhavam, eu prossegui. - Todos os nossos atletas têm de dar a vida para cá estar, lutar por um lugar aqui, e pelo respeito de todos, quando entram são os melhores, mas só saem os melhores se tiverem respeitado o clube, aqui não deve estar ninguém obrigado, e, se eles te seguraram foi porque precisam de ti. - fiz uma pausa, respirei fundo e continuei. - E, como tua mulher? Deves estar onde te sentires feliz, onde te sentires acarinhado, e, onde forem respeitados os teus direitos, o mister faz o melhor para ti, ele já te ajudou muito, tornou-te melhor! Se achas que mereces mais, ao final do mês, fala, reúne-te.

Ele estava muito parado, de joelhos em cima da cama, as suas mãos estavam suadas, e o corpo estava super tenso, coloquei os braços nas suas costas e puxei-o para mim, dei-lhe beijos infinitos na sua face e passei a mão pelos seus caracóis.

- Desculpa. - disse-lhe depois.

A minha intenção não era magoá-lo, apenas dar-lhe a minha opinião, mas mais uma vez, devia ter estado calada.

- Não tem que pedir desculpa, aliás, o único que tem aqui sou eu. Tenho sido horrível. 

- Cála-te tu tens estado sob bastante pressão, tens que descontraír.

- Eu te amo tanto, meu anjo. - disse, olhando para mim.

- Eu também, muito, tu és a minha única garantia.



Paula
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Como tenho tido poucas visitas, vou deixar-vos um novo capítulo, agora o próximo só com pelo menos 9 comentários, beijinhos e obrigada.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

quinquagésimo nono capítulo

-Segunda, 18 de Outubro-

- Amor, acorda. - abri os olhos lentamente e olhei-o. - Vou buscar a minha mãe ao aeroporto, está bem?

- Sim, claro! - beijei-o. - Vou tomar banho.

Dito isso, caminhei até à casa de banho e tomei um banho rápido, já conhecia bem a D. Regina e sabia que odiava ver a casa do filho um pouco desarrumada, e ver-me a mim, ou de pijama ou "mal vestida", isto é, não estar à maneira que ela desejasse. Vesti uma roupa confortável e tirei um pouco de ondulação do meu cabelo.

Fiz a cama e arrumei o quarto, assim, quando a D. Dulce (a minha empregada) chegasse, bastava dar um jeitinho no quarto de hospedes. Ela chegou pouco depois e assim o fez.

Ouvi o sotaque brasileiro proveniente por uma voz feminina, e desci as escadas, quando o fazia eles entraram.

- Bom dia, D. Regina! - sorri e aproximei-me para a cumprimentar. - Fez boa viagem?

- Sim, cê sabe, com aqueles comprimidos, parece sempre boa. - riu. - Tou é mais cansada, mas com meu filho aqui tudo muda.

- Você devia descansar, mãe. Dorme, depois eu vou pró treino e vamo jantar. Temos é que vir cedo que depois de amanhã eu tenho viagem.

- É, não quero incomodar...

- Claro que não incomoda nada, o seu quarto já está pronto e tudo. Assim, depois pode matar as saudades do filho à vontade.

-Obrigada, minha querida, acho que vou aproveitar então. - sorriu. - Você vai trabalhar hoje?

- Não, só na sexta de manhã. Mas o meu primo ligou-me e vou buscá-lo.

- Ok, eu vou dár uma descansadinha. Até logo!

Ela subiu e o David amarrou-me na cintura.

- Que se passa com seu primo? - riu. - Antes, de quem falando. Você tem tantos que me deixa confuso.

- Miguel. Acho que são problemas com a namorada.

Ele beijou-me primeiro na testa e depois juntou os seus lábios com os meus. Abraçou-me e a minha cabeça ficou no seu peito durante um bocado.

- Você é a melhor amiga dele né?

- Eu não diria isso, mas damo-nos muito bem, eu adoro-o.

- Tem que ir já?

- Não, vinte minutos.

- Hm... isso dá para muita coisa!

- David, já não estamos sozinhos, sabes que não me sinto à vontade a fazer isto, aqui com a tua mãe.

- Tudo bem,  anda então para aqui...

Sentou-se no sofá e colocou-me no seu colo. Deu-me beijinhos no pescoço.

- Desculpa... - disse-lhe.

- Não tem que pedir desculpa gata, eu ficava o dia todo olhando para você. - corei e fechei os olhos, a minha boca formou rapidamente um sorriso. - Assim gosto. Eu te amo muito gata, cê sabe né?

- Claro que sei, cabelo dourinho.

- Mas você gosta...

- Se gosto! - ri-me e beijei-o. - Bem, tenho de ir. O tempo passa a voar.

- Passa mesmo. - sorriu. - Até logo, meu amor.

- Até logo, Vi.

Saí e conduzi até à escola do M., fui buscá-lo, e depois fomos almoçar. Tive com ele a tarde toda, e depois de o levar a casa voltei, pois a D. Regina deveria estar a acordar.

- Então, dormiu bem?

- Optimamente, querida!

----------------------------------------------

No dia seguinte o David foi para França de manhã e eu só viagem já à noite. Faltava uma hora para o início do jogo, eu estava em Lyon com a D. Regina e com a Elena, namorada do Javi. O telemóvel tocou, e eu atendi de imediato.

- Já tá no estádio meu amor?

- Acabei de me sentar. Estás bem?

- Nervoso, mas sim, tou bem, e o facto de você estar aqui, me relaxa...

- Estarei sempre.

- Eu sei, te amo!

- Eu também, muito. Queres falar com a tua mãe?

- Sim, por favor. Beijo.

- Beijinhos.

Estava cheia de frio, e bastante nervosa, iria ser, muito provavelmente, o jogo mais difícil do Benfica na fase de grupos, mas todos sabíamos o quanto os rapazes trabalhavam e a vontade de ganhar. Eu acredito :)


Paula
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

quinquagésimo oitavo capítulo [58º]

-Domingo, 17 de Outubro de 2010-

Acordei e não ouvi barulho nenhum, olhei para o relógio e marcava 12:13h., ao lado do relógio estava um bilhete.

"Bom dia dorminhoca, já deve ter dado pela minha ausência, hehehe. Fui para o treino, veste-te que eu depois te vou buscar, para almoçar-mos na casa do Gustavo. Beijo, te amo."
Tomei um banho relaxante e preparei-me (look aqui) e estiquei o cabelo.

