quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

centésimo décimo quarto capítulo [114º]

Dedicado à minha DiiDii e à clarinha (entreamigas), que foram a minha inspiração! (;




QUINTA-FEIRA: 24 de Fevereiro de 2011


O Benfica tinha jogo importante hoje, e não fui à Alemanha, porque sabia que o David precisava mais do meu apoio.
Vimos o jogo, os dois já no sofá da nova casa. O Benfica continuava a ser o meu CLUBE, aliás, mais do que isso, a minha RELIGIÃO! Os rapazes conseguiram entrar na história com a primeira vitória do Benfas na Alemanha, carimbando a passagem para os oitavos da Euroliga, como diz o ‘nosso’ mister!
Adormeci nos braços do David, feliz da vida, tinha-o a ele, ao nosso bebé, e ainda por cima o outro amor da minha vida, estava super bem. Podia dizer que agora sim, me sentia muito feliz.



SEXTA-FEIRA: 25 de Fevereiro de 2011


- Amô… Vou sair para o treino, volto logo. – David beijou-me ao despertar-me.

- Não me deixes… - pediu o meu inconsciente. – Preciso de ti. – amarrei-o para mim e ele riu-se.

- Te amo, volto logo, sim? TE AMO!

- Prometes?

- Claro, amo da minha vida…

- David? – chamei, quando ele se levantou da cama, preparado para sair.

- Diga, meu amô…

- Amo-te muito! És o homem da minha vida, vais ficar para sempre… - disse.

- Cê tá muito romântica, gatona! Eu sei, você também vai ficá para sempre.


Ele acabou por sair, e como reparei que faltava alguma comida em casa, decidi sair. Peguei no meu carro que tinha chegado (pedi os dois, o antigo e o mais recente e só o antigo chegou) .
Saí de casa, estava super atarefada e tinha muitas coisas para fazer, estava com pressentimento que hoje algo mudaria… Peguei nas chaves do meu carro antigo, nem sei bem porque, mas o meu cérebro mandou e assim o fiz e retirei-o garagem, entrei nele e cheirava a lavado, sorri porque adorava esse cheiro. Coloquei a minha mala no lugar do morto e a minha espinha arrepiou quando pensei nessa palavra. Foi uma sensação estranha, sem explicação possível.

Acariciei a minha barriga novamente, aqueles 3 meses faziam-me a pessoa mais feliz do mundo. Algo me dizia que ia ser um menino, e sorri ao imaginá-lo correr pela casa, e a ir receber o David assim que ele chegasse do treino.

Conduzi mais rápido do que o normal, mas algo me pediu para acalmar e eu abrandei. Lá fora estava um típico dia de finais de Fevereiro e de Londes, muita chuva, mas não estava assim tanto frio. A estrada estava calma, os carros tinham mais cuidado na estrada, muito possivelmente por causa da chuva…

Ouvi um barulho ensurdecedor da travagem dum automóvel que me fez tremer imediatamente, encolhi-me logo após. Mas foi tarde de mais, o carro despistou-se, mudou de faixa e direcção e veio bater em mim, exactamente no lado em que eu me encontrava…

.
.
.
.

DAVID:

Saí do balneário com uma sensação estranha, talvez não fosse nada, ficava sempre mal disposto em dias de chuva. Entrei no carro e comecei a conduzir para casa, estava louco por abraçar a minha princesa, e a prova do nosso amor. Ela me deu tudo nessa vida e me senti o homem mais sortudo do mundo por ter ela casada comigo e, esperando um filho meu.

Invejava a sua coragem, a sua capacidade para ajudar os outros mesmo que tivesse mal, em dois meses íamos fazer dois anos juntos, mas já parecem 12 ou 20. Aquele jeito, aquele sorriso, o seu cheiro, sua maneira de andar, de me beijar e até as noites que passei junto com ela, tudo isso me deixava ainda mais louco e apaixonado.

O telemóvel começou tocando, vi o número dela no visor e, atendi.


- Meu amor! Tou mesmo chegando a casa! Tá com saudades é?

- “Bom dia, fala o senhor David Marinho, marido de Paula Silva?” – perguntou uma voz que me era completamente desconhecida.