- Tá pronta gata? - ouvi a voz do David e os seus passos. Aproximou-se e beijou-me. - Tá pronta e linda.

Não sabia o que lhe dizer e beijei-o.

- Bem, tudo isso assim?

- Tu sabes que fico constrangida. - sorri.

- Não tem que ficar, você é linda de todo o jeito, gata, vem cá. - abraçou-me. - Eu te amo muuuuuuitão.

- Eu sei, eu também, muito!

- Eu sei, se não, não tinha aceitado casar comigo. Aliás temos que começar a tratar disso, meu anjo.

- Sim, amanhã vem uma representante da Vera Wang cá a Lisboa, mostrar-me os modelos que ela fez só para mim. - mordi o lábio e sorri.

- Tapados, ein! Não quero ninguém babando em você óh!

- Ciúmes?

- Não são ciúmes não, mas não quero ninguém babando na minha mulher, não.

- Primeiro: ninguém vai babar em mim. Segundo: Mesmo que babassem, eu só iria olhar para ti, tontinho. És o que mais me interessa. - ele estava com cara de amuadinho e eu beijei-o. - Sempre amuadinho.

- Eu?

- Não, o rapaz jeitoso que passou ali fora. - ri-me e ele também. - Vamos, que senão o Gu, passa-se.

- É melhor, é, mas antes... - juntou-me ainda mais a ele e beijou-me. - Te amo, muito...

Passei-lhe a mão pela cara e beijei-o na bochecha.

A conversa do casamento prossegui no carro.

- E padrinhos, já pensou?

- Hum, não... eu pensei na Mari, e ...

- No Rúben, certo? É eu também, e para as damas e ...

- Bem, mais três de cada, então da minha parte, o Pedro e o Luís, e a Elena Gómez,...?

- Óptimo, eu pensei no Gu, na Belle e na Marian.

- Por mim também óptimo, - sorri.- Estou mortinha, por ser oficialmente e eternamente tua.

- Tá romântica hoje, ein!

- Ei, sou sempre.

- Às vezes é durinha...

- Sou sempre uma querida! Que noiva iria ficar com a sogra enquanto o noivo está a trabalhar?

- É, nisso tem razão, mas eu amanhã ainda estou com a minha mãe...

- Não te adianta de nada ela gosta mais de mim. - rimo-nos os dois.




Paula
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domingo, 17 de outubro de 2010

quinquagésimo sétimo capítulo [57º]

Ele pegou na minha mão e levou-me para o seu carro.

- David... É melhor eu pegar no meu carro...

- Não se preocupes, eu mando alguém pegar nele, agora vem, vamos prá casa.

Beijei-o, e ele conduziu até casa muito cuidadosamente.

- Desculpa pela maneira controladora que eu te tenho tratado, desculpa, não era isso que eu...

- Shiu, eu compreendo os ciúmes, eu também os tenho. - dei-lhe um beijo na bochecha. - Vamos para cima, tenho saudades daquelas noites tranquilas em que só ficávamos abraçados.

- Vamo então, eu também tenho saudades.

O dia seguinte foi super tranquilo,só me separei do David durante o tempo do treino.

-Sábado-

- Acorda meu amor... - ouvi a voz do David, abri os olhos e ele estava deitado na cama já vestido.

- Bom dia, - disse e sorri. - Que horas são?

- Meio dia e meio... - passou a sua mão na minha face. - Vá tomar banho, e depois vamos almoçar.

- Ok, ok, vou ser muito rápida.

Corri para o chuveiro e tomei um banho relaxante mas rápido e vesti-me rapidamente vê o look aqui, prendi o cabelo, peguei na bolsa e desci.

- Estas a pensar em que restaurante?

- Castelo das Hambúrgueres... - torceu o nariz. - Mas se cê não quiser, eu juro que compreendo.

- Está óptimo, para mim.

Aproximei-me e beijei-o, ele puxou-me para ele e acabei por cair no sofá em cima dele, mas nem assim ele me largou.

- Eu juro que não compreendo como é possível seu beijo estar cada vez melhor. Os meus lábios já não conseguem ficar mais longe dos seus.

- Não têm que ficar... - a barriga dele fez barulho e eu ri-me. - Vamos comer, que esse menino é fraquinho. -disse imitando-lhe o sotaque.

- Hey, não sou tão fraquinho assim.

- Hum, isso agora!

A hambúrguer estava óptima, e, já me tinha esquecido dos sumos naturais que eles preparavam. Fui dar um passeio com o David, quando olhámos para as horas, lembramo-nos do jogo do Benfica e dirigimo-nos ao estádio. Já não via um jogo ao lado do David à muito tempo...

- Ver futebol ao seu lado, não tem pica... - segredou-me pouco antes do jogo começar.

- Ei, então e porquê?

- Vou ficar o tempo todo distraído olhando pra você.

- Não digas disparates, David Marinho.

- É verdade, você é minha droga, eu te amo.



Paula
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

quinquagésimo sexto capítulo [56º]

Fechei os olhos e esperei que ele continuasse, já esperava esta reacção, mas parte de mim ainda queria acreditar que ele me iria compreender.

- Você não quer que eu entenda isso, quer?

- Sim, esperava que me entendesses.

- Desculpa a desilusão, mas eu não consigo. - virou costas e pegou no saco do treino. - Eu vou treinar. Volto logo.

- David!

- Tenho que ir.

Senti-me péssima! Entrei no carro rapidamente e conduzi sem destino fixo, quando parei estava na praia que ele me tinha mostrado. Passei por todas as rochas e sentei-me na areia, estava limpa só estava eu e surfistas naquela praia. Voltei a fechar os olhos e cerrei as mãos em forma de punho. Uma lágrima caiu, mas eu não a limpei. O meu pensamento voou.

--Dezembro de 2005 (já vivia há 3 meses em Lisboa, e estou a recordar o regresso à capital depois de uns dias em casa dos pais.)--

Parei pouco tempo em casa dos meus pais, apenas o suficiente para ir ter com o Gonçalo e resolver tudo. Caminhei freneticamente até ao jardim onde combinámos encontrarmo-nos.

- Paula! - esboçou o sorriso mais bonito que alguma vez tinha visto, os seus dentes eram super brancos e alinhados e a felicidade dele via-se no brilho dos olhos.