Demorei pouco tempo a responder, mas senti o meu corpo todo a tremer que encostei o carro.


- Esse mesmo, passa-se alguma coisa com ela? – perguntei com medo da resposta.

- “Senhor David, peço-lhe calma. Ainda não temos muitos dados…

- O que é que a Paula tem? – perguntei elevando a voz. – O que é que lhe fizeram?! – senti lágrimas de raiva a escorrerem-me pela face.

- “A sua esposa sofreu um grave acidente… Encontra-se nos cuidados intensivos.

- Como? Não… não pode ser… Onde ela tá?

- “Ela tinha informações na carteira para ser encaminhada para o Hospital St.Julies, e é aqui que se encontra…

- Eu vou já para aí! – afirmei e desliguei a chamada.

Fiz a condução mais acelerada da minha vida, não conseguia ver a estrada, os meus olhos estavam cheios de lágrimas. Uma coisa estava certo, sem ela minha vida não fazia qualquer sentido, ela era a única razão da minha existência à muito tempo. O trânsito tava infernal, e as minhas ultrapassagens foram motivo para algumas apitadelas, mas nada que me incomodasse, na verdade a minha cabeça transmitia-me imagens dela desde a primeira até à última vez que a vira.

O hospital também tava um caus, mas assim que estacionei o carro corri para o balcão e, fiz uma coisa que não era hábito. Dirigi-me à recepção e não liguei se a moça ‘tava falando com outra pessoa,


- Por favor! – disse num tom de voz elevado.

- Sim?  - disse ela num ar arrogante.

- Minha mulher entrou agora aqui… Tenho que ver ela.

- Só um momento… Poderia dizer-me o nome? – enquanto isso comecei escrevendo o número da Mariana num papel.

- Luísa, acho que é a do Piso 2, quarto 23… - disse a outra moça.

- Sim, mas não pode ir lá, menino.

- Então me faça um favor… Me ligue para esse número e diga que a Paula teve um acidente, e eu já cheguei. Eu tenho que ir ter com ela, ninguém me vai impedir.

- Já disse que não pode, só com autoriza…


Não ouvi mais o que ela me disse, comecei correndo feito doido, o elevador demoraria tempo a mais e eu fui pelas escadas de emergência. Os corredores tinham o cheiro típico a hospital, vi as placas… quarto 20, quarto 21, quarto 22 e, quarto 23. Não dava para entrar, mas um vidro mostrava o quarto dentro. Ela lá estava.  Nunca tinha visto nada assim, tava ligada a muitas máquinas, e havia tubinhos de sangue por todo o quarto. Olhei para a sua face, seus olhos estavam fechados assim como sua boca, seu nariz tinha tubos enfiados que estariam ligados a outras máquinas. Tinha vários cortes na face, e os seus braços estavam descobertos, estavam ligados e o único sítio onde dava para ver pele, era nas mãos, estas também cheias de feridas, mas uma coisa estava exactamente igual, uma coisa que fez a minha cara ficar ainda mais inundada de lágrimas, uma coisa que me fez arrepender de não me ter amarrado a ela demasiado na noite passada, me arrependi daqueles meses todos calado, sem confessar um único amo-te. Mas ouve uma coisa que não me arrependi, desde que tou junto com ela, a gente nunca deixou nada por dizer, nunca guardou um ‘amo-te’, um ‘adoro-te’ ou um ‘sinto tanto a sua falta’. Apesar das nossas brigas nunca fui infeliz, porque ambos sabíamos que nos amava-mos mutuamente, e que esse sentimento nunca iria sair de nossos corações, de nossas almas. Essa coisa era nossa aliança. Que permanecia totalmente intacta, sem um fio de sangue ou um risco, tão brilhante tal como no dia de nosso casamento.

Ouvi um segurança, pensei que fosse para mim. Uma coisa tinha a certeza, ninguém me poderia tirar do lado dela, o amor da minha vida.