Correu para junto de mim e abraçou-me, logo depois seguiu-se um beijo super apaixonado, mas que eu tentava travar a cada milésimo de segundo.

- O que se passa? Estás bem, amor?

- Precisamos de falar... - disse a sua expressão entristeceu.

- Fiz algo de errado?

- Não, .... - acariciei-o. - Mas... eu não estou a aguentar este tempo separada de ti, e depois, isto aqui é super estranho.

- Tu sabes que vamos conseguir, eu amo-te tanto...

- Eu sei, mas eu não aguento mais, eu morro de ciúmes de todas as raparigas que simplesmente sorriem para ti, e tu vais à festa de aniversário de um amigo da tua ex.

- Tu sabes que... - parou e olhou para o chão e prosseguiu. - Isto quer dizer que...? - os seus olhos começaram a ficar vermelhos e eu senti lágrimas nos meus.

- Adeus, Gonçalo.

- Não me deixes assim, não agora, eu amo-te tanto.

- Eu sei, e eu também, mas não consigo.

Agora também eu chorava, beijei-o no canto da boca e corri para longe, ainda ouvi um "Paula!", mas de nada lhe serviu. Parti-lhe o coração e sentia-me a pior pessoa do mundo, por isso.

---

Sorri da coincidência dos factos. A verdade é que na altura ainda era uma criança, e, reflectindo bem, agora o caso era muito pior. Olhei para o mar, e o meu olhar tornou-se num vazio, de repente comecei a pensar em tudo ao mesmo tempo.

Senti alguém colocar a mão no meu ombro. Olhei e lá estava o David, os seus olhos também estavam vermelhos. Não disse uma palavra, sentou-se a meu lado e encolheu-me para junto do seu peito. Ficámos assim durante algum tempo e, depois ele lá arranjou coragem.

- Desculpa, fui um bobo. - disse muito baixinho.

- Eu podia ter pensado, se fosse comigo, eu iria passar-me.

- Não, você tem direito de ir onde quiser. Eu posso não confiar nele, mas você é minha noiva e te confio a minha vida. E eu não quero que se sinta presa, sabe? Eu te amo.

- Eu só irei se puder ir com uma pessoa...

- Você quer ir com o Marco? - suspirou. - Se é isso que quer...

- David.... - sorri. - Esse é o nome da pessoa com quem eu quero ir, e, se a pessoa em questão não me quiser acompanhar ou então quem organiza não achar piada... Eu também não tenho lugar. Eu pertenço inteiramente a ti.

Ele puxou-me para ele e os seus lábios tocaram nos meus rapidamente, as nossas línguas tornaram-se numa só, e os nossos corações batiam a um ritmo constante. O local não importava para nada, a única coisa que me importava naquele momento, era com quem eu estava acompanhada.




Paula
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

quinquagésimo quinto capítulo [55º]

O jantar foi super descontraído e o David foi super prestável.

No dia seguinte (quarta-feira), passei o dia inteiro a fotografar e só cheguei a casa às 23h.

-Quinta-feira---

Acordei com uma vontade enorme de ir ao bairro alto, o David muito provavelmente já estava sentado no sofá a ver um jogo de futebol. Tomei banho e arranjei-me (vê aqui o link).
Desci as escadas.

- Oi gata! - aproximei-me e beijei-o. - Vai sair?

- Apetecia-me ir ao bairro, tenho saudades daquilo... Queres vir?

- Não, vou ficar em casa a dar uma descansada, não tem mal?

- Não, amor.

- Vem antes de eu ir para o treino?

- De certeza. - beijei-o. - Amo-te!

- Eu também amo você, muito meu amor.

Saí e conduzi até lá, consegui lugar para estacionar e caminhei para um restaurante que adorava. Pedi uma bifana e devorei-a rapidamente, depois caminhei como se fosse uma turista sempre a olhar para tudo. Adorava aquilo, para mim é um dos melhores lugares do mundo e também um dos locais em que tenho na minha memória as melhores lembranças.

- Paula! - ouvi alguém chamar e olhei. Talvez uma pessoa que me conhecesse que queria um autógrafo ou algo, mas não, vi a Marta, a irmã do Marco.

- Olá! Já não te via há imenso tempo. - abracei-a.

- Eu estava mesmo a pensar em ti! Tinha imensas saudades...

- Estavas?

- Sim, eu não sei se te lembras mas daqui a duas semanas, sweet eightteen!

- Eu sei! Eu nunca me vou esquecer! Estou a ficar velha!

- Uuui. - riu-se. - E... eu queria que viesses ao meu aniversário. Vai ser em minha casa uma festa com família e amigos e...

- Hum, eu adoro-te e vou sempre adorar! Mas eu não acho correcto, eu e o Marco, estamos super afastados, e eu, não me sinto em condições de o ver.

Ela fez uma cara triste.

- Oh, eu já sabia... Mas não tem mal... - sorriu.

- Vamos tomar um café, e aproveitamos para conversar um bocadinho?

- Sim!

Entrámos num café e começámos por falar, quando toquei no assunto "amor", ela entristeceu a sua expressão.

- Acabou comigo a semana passada, foi estudar para o Porto e pronto... A única coisa boa, é ter-te reencontrado!

- Eu vou! - respondi prontamente.

- ÃÃh?

- Eu vou ao teu aniversário, não te prometo é que vá sorrir para o Marco, mas vou, quero ir!

- OBRIGADA! - abraçou-me.

- Bem, tenho que ir para casa, o David está há minha espera, ficas bem?

- Óptima!

Segui para casa e o David já estava pronto para sair.

- Desculpa a demora amor!

- Não tem mal gatinha!

Colocou as mãos na minha cintura e chegou-me para ele, colocou os seus lábios nos meus e beijou-me ansiosamente, eu estava comprimida e ele percebeu.

- Que se passa docinho?

- Aceitei um convite que acho que não vais achar muita piada...

- O que aceitou? - disse mantendo as suas mãos na minha cintura.

- Festa de aniversário da irmã do Marco.

- O quê? Minha opinião sobre isso é óbvia! - disse elevando o tom de voz.


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terça-feira, 12 de outubro de 2010

quinquagésimo quarto capítulo [54º]

Conduzi para casa apressadamente, e, enquanto colocava a chave na fechadura sentia as suas mãos a percorrerem o corpo e os seus lábios pregados no meu pescoço, abri e porta e entramos. Ele continuava a fazê-lo, e virou-me para ele. Já dentro de casa continuava igual.

- Daviid...

- Shiuu, tenho saudades suas, foi muito tempo, vamos lá para cima, depois falamos amanhã.

Eu respeitei-o e subimos, ele continuava a beijar-me e dizia vezes sem conta "Eu te amo, meu amor, eu te amo."

---

Terça-feira, dia 12 de Outubro.

- Meu amor... Acorda já é tarde...

Fiz um enorme esforço para abrir os olhos e olhei para ele, estava super colocado a mim e deu-me um beijo na testa.

- Bom dia. - sorri e beijei-o. - Que horas são?

- Meio dia, cê quer almoçar aqui ou fora?

- Vamos almoçar fora, depois tens que ir à Caixa?

- Tenho, sim, me leva lá?

- Hum... Claro, vou combinar com umas amigas um café, pelo o que o Pedro me disse as minhas amigas de infância estão por Lisboa. - sorri.

- Então podíamos combinar um jantar... Eu conheço elas?

- Só tiveste duas vezes, mas foi super rápido, Mariana e Iolanda.

- Não tou vendo, mas, não vamos falar disso... - fez um sorriso maroto. - Toma banho comigo, meu amor?

- Irrecusável!

Tomamos banho juntos mas ele arranjou-se muito mais rápido e ficou no sofá há minha espera. Estiquei o cabelo e vesti-me (vê o look aqui). Desci as escadas e ele olhou para mim.

- Você tá... - olhou-me de alto a baixo. - fabulosa.

- Eeeeeeeei. - corei.

- Vem cá...

Ele estava sentado, levantou-se e abraçou-me.

- Eu te amo tanto gata, não fica envergonhada não, você sabe que é verdade.

- Vamos?

- Você deve ser a única mulher que fica corada desse jeito quando o seu noivo a elogia.

- Já sabes que sou assim, nunca fui habituada a elogios, só há 5 anos os comecei a receber frequentemente. - beijei-o. - Mas fico muito feliz, por saber que pensas isso, não fiques chateado, eu juro que tento mudar, mas não fico a ser "eu".

- Eu sei, não quero que mudo, eu amo você, desse mesmo jeito. Vamos.

Fomos para o restaurante, o meu preferido, aquele que fica sobre o Tejo. O almoço foi calmo e romântico, ele estava bastante querido e atencioso. Depois, no final fui levá-lo ao Caixa.

- Bem, depois liga-me que eu venho logo, está bem? - beijei-o.

- Claro, meu amor.

Voltei a atravessar a ponte e fui ter com as raparigas ao café que combinámos. Entrei no café e lá estavam elas. Estavam super bonitas e arranjadas.

- Que saudades! - disse enquanto as abraçava.

- Também já morríamos de saudades! - disse a Mariana.

- Vocês vêm jantar connosco? - perguntei-lhes. - Digo, comigo e com o David?

- Não queremos incomodar... - respondeu a Iolanda.

- Não incomodam nada!

Falámos sobre os tempos que estudámos juntas e sobre as saudades que tínhamos, e depois saímos para ir buscar o David... Adorava o facto de ele aceitar as minhas amizades e não se fartar e pedir mais atenção, aliás, também não tinha muito por onde se queixar...

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

quinquagésimo terceiro capítulo [53º]

Acordei de manhã cedo, chovia imenso e acordei com o barulho. Adorava estes dias, acordar com o barulho da chuva no conforto da minha casa. Desci as escadas e bebi um capuccino. Sentei-me no sofá, e comecei a pensar. A única coisa que sentia falta era do meu David.

Deitei-me no sofá em forma de concha e ...

--- 23 de Outubro de 2008;

Cheguei a casa, vinda da faculdade e fui logo tomar banho, e preparar-me. (vê o look aqui)
Entretanto a campainha tocou e fui apressadamente à porta, olhei pelo "furinho", vi que era a Mariana.

Abri a porta e abracei-a.

- Ei, estás bem? Se preferires eu fico aqui contigo.

- Não posso ficar em casa para o resto da minha vida! - sentei uma lágrima a cair e limpei-a de imediato.

- Não chores. Odeio ver-te assim...

- Já passou. - fiz um esforço e sorri. - Vamos?

- Vamos, gata!

Entrei no carro. E seguimos para a casa da Romanela.

A noite foi muito divertida e as raparigas foram todas super simpáticas. Quando ia a sair a Elena, puxou-me e segredou-me.

- David, escolhe bien! Es muy guapa.

Eu fiz uma cara do tipo "Não sei do que estás a falar...".

- David, habló com Javi... - mordeu os lábios. - Yo creo que hablé demasiado.

- Não te preocupes. - sorri.

Fiquei a pensar no assunto e aproveitar o facto de a M. me levar a casa para falar do assunto.

- Já conheceste as namoradas do Gustavo e do David?

Ela riu-se e respondeu prontamente.

- Eu sei o que queres saber... Só o Gu é que tem namorado, gatinha! O que é que elas te disseram?

- Nada, só perguntei por pura curiosidade. - menti.

- E eu que não te conhecesse. O que queres? Olha bem para ti, és de fazer babar cada homem que te veja!

- Ei, por amor de Deus!

- Tu sabes que é verdade, e depois com esse teu sorriso, deixas o rapaz sem folgo.

- Mas eu nem faço nada para o seduzir, ou algo do género...

- Eu sei, mas o David está a começar a ficar vidradinho.

- Apanhou-me na pior altura de todas! Não estou para dar bola a nenhum rapaz, tu sabes que eu odeio ser má, porque sei o que é ficar para trás, mas também sabes que... - percebi que o assunto estava a incomodar-me e despachei. - Bem... vou para cima dormir, está bem?

----

Acordei e acabei por fazer um creme de marisco. Comi-o na cozinha, e estava delicioso.

Passei a tarde sentada no sofá e a olhar para a chuva que caía lá fora. Pensei em ir à praia, mas estava tão quentinha em casa que preferi adiar.

Já por volta da hora do jantar, mandei vir uma pizza e assisti ao jogo do David, foi um óptimo jogo e ele teve um grande remate, o Brasil ganhou 2-0.

O telemóvel tocou e eu atendi.

- "Meu amoooooor!"

- Oi, campeão! Parabéns!