Queria senti-la de perto, beijá-la, dizer que logo voltava para casa. Apesar de isso parecer impossível, só a primeira já era bom. Vi uma porta do meu lado direito, Como não tinha visto isso antes? Encaminhei-me rapidamente para ela e fiz força na maçaneta, que acabou por ceder, só conseguia ouvir o barulho das máquinas, me ajoelhei e peguei na sua mão. Chorei, chorei por pensar que ela podia nunca mais ouvir uma declaração, me dar um beijo, passar uma noite. Mas seu cheiro, seu sabor e seu toque estavam entranhados dentro de mim. E nunca mais irão sair. 


Paula 
Todos os direitos reservados ªª

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

centésimo décimo terceiro capítulo [113º]

SEGUNDA-FEIRA: 21 de Fevereiro de 2011


Acordei mais uma vez sem David a meu lado. E, no seu lugar tinha um bilhete escrito com a sua letra.

“Oi gata da minha vida!
Fui para o treino e não acordei você porque já estava atrasadão.
Só devo voltar depois do almoço.
Te Amo,
Beijão,
Davidzão!”

Levantei-me e tomei um banho rápido, mas quentinho e relaxante. Arranjei-me e desci para apanhar um táxi.

Olivia Palermo

Fui até ao Starbucks Coffee da Trafalgar Square e pedi um café duplo para ver se aquecia.


LEMBRANÇA: 4 de Setembro de 2009

Hoje, apesar do bom tempo que se fazia, não podia ir à praia, pois tinha que ir à faculdade tratar do segundo ano do mestrado.
Acordei às 10 da manhã, e pelo calor que se fazia no quarto pareciam ser umas 14 horas. Precisava muito de um ar condicionado, até porque dizem que o inverno vai ser muito mais frio que os últimos e a casa estava cada vez pior no que diz respeito aos isolamentos, mas neste momento a minha carteira já quase que não suportava coisas básicas, quanto mais umas consideradas “luxos”.
Tomei um banho rápido e fresco e vesti-me. (o cabelo também como na foto seguinte)



Peguei na minha mala, e conduzi para a escola.
Tratar da matrícula para o último ano de mestrado demorava mais do que eu alguma vez pensei, e tive umas 3 horas lá a tratar de tudo.
Saí da escola e como não tinha nenhum telefonema do David, decidi ir ao Modelo comprar umas coisas que faltavam em casa.

Estacionei o carro e vi o carro do David, talvez fosse melhor seguir para casa em vez de o encontrar no sítio público… Mas… precisava mesmo de comida, e podíamos sempre fingir que somos apenas amigos.

Comecei a fazer a colocar as minhas coisinhas no carrinho e, nem sinal de David. Podia ter-me enganado na matrícula muito bem…

- Paula?! – ouvi a voz de David atrás de mim e virei-me.

- Olá! Há que tempos! – cumprimentei-o.

- Mesmo!


A expressão surpresa dele, e o facto de me ter reconhecido de costas deu-me muita vontade de rir. Mas tinha mesmo vontade era de o beijar, fazia agora um dia que não o fazia.


- Vou fazer mais umas comprinhas, até qualquer dia. – sorri. – Vê o telemóvel… - disse muito baixinho e virei costas.


Antes de colocar e acabar de comprar o que desejava escrevi uma mensagem.


“Amor, vou agora acabar de fazer umas comprinhas e sigo para casa. Combinamos alguma coisa para hoje?
Amo-te muito, Paula ©


Acabei de fazer as minhas compras e o toque da mensagem fez-se soar de dentro da minha bolsa.


“Claro, gatona! Que surpresa ein? Já estou em casa… Não quer vir aqui ter, e passa essa noite aqui comigo? Tenho saudades suas! Te amo mais, Vi.”


A minha boca delineou um sorriso automaticamente. Também tinha muitas saudades dele, e precisava muito de passar um tempo a sós, pois ultimamente, quando estamos juntos  está sempre um enorme grupo atrás. Respondi-lhe à mensagem já no carro.


“Esse convite é irrecusável, Davidzão! Precisas que leve alguma coisa? :b”


Conduzi para casa, e só depois de colocar a comida toda nos respectivos lugares é que me lembrei de ver o telemóvel.


“Só tou precisando você! Vem rápido, sim? Beijão!”


Respondi-lhe e coloquei as minhas coisas uma mala, por dormir lá.