- "Obrigadaaaa, gatinha. Olha, já tou no avião, um minuto e começo a subir. Devo chegar aí numa hora e um quarto..."

- Ok! Estarei há tua espera. Beijo, amo-te muito.

- Beijão, te amo!

Vesti umas calças, uma sweter e calcei umas all star e saí para o aeroporto. Contava apanhar trânsito, e foi o que aconteceu. Quando lá cheguei no ecrã de bordo tinha a indicação que o voo dele tinha acabado de aterrar, portanto, devia ser só o tempo das bagagens e ele aparecia.

Passado dez minutos, vi-o ao longe. Procurava-me e eu mantive o meu olhar pregado dele. Quando os nossos olhares se cruzaram, ele sorriu e correu para junto de mim. Coloquei o dedo indicador no meio dos lábios e fiz o gesto de 'shiuu' ele cumpriu, colocou as suas mãos na minha cintura e beijou-me delicadamente. Pegou na minha mão e eu encaminhei-o para o carro.

- Aqui sim. - sorri.

Ele puxou-me para junto dele e beijou-me apaixonadamente, durante largos segundos.

- Vamos para casa, meu amor. Que temos muitas saudades para matar...





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quinquagésimo segundo capítulo [52º]

Acordei às 10h, e tomei latte machiatto e bolachas de manteiga. Hoje era o primeiro dia da sessão fotográfica. Tomei banho e vesti uma roupa super simples (vê o look aqui).

Conduzi até ao Palace (o hotel, onde iria decorrer a sessão).

- Bom dia, poderia dizer-me onde está a ser feita a sessão fotográfica da Victoria's Secrets? - perguntei ao rapaz que estava no atendimento.

- Na suite presidencial, piso 7.

- Ok, muito obrigada. - sorri.

Esperei pelo elevador e subi para a suite. Estava lingerie espalhada por toda a parte e as maquilhadoras e cabeleireiras também já lá estavam.

- Hola! - disse-me uma rapariga, que se dirigiu de imediato a mim. - Yo soy Carmén, y te voy ayudar. Aquel, es tu fotógrafo. - disse. - Ahora vamos a maquilhar-te y tratar del pelo. Vale?

- Vale, gracías.

Sentei-me e eles maquilharam-me de seguida ao mesmo tempo que cuidavam do meu cabelo. Fui tratada fabulosamente, e as fotografias ficaram óptimas.

Já há noite, a caminho para casa, parei no restaurante e levei sushi. Sentei-me no sofá e peguei no telemóvel. Ainda não tinha falado com o David hoje, e, provavelmente estaria a jantar, mas decidi tentar. Ele, só atendeu ao último toque.

- "Gaaaaaaaaaaata!"

- Então? Como estás?

- "Bem, e você?"

- Também... Desculpa não ter ligado mais cedo, mas tive a primeira parte da sessão da Vic, o dia todo.

- "Não tem mal. Correu bem?"

- Sim, senti-me bem e tudo. E o treino?

- "Foi normal, já estou acostumando os treinos do mister e dos companheiros de equipe."

- É impossível não gostarem de você. Todo o mundo gosta desse macarrão. - disse imitando a pronuncia dele.

- "Você tá treinando seu sotaque é? - riu. - Você não gostou muito no ínicio."

- Tu sabes que eu sempre gostei, mas não queria. E em contra-partida agora sou a que gosto mais, por isso, acho que não tou muito mal.

- "É... nisso tem razão. Cê já jantou?"

- Estou a dar aqui umas dentadas no sushi, enquanto falo contigo. E tu?

- "Sim, acabei agora mesmo. Estava subindo para descansar e ouvi o telemóvel tocar."

Acabei de comer o sushi, e ainda falava com ele. Deixei-o em cima da mesa do jantar e subi para o quarto.

- Amor, espera um segundo só para eu vestir o pijama. - coloquei o telemóvel em alta-voz.

- "Tudo bem... quem me dera poder estar aí agora, e dormir com você."

- Sempre taradinho! - ri-me.

- "Ei, não diz bobagem, não! Cê sabe que eu nem me importo de apenas dormir abraçado com você."

- Eu sei, amor, estou a brincar, já falta pouco mais de um dia.

- "É, eu falei com o mister e volto para Portugal logo após o jogo, eu vou apanhar o avião. Mais tardar 2 da manhã estarei aí, mas eu depois te ligo, e te digo melhor. Ok?"

- Claro...

- "Já está na caminha, gata?"

- Sim...

-"É que vou ter de dormir, meu amor. Fica bem?"

- Fico... Beijo, amanhã ligo. Amo-te muito. Estou a morrer de saudades! - senti a minha voz a falhar.

- "Não fica triste, o reencontro está há porta. Beijo, te amo muito."

Deitei-me e adormeci quase logo, estava cansada, e era bom pensar que já ia passar a próxima noite com ele.

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domingo, 10 de outubro de 2010

quinquagésimo primeiro capítulo [51º]

Adormeci tarde nessa noite, mas dormi bastante e só acordei à hora do almoço. Levantei-me e fui preparar algo para comer, fiz uma lasagna de carne.

Subi para pegar no meu telemóvel, e ver se tinha alguma chamada ou mensagem, nenhuma. Tinha convite para ir à Moda Lisboa e era mesmo isso que me estava a apetecer. Tomei banho e preparei-me (vê o look aqui). Decidi ligar ao Pedro para convidá-lo, a vir comigo, porque, pelo o que sabia estava sozinho.

- Pedro? - perguntei, já ao telemóvel.

- "Oi, gataa. Tudo bem?"

- Tudo óptimo, olha queres vir comigo à Moda Lisboa?

- "Epá, claro. Já estou com muitas saudades."


- Também eu!

- "Podes vir buscar-me? O carro foi para arranjar..."

- Claro! Meia hora, ok? Assim dá tempo de tomar um café no StarBucks...

- "Perfeito! Até já!"

Peguei na bolsa preta e organizei tudo. Antes de sair mandei uma mensagem ao David.

"Bom dia meu amor, três dias e estás comigo! Beijo, amo-te-"

 Conduzi até à casa do Pedro e apitei para que ele se apercebesse que já ali estava.

"Looking out the door
I see the rain fall upon the funeral mourners
Parading in a wake of sad relations
As their shoes fill up with water

Maybe I'm too young

To keep good love from going wrong
But tonight, you're on my mind so
You never know."