“Ok, estou assim de casa agora. (: Beijoooo!”


Entrei no carro e conduzi até casa dele. Estacionei o carro cá fora e toquei na campainha. Ele abriu sem perguntar se quer quem eu era. Entrei no elevador e este levou-me rapidamente ao piso do David, assim que saí, vi-o à porta e corri para junto dele. Fechou a porta e beijou-me com muito amor e desejo.

*Mais tarde*

Estávamos agora sentados no sofá, depois de termos jantado. Ele tinha uns boxers vestidos e eu uma simples camisa de dormir.




- Amô, sabe o que podíamos fazê no finde? – perguntou ele ao meu ouvido.

- Diz-me tu… - sugeri e sorri.

- O mister deu uma folga para quem quisé… Podíamos passá-lo fora… - beijou-me suavemente.

- Onde?

- Sei lá, íamos na Europa, onde quisesse, mas eu achei que ia gostar de ir a Barcelona ou Veneza…

- Desculpa, mas não posso.  – responde prontamente.

- Ué?

- O meu dinheiro está cada vez mais escasso, desde que parei de cantar na rua, o dinheiro das sessões, só me chega para as coisas básicas…


Ele riu-se, ironicamente e devo confessar que isso me incomodou bastante.


- Quem falou que era você a pagá? Eu convido eu pago…

- Não… Sabes que não iria permitir isso… Da última vez que o fiz com uma pessoa… - o Marco veio-me imediatamente à cabeça.

- Mas é só um finde para poder passar um tempo descansado com a minha namorada…

- David, por favor… Eu prometo que assim que arranjar algum dinheiro, vou contigo… Mas para já é muito difícil… Eu não consigo, por favor… Não insistas. – uma lágrima caiu-me pelo rosto a fora.

- Vá não chora não… - limpou-me a lágrima e beijou-me a parte da face que tinha ficado molhada… - Eu só queria ficar com você… Dar um compenso por poder namorar como outra garota normal…

-Eu sei… Mas o máximo que te posso fazer, é convidar para ires ao norte, conhecer a minha família. – disse a medo.

- Tá falando sério? Você quer que eu conheça sua família?

- Sim… - hesitei. – Mas… Eu espero até tu quereres…

- Repete lá isso…! – disse com um sorriso na cara.

- Eu quero que conheças a minha família… Sei lá! Já tenho pensado nisso, já tenho a certeza absoluta a algum tempo que isto não é uma coisita qualquer… - beijei-o. – Gosto mesmo de ti, zuca lindo!

- Cê que é linda, e claro que eu aceito! Te amo!!


**

Voltei para o hotel e o David já lá estava, amanhã iríamos mudar-nos para a nossa casa!


- Amor?  Cheguei!


O David caminhou na minha direcção e beijou-me de uma forma única, e eu correspondi de uma maneira que nunca tinha experimentado antes. Amava aquele homem, mas um sentimento muito estranho invadia-me  a mente.



Paula 
Todos os direitos reservados ªª





domingo, 20 de fevereiro de 2011

centésimo décimo segundo capítulo [112º]

SEGUNDA-FEIRA: 14 de Fevereiro de 2011 – Dia dos NAMORADOS


- Paula? Paulinha? Gatinha? Meu amô…? Acorda meu bem! – ouvi a voz do David ao longe, mas estava tão cansada que não reagi. – Paulinha? – beijou-me e eu abri os olhos ligeiramente, olhei-o e vi-o debruçado sobre mim com um ramo de flores na mão.

- Boooom dia! – disse após um bocejo.

- Feliz dia dos namorados, gatona!

- Para ti também, amor… - voltei a bocejar.

- É para você… - entregou-me o ramo.

- É para mim? – fiz-me de desentendida.

- Tá vendo aqui mais alguém? – riu-se. – Claro que é para você muleca!

- Oh, David…! São lindas! – disse com uma emoção na voz.

- Elas são lindas? E então, eu? – desviou o ramo e beijou-me num só movimento.

- Tu… tu, és o ser mais perfeito que já vi em toda a minha vida. – disse assim que separei as nossas bocas e disse-o olhando-lhe nos olhos.

- Te amo! – vi que não estava à espera que eu dissesse aquilo. – Queria almoçar com você… Mas tenho que ir para o hotel.

- Não te preocupes com isso, fazemos assim, eu vou de táxi para o jogo, vejo-o, e quando acabar volto logo para casa para me vir arranjar, e depois vens buscar-me, pode ser?

- Amo essa ideia… - beijou-me. – Tenho mesmo que ir…

- Vai lá, amor! Amo-te muito!


Ele acabou por sair e eu dormi mais um pouco.
Acabei por ter uma reunião durante o dia, pois a vinda para Inglaterra estragara os planos da minha agente.

Depois, mais tarde fui ver o segundo jogo do David no Chelsea, sendo o primeiro como titular, e apesar do resultado, o David jogou super bem e foi até considerado o homem do jogo. Fiquei com muita vontade de o esperar, mas se assim fizesse não iríamos aproveitar um bom jantar.
O táxi levou-me rapidamente a casa e tempo que o David demorou, deu para tomar banho e arranjar-me totalmente.



Quando ele chegou, eu estava a calçar os sapatos, voltei a tirá-los e corri para junto dele.


- Parabéns! – beijei-o. – Estou muito orgulhosa de ti!

. Ei! Adoro suas recepções!  Mas… Podia ter sido melhó… Aquele empate…!

- Tu foste o melhor! Por isso não penses em mais nada. – sorri.

- Penso, sim!! Olha bem para você… Tá tão linda, meu anjo…!


Não consegui conter-me e corei.


- Nada disso…

- Nada disso?? Tudo disso! Linda,… - disse entre beijos - perfeita.

- David… Não digas essas coisas, já sabes como sou e como fico… Odeio que me mintas! – ri-me.

- Cê é… perfeita!

- Amo-te tanto… tanto!

- Eu também, jeitosa!


**

O jantar correu super bem, e o ambiente romântico manteve-se já na “suíte” do Hotel.

**


TERÇA-FEIRA: 17 de Fevereiro de 2011 – 18h


- David! Sai da casa de banho que preciso de ir aí maquilhar-me!

- Pode vir, amô! Eu não me importo.


Entrei na casa de banho com cuidado.


- Posso entrar? – disse baixinho.

- Claro, gatona.  – estava olhar-se ao espelho.

- É que não costumas gostar que me maquilho ao teu lado…

- Isso é porque acho que você é linda ao natural, não precisa de nada! É linda assim, linda de qualquer forma! – disse de uma forma tão carinhosa que me apeteceu enchê-lo de beijos.

- És tão lindo, David.

- Você me quer mesmo do seu lado, hoje?  - eu olhei-o enquanto tentava perceber o que ele queria dizer. – Quer dizer… Comigo? Eu não sou nenhum actor de Hollywood…

- Não sejas tontinho, amor! Tu és o meu galã! O único homem que eu quero! O mais perfeito, o único que eu amo… Que mexe  comigo…

- Cê é que é linda. – beijou-me. – Vá, se prepara que vai ser com certeza, a mais bonita dessa noite…

- Shiiu! Não me digas isso. – corei.

Acabei de me vestir e maquilhar muito rapidamente, pois o David já me esperava.




Fashion and Party are Together!


Um carro veio buscar-nos ao hotel. David estava lindo, como sempre! Mas estava nervoso, porque era a primeira vez que me acompanhava num evento desta escala.
Saímos do carro, e estavam lá centenas de jornalistas, dei a mão ao David e rapidamente encontramos a minha agente que me indicou tudo o que tinha que fazer esta noite, basicamente era uma entrevista para o canal que transmitia os Brit Awards em directo, umas fotos na passadeira vermelha, com ou sem o David (como preferisse) e ele sugeriu que fizesse as duas.


- Olá Paula e David, eu sou a Anne e gostaria de fazer-vos algumas perguntas.

 - Olá. – dissemos.

- Antes de tudo, soube que vocês se mudaram para Londres, à pouco tempo, e que está relacionado com o David ter assinado pelo Chelsea. Como está a correr a adaptação?