O meu telemóvel tocou e antes de atender vi no visor que era o David.
- Meu amor...

- "Oi, docinho. Como cê tá?"

- Bem, e tu?
- "Também, gatinha. Só mais domingo e segunda e depois tou aí com você."

- Já tenho saudades! - ri-me.
- "Também eu. Tá em casa?"

- Não, tou no carro há espera do Pedro para irmos à ModaLisboa.
-"Hum... aqui tá chovendo muito!"

- Aqui também, dá temporal cá em Lisboa para hoje há noite.

- "Então veja se já tá em casa a essa hora. Pode ser perigoso para conduzir."

- Eu sei, não te preocupes.

- "Bem, vou lanchar lá abaixo que o Rami, não se cala a dizer que tem fome. Te amo muito."

- Eu também, beijinhos!

O Pedro apareceu pouco depois, e já não tivemos tempo de tomar café. Os desfiles foram extraordinários e as colecções estavam lindíssimas. Ficámos até às 19:30 lá, e já chovia bastante.

- Queres vir jantar lá a casa? Preparo um arrozito de pato.

- Isso é irrecusável! 

Preparei a refeição e jantámos sentados no sofá. Fartei-me de rir, e de partilhar momentos passados. Ele saiu quando a chuva abrandou e subi e fui para o quarto. Deitei-me na cama e olhei para a chuva, lá fora.



- Lembrança: 21 de Novembro de 2008-

- "Paula! Por onde andas? Estamos no restaurante há tua espera há meia-hora!" - dizia a Mariana ao telemóvel.

- Calma! Saí da faculdade agora. Estou a caminho. Dá-me cinco minutos e estou aí.

Conduzi apressadamente, e cheguei ao restaurante passados exactamente 5 minutos. Soltei o cabelo e calcei os sapatos altos que tinha no carro. (vê o look aqui. + aqui)

Entrei no restaurante e já lá estava a Mariana, o Rúben, o David, o Gustavo, e a namorada. Na verdade não sabia muito bem porque tinha aceite o convite para jantar. Talvez, porque os rapazes não podiam, e o Marco voltava amanhã. Ou seja, tudo o que menos me apetecia era ficar sozinha em casa e pensar nele, mas estava a ver que era impossível. De qualquer maneira, agora já só chegava a casa de manhã.

- Desculpem, o atraso. Tive que tirar umas dúvidas com o profe. - disse enquanto os cumprimentava.

- Não te preocupes não tem mal. - disse amavelmente o Rúben.

Eu sorri e sentei-me.

- Estás bem? - perguntou-me a M.

- É impossível conseguir estar bem! - disse baixinho.

- Tens que conseguir ele não merece.

- Eu sei, mas... eu penso nele a toda a hora. Eu acho que ainda...

- Não podes! - interrompeu-me. - Se quiseres passo a noite contigo, ou vens para minha casa ou eu vou para a tua.

- Não é preciso, obrigada! Vou sair com o Luís e o Pedro, eles vêm cá ter, de autocarro e eu levo-os, para sairmos. Vamos para o bairro (alto).

Ela suspirou e eu respondi-lhe.

- Eu sei, que ando a sair de mais. Mas... tu sabes que preciso disto. E eu tenho cabecinha!

- Sim, mas apesar de gostar muito deles, eles ainda precisam de crescer. E não quero que te façam ir por...

- Não te preocupes. - disse e sorri.

O jantar foi descontraído. A namorada do Gustavo era super simpática e o David foi querido para mim, porém, eu ainda não conseguia aceitar bem os elogios vindos de homens quase desconhecidos, e podia ser mais querida também.

---

Acabei por adormecer enquanto me recordava de tudo, e agradeci a Deus, por ter o David junto a mim, em todos os momentos importantes da minha vida.


Paula ♥
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Meninas, a partir de agora só irei postar mais capítulos depois de conseguir um determinado numero de comentários. Obrigada por lerem. Beijinhos!

sábado, 9 de outubro de 2010

quinquagésimo capítulo [50º]

- Sexta-feira, 08 de Outubro de 2010

Acordei ao som da chuva, que para mim era a melhor forma de acordar, depois, claro, de acordar com o David a meu lado. Pensei nele e peguei no telemóvel. Já tinha uma mensagem.

"Bom dia meu amor, vou para treino agora, mas quando você acordar eu já devo ter acabado, me manda mensagem quando eu te poder ligar. Beijo. Te amo muito."

Desci as escadas e dirigi-me à cozinha, já a ligar ao David.

- "Meu amor, que saudades!"

- Então? Como estás? Ontem tentei ligar depois do jogo, mas nem dava para chamar... fiquei muito orgulhosa de ti!

- "Com saudades suas, morrendo de saudades, aliás. Todos os meus colegas também 'tavam com esse problema. Obrigado, também estou tão contente por estar tendo essa oportunidade."

- Tu mereces, é a paga de todo o trabalho que tens tido. Não penses muito nas saudades, tenta concentrar-te.

- "É impossível não pensar em você."

- Ei, também não é isso que quero!


- "Ah, tava vendo né! - ouvi o riso dele. - Você pense em mim também!"

- Claro...

- "Amor, vai para o Porto, hoje?"

- Vou...

- "Você tá bem? Eu sei o que deve tar custando..." 

- Estou... Eu sei que ela me quer ver bem.

- "É isso mesmo... Bem, tenho que ir ao mister. Depois falámos. Beijo, te amo muito docinho."

- Ok, beijo. Amo-te.

Fiz café e comi-o com biscoitos, depois fui tomar banho e vesti-me.

-
Há dois anos perdi uma grande amiga minha, vítima de um tumor no cérebro. Era três anos mais velha do que eu e eu tinha 14 anos quando a conheci, na altura vivia no Porto, mas depois, mudou-se para Braga, e passou a estudar lá. Foi a pessoa que me abriu os olhos para o que a vida era realmente, mostrou-me novos caminhos, mas aconselhou-me sempre a seguir pelo melhor. Foi das poucas que nunca me pressionou, nunca exigiu que fosse perfeita, porque dizia que a perfeição só podia ser alcançada se esse não fosse o nosso objectivo. Era muito sábia, acima da média para uma rapariga da idade dela, estudou várias religiões, considerava que nenhuma delas se enquadrava com ela totalmente, porém, aceitou baptizar-se pela igreja, a pedido de seus pais, já com 18 anos. Não houve oportunidade de despedidas nos últimos meses de vida, como é usual nestes casos, a Luísa, faleceu sete horas depois de descobrir o temor. Uma hora antes de partir, na "nossa despedida", pediu-me para continuar alegre, feliz, e, para nunca me esquecer dela, e isso é das coisas que mais certeza tenho na vida.
-
 Já depois de vestida (look), entrei no carro e conduzi para o Norte, era mais do que uma obrigação estar presente na missa de 2º ano de falecimento. Todavia, hoje era mais do que isso. Eu e as outras raparigas do grupo iríamos recordar os momentos que passámos com ela.