- Acho que posso dizer que está a correr muito bem, talvez melhor do que eu pudesse pensar, Londres é uma cidade muito bonita, sentimo-nos muito acarinhados aqui. – sorri ao completar a frase.

Depois de algumas perguntas, eu e o David seguimos para a passadeira vermelha, as fotos foram tiradas como ele sugerira. A gala correu normalmente, e foi muito melhor assisti-la com ele a meu lado.


Paula 
Todos os direitos reservados ªª

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

centésimo décimo primeiro capítulo [111º]

 SEGUNDA-FEIRA: 7 de Fevereiro de 2011

O David partia hoje para o estágio com a selecção, eu aproveitei e comprei passagem para Portugal, iria ficar pelo norte, porque já não estava com os meus pais desde o meu casamento.


- David? Amor? – tentei acordá-lo.

- Paula? – perguntou ainda com os olhos fechados.

- Quem mais te chama amor, David Marinho? – brinquei.

- Só você, claro! – abre os olhos rapidamente.


Num movimento rápido e suava puxa-me para ele, eu que não contava com aquilo caí totalmente por cima dele. Os seus lábios exploraram os meus, e a sua língua tocou na minha com paixão e amor. Ele colocou as suas mãos debaixo da camisola e começou a forçar para tirá-la.


- Amor, não pudemos… Temos voo em duas horas! – alertei-o.

- Shiuu! Agora não posso. – fez um sorriso safado e beijou-me.

- David, tem de ser… Já não te bastou esta noite?

- Vamo passá tempo demais separado…

- Eu sei… Mas aproveitamos no banho, queres? – perguntei.

- Claro, né!


Levantou-se rapidamente da cama e seguiu-me até à casa-de-banho, onde fez o que tinha tanta vontade.
Depois, vesti-me num lápice, e consegui acabar de me arranjar quase ao mesmo tempo que ele.


1256. Celeb Style : Blake Lively (27.11.2010)




- Vamos? – perguntei assim que acabei de dar uma “secadela” no cabelo.

- Vamo’, baixinha!

- Ei, olha o respeito que sou uma mulher grávida!

- A mais linda de todas!

- Não me venhas com falinhas mansas agora, óh zuca feio! – fingi um amuo.

- Mas cê gosta!

- Cala’boca. E vamos que senão um de nós vai perder o voo.


Quando chegámos ao aeroporto e depois de fazermos o check-in, anunciaram a última chamada para o avião que tinha rumo ao Porto.


- Parece que é agora, meu anjo… - disse-lhe ao ouvido interrompendo o nosso abraço.

- Se cuida, ouviu? O primeiro a chegar manda mensagem, e depois o outro liga, ok? – beijou-me.

- Claro, como já é habitual. – pisquei-lhe o olho. – Aproveita o estágio! Isto é mais uma prova de como és o melhor do mundo!

- Cê é linda! Te amo, muitão.

- Eu também, anjinho.


Beijamo-nos mais uma vez e eu corri para apanhar o avião que não perdi por pouco.


**








LEMBRANÇA: 19 de Agosto de 2009

Acordei cedo, deviam ser umas 7 da manhã, com uma enorme vontade de ir para a praia. Tomei um banho fresco e preparei-me.


Depois de me ter vestido, mandei uma mensagem ao David.

“Bom dia, meu amor lindo! Vou agora para a praia… Quando acordares liga-me.  Beijo, te amo!”

Entrei no meu carro e dirigi-me até à Margem Sul, preferia as praias de lá, e a Costa da Caparica encantava-me imenso.
Estacionei o carro e caminhei para a praia, que estava praticamente vazia, e só tinha surfistas, mas estes que se encontravam no mar.
Coloquei-me de biquíni e aproveitei um pouco do sol. Despertei com o meu telemóvel a vibrar e vi que era o David a ligar-me.


- “Bom dia, amô da minha vida” – disse-me com voz de sono.

- Bom dia, gatão!

- “Tão cedo na praia?”

- Agora é que é bom… Tens treino? – perguntei.

- Tenho, vô agora, mas saio cedo, porque o calor, não dá para aguentar!

- E depois? A que horas tens?

- Tenho, às seis… Quer vir ver? – perguntou rapidamente.

- Achas? Tás tolo… Apanhavam-nos logo, David! Quero-te é comigo logo depois do treino… - confessei.

- Se formos só os dois, ou com casal, apanham-nos também… Eu queria almoçar com você numa esplanada, mas não dá…

- Hum… Diz ao Gustavo para vir…

- De vela? Vem comer a minha casa… Almoçámos na varanda…

- Está bem… – diz desanimada.

- Não fica mal, não… Nós decidimos assim…

- Eu sei, amor. Quando saíres do treino avisa, sim? – perguntei.

- Sim. Te amo muito, tuga linda! Beijão!

- Eu também, amor. Beijinho. – desliguei a chamada.


Aproveitei a praia, mas não fui uma única vez à água, porque sempre fui muito picuinhas relativamente à temperatura da água do mar.
O David mandou mensagem a dizer que já tava em casa à minha espera, e eu, saí da praia e fui ter com ele.
Toquei à campainha, e depois de ele abrir a porta do prédio, subi e ele abriu-me a porta.
Ele era o ser mais perfeito, que já tinha visto, mas o seu ar no Verão, ficava ainda mais exótico. Os seus caracóis estavam queimados pelo sol, e ficavam com um loiro perfeito, a sua pele, estava com a cor que ela adorava ver nos homens (um moreno lindo) e o facto das camisolas serem mais justas, ou mais reduzidas realçavam-lhe a excelente forma física.
Naquele momento, tinha vestida uma camisola de manga rapada, e uns calções. Olhou-me com um sorriso que me matava.


- Oi, gata mais linda. – disse com uma voz super carinhosa, o que fez com que eu me babasse toda.

- Olá! – aproximei-me dele e beijei-o.  – Como foi o treino? – perguntei curiosa, enquanto entrei em casa.

- Muito bom, tô gostando cada vez mais do mister Jesus… E sua prainha? Tá ficando preta, ein!

- Nem por isso… Não te tenho a ti para me acompanhares, fico sem vontade.

- Já combinei com o manz, amanhã vamos nós, o Rúben, a Mariana e o Gustavo…

- Não quero que vás sem vontade…

- Shiu! Eu quero sempre ir com você…

- Amo-te, David! E fica sabendo que odeio isto de ter que ficar afastada de ti… - ele abraçou-me.

- Então se junta a mim, não precisamos de tar sempre separados. – sussurrou-me.



**






Cheguei a Portugal e como ainda não tinha recebido nada do David, dei-lhe sinal que já tinha chegado. Depois de terem chegado as malas, fui ter com os meus pais que me deviam esperar.
Fui ao encontro deles.


- Óh filhinha. – achava super carinhosa a maneira que a minha mãe ainda me tratava. – Estás mais magrinha… - eu ri-me, enquanto abraçava agora o meu pai.

- Impressão tua, mãe! Ou… pode ser do exercício que o David me obriga a fazer, agora casados não é pecado… - ela fuzilou-me com  o olhar o que me fez rir ainda mais.

- Não digas essas coisas, vá, comporta-te que vais ser mãe dentro de pouco tempo.







*

Os dias no norte correram bem, deu para matar a saudade da minha família e de amigos de lá de cima.
Voltei a Inglaterra na quinta-feira, e combinei com o David encontrá-lo no hotel.

*





QUINTA-FEIRA: 10 de Fevereiro de 2011



Saí do aeroporto e apanhei um táxi. Era tarde e ele já devia ter chegado do treino.
Entrei na suite e ouvi barulho.


- Amor! Cheguei! – disse com a voz super cansada ao mesmo tempo que pousava as malas no chão.


David correu para junto de mim sem dizer uma única palavra e beijou-me apaixonadamente.

- Tava batendo a saudade, ein!

- Tás lindo, macarrão! Cada vez mais lindo... – disse com uma lágrima a teimar em cair no canto do olho.

- Óh! Cê é que é linda, mô linda! Te amo muitão, gostosa!

- Senti tanto a tua falta. – confessei. – Falta dos teus beijinhos e miminhos…

- Eu também!  Mas ainda vamos a tempo de os matar. – roubou-me um beijo.


 



Paula 
Todos os direitos reservados ªª