Cheguei rápido a Lisboa, não chovia e havia pouco trânsito, a tarde foi óptima para recordar momentos, aproveitei e visitei a sua família, que ficou surpresa por me ver ali. Voltei para Lisboa mais cedo do que pensava, antevia-se uma forte tempestade, que só apanhei, felizmente já quando estava em Lisboa.

Cheguei a casa por volta da hora do jantar, e, estava faminta. Preparei uma massa rápida com carne de peru e comi-a sentada no sofá, enquanto vi 'Ghost Whisperer'.


Não tinha sono, então peguei num dos meus livros de 'Dorothy Koomson' e comecei a relê-lo. Sentia-me sempre assim quando o David está longe e sei que não volta amanhã.


Paula ♥
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

quadragésimo nono capítulo [49º]

Voltei para casa e descansei um pouco, acabei por almoçar cereais com leite.

Lembrei-me que talvez fosse uma boa hora para ir dár um beijinho à Mari. Entrei no carro e conduzi até à casa dela. Esta tudo sossegado e toquei à campainha.


- "Quem é?" - ouvi a empregada deles.


- É a Paula, D.Adelaide.


- "Desculpe, menina. Entre, entre!"


Empurrei o portão e entrei.


- A menina Mariana disse para subir, ela está no quarto da bebé.


- Obrigada!


Subi as escadas e encaminhei-me ao quarto da Inês, bati à porta e ouvi um "Entra, amor.".


- Parabéns! - disse-lhe enquanto a abraçava.


- Obrigada amor! Tu sabes que com a bebé é complicado, mas eu juro que depois combinamos um almoço só as duas!


- Não te preocupes... Trouxe-te umas prendinhas!


- Nãão, ai agora é que me estou a sentir mal, eu juro que se a Inês não fosse tão pequena eu passava o dia apenas contigo.


- Está calada! Abre. - entreguei-lhe as prendas e ela abriu imediatamente (prenda1 e prenda2).


- NÃÃÃO! Ai, eu não acredito!


- Que foi? Não gostaste? Posso trocar.


- O quê? Eu agora que não posso sair para ficar com a Inês, tenho isto!


- Eei, tu podes ter tudo o que queres...


- Eu sei, mas sabes que nesta fase não tenho ligado tão à moda, e, quero mais coisas para ela (Inês).


- Ooooh, nem digas essas coisas! Lembraste quando eu cantava na rua e tu davas-me coisas dessas? Adoro-te!


- Eu também, obrigada!


Sorri.


- Bem, tenho de ir. Aproveita o aniversário com o Rúben.


Ela riu-se.


- Eu aproveito.


Entrei no carro e lembrei-me do aniversário dela à dois anos, o dia, em que conheci o David, não que o vi pela primeira vez, porque já o tinha visto desde o primeiro jogo dele no Benfica, mesmo sendo pela TV, e depois nos jogos que ia ver à Luz.


(Apartir daqui é a discrição desse dia, porque acho que vocês devem gostar, de conhecer mais um pouco da antiga Paula.)


Sai da faculdade e chovia muito, entrei no meu bolinhas, o meu novo carrinho, que comprei orgulhosamente com o meu próprio dinheiro (Fiat 500, o novo.). Conduzi rapidamente para casa.


- "Porra, vou chegar atrasada." - disse para mim própria quando vi o trânsito.


Entrei a casa e corri para o meu quarto. Não tinha tempo de tomar banho. Vesti um vestido preto e coloquei umas meias-calças, porque senão iria ter frio. Umas botas de salto alto, e, saí. (look aqui).


Lá fora chovia chovia cada vez mais, e eu já estava 20 mins atrasada, passado mais 20 lá consegui chegar ao restaurante. Estacionei o carro, e entrei no restaurante. Estava lá tudo. Abracei o Pedro, o Luís e a Mari e mandei beijinhos a todos os outros.


- Desculpem pelo atraso!


- Não tem mal, eu sei que tiveste faculdade até tarde. Pedi por ti, bacalhau com natas.


- Hmmm, obrigada!


Sentei-me em frente ao David Luiz, que estava junto à Mariana, ele era jogador do Benfica, e tinha uma relação de amizade enorme com o Rúben, era a primeira vez que estava com ele e não era nada de especial, eu estava no meio do Pedro e do Luís.


- Paula, amanhã não tens aulas, pois não?


- Nop.


- Então, vai ser uma noite daquelas! - dizia super animado o Luís.


- E tu não me digas que já tens saudades de noitadas, ainda saí com vocês na sexta!


- Eu sei, mas contigo tem muita mais piada. Ontem foi uma seca...


- Oh, obrigada pela parte que me toca. - sorri para eles.


A Mariana olhava-me com uma expressão séria.


- Que foi?


- Vocês os três não têm remédio! - ria-se enquanto dizia.


- Queres que fique em casa, a pensar que sou uma coitadinha, ou a pensar no Marco, que está a em South Africa e deixou-me por causa do surf.


- Mas tu sabes que não te faz bem sair todas as noites...


- Ouve, eu sei que não faz bem, mas acredita se eu morrer hoje, eu morro feliz.


- Cála-te com isso. Vá come, que o teu mal é fome!


- E tu vens connosco hoje!


- Ei...


- Anda, não precisas de ficar tanto tempo como eu, mas anda lá!


Ela olhou para o Rúben e ele fez uma cara super animada.

- Pronto está bem!

- Obrigada Rúben.

Ficámos no restaurante até tarde e depois seguimos para a discoteca, onde o Pedro era o DJ. O resto do pessoal foi para casa, porque trabalhavam no dia seguinte. Só fui para a discoteca, eu, a M., o Pedro, o Luís, o Rubén e o amigo dele, que não parava de me olhar.

A noite foi agradável, estava lá mais pessoal conhecido e fartei-me de dançar, e bem, confesso que também bebi um bocadinho a mais, mas no final já estava de garrafa de água na mão. A meio da noite fui levar-los à porta. (ao r., à m. e ao david.)

- Obrigada, diverti-me imenso! - disse o David.

- De nada. - sorri e olhei para a Mariana. - Obrigada por teres vindo.

- Ora, isso sou é que te digo. - sorriu e abraçou-me. - Obrigada por tornares o meu aniversário único! Ficas bem?

- Claro que fico.

- Não gostes que fiques sozinha em casa à noite...

- Não te preocupes, eu tenho que me habituar. As perdas depois não são tão dolorosas, não posso voltar a sofrer tanto como estou a sofrer. Vai descansada, eu fico bem.

A verdade é que tinha pesadelos todas as noites, mas estava na altura de me tornar mulher.

---

Paula ♥
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Queria pedir-vos opinião sobre este capítulo, se gostam destas "lembranças de tempos antigos", ou se preferem que eu faça apenas o diário e os dias dela.
Obrigada, beijinhos

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

quadragésimo oitavo capítulo [48º]

- Bom dia dorminhoca! - abri os olhos e vi o David ao meu lado, também ainda de pijama.

- Bom dia, que horas são? - perguntei ainda cheia de sono.

- É meio-dia. Vamo almoçar fora?

- Hmm. Parece-me óptimo! - aproximei-me para o beijar. - Vou ligar-lhes, e encontro-me com eles no final do almoço.

- Tudo bem. Toma banho comigo? - fez uma cara suplicante.

- Proposta irrecusável!

Tomamos banho juntos e depois, vesti um top cinzento, uma saia bandage de cintura alta preta, e uns saltos pretos, peguei num casaco, porque já não estava muito calor, viste uma trança-tiara no cabelo e desci ao encontro do David que já estava pronto.

- Bem, acho que vou mudar de roupa. Tou parecendo o empregado.

- Tá calado tonto!- beijei-o - Só vim mais formal por me encontrar com eles. Mas estou mal?

- Gata, cê tá linda! - beijou-me na cara.

- Vem cá!

Aproximei-me e beijei-o durante algum tempo.

- Amo-te tanto!

- Cê nem imagina como meu coração fica quando ouve isso! Fico louco.

Sorri e fomos para um restaurante. Tinha uma vista maravilhosa sobre o rio Tejo, e servia óptimos pratos de peixe. Enquanto lá estava liguei para o Lawrence.

- "Hi, Paula?" ("Olá, Paula?")

- Hi! I want to meet you, 'cause I accept doing the campaing, but I can't sign the contract. (Olá! Eu queria reunir consigo, porque aceito fazer a campanha, mas não posso assinar contrato.)

- "Oh, that's ok. In the Ritz at 3 p.m." ("Oh, tudo bem. No Ritz, às 15h.")

 - Thank you one more time! (Obrigado, mais uma vez.)

- "Your welcome..." ("De nada...")

Almocei com o David e depois reuni-me com o Lawrence, assinei contrato só para esta campanha e iria fotografar na próxima semana. O David foi buscar-me e levou-me a uma praia, que estranhamente eu não reconhecia, pois não era junto a nenhuma cidade e não tinha bons acessos, tivemos que ir pelas rochas para chegarmos à areia. Só se ouvia o mar, que batia nas rochas pacificamente, eu mantive-me no mesmo lugar enquanto olhava para todo que estava à minha volta. A praia era lindíssima, e estava super limpa, sem sinais de pessoas nas últimas horas, estava e vesti o casaco. O David estava mais à frente.

- Ei! - chamei e ele olhou de imediato. - Nunca me falaste disto! - ele não respondeu e sentou-se. - Não estou a perceber nada do que está a passar, David...

- Não há nada para perceber. Apenas achei que seria melhor esperar pelo momento certo.

- Momento certo? Faz amanhã dois anos que nos conhecemos, eu sei, eu sei que não é uma data propriamente importante para nós, mas isso quer dizer que vá tivemos tantos momentos, e tu, só ao fim de tanto tempo é que encontras um momento certo? Eu juro que pensei que tu não tivesses um lugar especial.

- Você sabe como eu sou, não fica brava. - aproximou-se de mim e sentou-se ao meu lado. - Eu preciso de ter momentos de reflexão, e eu queria ter vindo com você aqui no dia em que te pedi em casamento, mas até lá tenho tido treinos e mais treinos... Eu quero estar sempre com você, todos precisamos de um pouco de tempo sozinhos, mas nós já temos isso, não quero ficar mais afastado de você. - desta vez eu não respondi e ele continuou. - E sou diferente de todos os outros caras, meu amor. Eu não trago todas as garotas aqui, você é a única, isso era a única coisa que ainda não partilhava contigo.

- Desculpa a minha reacção. Mas achei estranho só isso.

- Eu compreendo, também eu acharia se tivesse no seu lugar. Eu te amo muito. - abraçou-me.

Ficámos ali durante muito tempo, e quando chegámos a casa já era bastante tarde. O dia seguinte ia ser duro, o David partia de manhã, e, a Mariana faz anos.


-Terça- feira, dia 5 de Outubro.-

- Está pronta? - perguntou-me.

- Sim! Já tens a mala no carro?

- Já meu amor.

- Então eu desço já!

Foi o David que conduziu até ao aeroporto.

- Bem, não te esqueças de mim! Nem te apaixones por as mulheres de lá.

- Não, sabe que vai ser melhor quando for para Inglaterra... Em Abu Dhabi, as mulheres estão muito tapadas. Tenho taaantas saudades do Brasil. - riu-se com a minha expressão.

- Cuidado com o que diz, menino David Luiz!

- Não se preocupa, só tenho olhos para você docinho. - inclinou-se e beijou-me.

- Vou pensar sempre em ti! E vais fazer-me falta para me aquecer nestes dias frios.

- Eu venho mais quente do que nunca. Eu te amo muito meu amor!

- Eu também. - beijei-o. - Vai senão ainda perdes o voo.

Ele abraçou-me e beijou-me.

- TE AMO! - gritou e toda a gente ficou a olhar, mas eu não me importei.

- Eu também!


Paula ♥
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